O algodão não engana #5

Não renunciarás à tua liberdade de expressão e de opinião

Encontrei esta citação num blogue que costumo seguir (com quem ultimamente  tenho trocado publicamente opiniões sobre jornalismo). Esta citação serve e bem para o que a seguir vou escrever. O facto de apoiar e pertencer à direcção de campanha de Luís Filipe Menezes/Porto Forte não me deve limitar a liberdade de expressão e de opinião. Para que nenhum leitor venha ao engano e de molde a que esta recusa de renúncia possa ser justa, não escondo ser parte. É uma questão de respeito para com os leitores.

Ontem, fruto de uma notícia (????) do Público e publicada pela jornalista do costume, Margarida Gomes, foi lançada lama sobre LFM. Não vou aqui escrever sobre a versão dos factos apresentada pelo candidato e a opinião dos seus concorrentes, basta clicar no link e ler.

Prefiro deixar aqui uma fotografia que, como dizia o outro, vale mais do que mil palavras. A fotografia da senhora que levou a toda esta polémica e que, além de estar junto a Rui Rio e a Fernando Charrua, trabalhou (não sei se ainda trabalha) com a vereadora Matilde Alves, conhecida apoiante de Rui Moreira. A senhora em causa, Margarida Ribeiro, é uma das duas (???) que supostamente não foi recebida e que falou com o Público.

fotografia

São coincidências. De certeza. E este post está ao nível da notícia da Margarida Gomes. Com duas diferenças: isto é um blogue e não um jornal e uma segunda, bem importante e que nos distingue: eu avisei ao que vinha e que sou parte. Ao contrário da Margarida Gomes…

Passe a palavra? Partilhe?

Passar a palavra? Partilhar? Com certeza, mas sem grande entusiasmo. Contudo, é importante dar-se a conhecer esta cacografia que actualmente se adopta em Portugal. Escreve-se *’direto’ e ‘Junho’ e tudo continua como dantes. Nem uma coisa, nem outra: a mistela do costume. Divulgado e partilhado está: siga.

Post scriptumNo JN já sou obrigado a escrever de acordo com o acordo ortográfico“. Rui Moreira foi obrigado a…?  A sério? Ah! Está bem. O Jornal de Notícias?

Projectando o presente, chegaremos a essa fase em que, teoricamente, passaríamos a financiar-nos no mercado, com uma dívida pública colossal, as famílias angustiadas, as empresas exangues e um país dividido. Não são boas as perspectivas.

(…)

Será o Governo, na sua actual configuração, capaz de conduzir o país nesta recta final até o pós-troika? Duvido.

Alberto Castro, Jornal de Notícias, 28 de Maio de 2013

Portistas candidatos independentes

Será que o Miguel Guedes também se vai apresentar a eleições? É que ouvi dizer que os portistas da televisão, a norte e a sul do rio, se vão candidatar como independentes nas autárquicas.

Vender a Alma ao Diabo…

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Nos últimos dias, graças ao candidato Luís Filipe Menezes, regressou o tema da fusão entre as cidades do Porto e Gaia.

Nos últimos anos, Luís Filipe Menezes, Paulo Rangel e Rui Moreira foram os grandes animadores desta ideia. Infelizmente, um deles, por meros interesses paroquiais e por influência do politicamente correcto importado de Lisboa, mudou de opinião. Estou a falar de Rui Moreira.

Como eu gostei e partilhei este seu artigo:

A vantagem de juntar Porto e Gaia, ou Porto e Gaia e Matosinhos, ou mesmo Porto, Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar num único concelho seria óbvia, em termos de massa crítica, de políticas de urbanismo, de planeamento estratégico, de afirmação, de capacidade de reivindicação, de articulação de investimentos públicos, de promoção internacional. Nesse caso, sim, valeria a pena redefinir o mapa das freguesias, e reforçar os seus poderes. Teríamos pois uma autarquia com todas as competências estratégicas em que a massa crítica produz sinergias, e as pequenas autarquias (as freguesias com poderes acrescidas como os borroughs ingleses ou os arrondissements franceses) com competências que salvaguardassem os aspectos identitários, a proximidade e sensibilidade ao detalhe. Certamente, a interacção entre essas freguesias com poderes e competências reforçadas e o município resultaria em vantagens. [Read more…]

Acordo ortográfico: o bom senso de Rui Moreira e de Júlio Machado Vaz

Dois homens carregados de bom senso comentam a carta enviada ao Ministro da Educação. Rui Moreira, economista, considera ridícula a ideia de que o chamado acordo ortográfico (Ao90) servirá para aumentar as nossas exportações para o Brasil; Júlio Machado Vaz, psiquiatra, ri-se da crença de que as consoantes mudas ocupavam demasiado espaço no cérebro das pobres criancinhas portuguesas.

Contra Duas Formas de Morfinizar Portugal

Dificuldades, sacrifícios, austeridade, quem os sente na carne sou eu e são aqueles que eu vejo pela cidade. Há um limite para o discurso realista, para o anúncio da dor futura, que anestesiam, bloqueiam, morfinizam a nossa paralisia, tal como havia um para a charla escapista, morfinizadora da nossa lucidez, praticada no passado, a mais conveniente quando se estava a burlar largo um Estado e a preparar uma saída airosa para o exílio dourado. Hoje é hoje. Passos deveria complementar o seu realismo consonântico com a má maré Europeia mediante qualquer coisa de mobilizador, especificamente mobilizador de portugueses para portugueses, onde quer que estejam no mundo. Fé em Portugal, confiança nos portugueses e uma linha de retórica positivamente mobilizadora poderiam fazer a diferença. Afinal, o que é que tolhe o Governo Passos?! O fanatismo liberalizador como resposta única?! É pena. Só com um sorriso nos lábios venderemos mais presuntos aos chineses e mais vinho, gastronomia e turismo de altíssima qualidade, enquanto passamos fome. Falta sal e ousadia a Passos, onde havia demasiada parlapatice e fantasia suicidária no filho da puta parisiense. Mobilizar-nos com a verdade e para além dela é algo de que o excelente jornalista económico Pedro Santos Guerreiro parece ser capaz e de que o excepcional Rui Moreira também parece ser capaz e de que mesmo o penetrante Luís Nazaré, pecado de apoiar o labrego de Paris à parte, com certeza é capaz. Chega de choradinho e fatalidade, Passos Coelho. Mobiliza-nos. Se não souberes como se faz, aprende com quem o faz bem: o Pedro, o Rui, o Luís. E não estou a brincar.