Hoje

4000

Patricia de Melo Moreira/AFP/Getty Images (http://bit.ly/1TnYKCU)

Ontem, efectivamente, além do espectacular golo do CR7, houve  facto tributário e fato tributário:

dre 1722016

Hoje?

Hoje, menciona-se “o motivo que determinou tal fato”, com uma alusão quer aos “fatos constantes da candidatura”, quer ao “contato com o solo”.

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Exactamente, Hoje.

Aznavour, BB, Cloclo e o Diário da República

Retirez-moi cette poussière sidérale
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BB

***

Como escreveu ontem Paul Krugman, “OK, this is real“. Não, não é formidable. Sim, é comme d’habitude.

dre 2962015

O Acordo Ortográfico de 1990 explicado pelo Expresso

Expresso, a dois meses de celebrar cinco anos de adopção assim-assim do Acordo Ortográfico de 1990, ilustra desta forma as “palavras que ficam ao gosto do freguês”:

Sector ou setor, característica ou caraterística, acumpunctura ou acumpuntura, caracteres ou carateres.

Acumpunctura? Acumpuntura?

Acumpunctura? Acumpuntura?

Acumpunctura? Acumpuntura?

Um jornal que chegou a “poupar letras” onde não devia, gasta letras onde não pode.

Em 17 de Junho de 2011, a presidente da Associação de Professores de Português, Edviges Ferreira, dizia: “a comunicação social já está quase toda a usar a nova ortografia”, o que “irá facilitar”.

Efectivamente, é muito simples.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

(página do Expresso, via Tradutores Contra o Acordo Ortográfico)

AO90 Expresso

 

O relevante facto da irrelevância do Acordo Ortográfico

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Esta notícia, bem recebida “no mercado”, foi confirmada através de um comunicado à CMVM e de um Facto Relevante. Perdão, fato: Fato Relevante.

Quando Zeinal Bava, Nuno Vieira e Luís Pacheco de Melo tiverem tempo, expliquem-me, sff, como é que vão descalçar a bota dos ‘contactos’ e dos ‘factos’ presentes no comunicado. Gostaria imenso de conhecer a reacção dos parceiros da Oi a tais exotismos ortográficos.

Escusado seria repetir que “convém reflectir sobre a dimensão desagregadora do exercício AO 90, considerando os inúmeros casos em que no Brasil se conserva a grafia anteriormente comum, passando em Portugal a adoptar-se uma grafia obscura e exclusiva”.

Contudo, no comunicado à CMVM, temos “respetivas holdings assinaram”, “assumirão, respetivamente, o cargo”, “os respetivos passivos”, o respetivo relatório de avaliação (laudo)” e “o respetivo arquivamento”, embora, no Fato Relevante, apareçam “respectivas regiões de atuação”,  “respectivo laudo submetido”, “equivalentes a, respectivamente, R$ 5,8 bilhões”,  “respectivos direitos de prioridade”, “respectivas participações”, “respectiva eleição”, “assumirão  respectivamente“,  “respectivo valor patrimonial” — pronto, já chega.

Não, não chega: no Fato Relevante, temos “perspectivas e expectativas“, mas, no comunicado à CMVM, surgem perspetivas e expetativas“. Sim, expetativas e não expectativas  isto é, quando a semelhança aparece, recorre-se ao expediente desagregador.

Aguardo, confesso, com alguma expectativa, os próximos episódios desta telenovela da “unidade da língua portuguesa” e “[d]a sua universalização” ou da “unidade essencial da língua portuguesa” e do “seu prestígio internacional” — relativamente a este aspecto, a doutrina, aparentemente, divide-se.

Enquanto aguardo, com a tal expectativa,  aproveito para fazer uma pergunta que nada tem a ver com (orto)grafia: os clientes portugueses da CorpCo poderão aceder ou terão de acessar? Era só uma pergunta.

E dois pedidos de esclarecimento: convinha explicar quer o motivo de o significado de ‘laudo’ aparecer no comunicado à CMVM, quer a razão para surgirem “5,8 mil milhões de reais” no comunicado à CMVM e “R$ 5,8 bilhões” no Fato Relevante. Afinal de contas, não nos esqueçamos, está em causa a “unidade essencial”.

acessar

Explicai-me, sff

RTP excessão

De Caras, RTP, 19/6/2013 (http://bit.ly/12J0oFc)

Não havendo, em português europeu, qualquer razão para se escrever *direção em vez de direcção (ver explicações fastidiosas, lá em baixo, na Nótula I), é compreensível que o actual director do Expresso, Ricardo Costa, tenha infringido as “regras” adoptadas por uma direcção anterior à sua.

Expresso 472013

Em suma, Ricardo Costa escreve direcção porque é português. Se fosse brasileiro, escreveria direção. Contudo,até prova em contrário, o Expresso ainda não terá emigrado para o Brasil. Porque é que o Expresso determinou a adopção do AO90? Não sei. Qualquer dia, explicar-me-ão.

Quanto à imagem da entrevista a Nuno Crato, com a supressão do ‘p’ de excepção, a ocorrência de erros semelhantes àquele tenderá a aumentar — sim, a aumentar; exactamente, a aumentar (ver explicações fastidiosas, já a seguir, na Nótula II).

Ah! Podem (e devem) corrigir, como fizeram anteontem. Andam a esquecer-se é dos outros *contatos — sim, daqueles. Antes de passarmos às nótulas, aproveito para vos desejar um óptimo e espectacular fim-de-semana.

Nótula I: [Read more…]

Requisitos de higiene e limpeza: o Acordo Ortográfico de 1990

A saga continua. Os *contatos instalaram-se.

Podem continuar a encolher os ombros, a assobiar para o ar e a tapar o sol com a peneira.

Por mera curiosidade: quem terá sido o malandro que, “por má-fé”, “distorção propositada” e “mera vigarice intelectual”, se terá entretido a “instilar” tamanha “falsidade”?

Quem terá veiculado esta inexactidão? Quanto aos *fatos, estamos conversados. Agora, debrucemo-nos sobre os *contatos — depois de resolvidos os *contatos, poderemos passar às *seções e assim sucessivamente.

DRE 472013

O Expresso avançou

Depois de se ter assegurado que “[a] única coisa que precisamos é ter a certeza que as ferramentas existem, dar uma pequena formação aos jornalistas e aos “copy desk” [asseguram a revisão dos textos dos jornalistas] e avançar”, o resultado está à vista.

Sim, o Expresso ‘adotou’ o AO90 há exactamente três anos e oito dias.

Ainda bem que avançou.

Via Desacordo Técnico:

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http://on.fb.me/17IJbg6

Acordo Cacográfico da Língua Portuguesa de 1990

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Luís Nunes/Demoticon (http://bit.ly/1688Tde)

Acerca desta notícia, uma consideração intempestiva, cinco perguntas de algibeira e respectivas reacções irreflectidas (respostas), durante um curto intervalo para café.

Consideração:

Trata-se de inaceitável ingerência no processo de avaliação actualmente levado a cabo pelo Grupo de Trabalho — Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico, da Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República. Para já, é tudo o que tenho a considerar. Se mais considerasse, correria o risco de pressionar os deputados e de perturbar indecentemente o processo de avaliação em curso. Em suma, de ter um comportamento semelhante ao do Governo português.

Pergunta:  É possível, em Declaração Conjunta de uma Cimeira Brasil-Portugal, que as grafias *Arquitetura (duas vezes, uma com ‘A’ inicial, outra com ‘a’ inicial), *Projeto [Read more…]

Efectivamente, era o fato

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Naquele tempo, quando ainda escrevia numa inteligível ortografia portuguesa europeia, Ferreira Fernandes não acreditava que “fato e morada indiciassem um destino” — a propósito, a grafia da ficha técnica do DN daria para um tratado, mas hoje, como sabemos, é domingo.

Porém, segundo o Record,

Carlos Pinho, presidente do Arouca, destacou o fato de Pedro Emanuel sempre ter sido a primeira escolha

Já se sabe, é a vida: há quem atribua importância ao estilo de Mourinho, quem se deslumbre com os fatos de Costinha, quem prefira o fato de Jol, quem recomende os modelos de casaco de corte direito ou assertoado e quem se dedique ao catálogo das cores dos casacos de Merkel.

Depois do fato (de roupa), do fato de Monti, do fato no momento certo, do fato de Pinto Ribeiro, do fato de Octávio Ribeiro, dos fatos e afins do Diário da República, do fato daquela revista e da prova de fatos, temos o fato de Pedro Emanuel (pois, também temos um ‘projecto’, apesar dos *’objetivo’).

Sim, o fim-de-semana está prestes a acabar, mas ainda vamos, creio, a tempo de um desfile.

Activista

Exactamente. Activista.

Expresso 862013

“Tenho um *ótimo entendimento”?

Claro que não. As aparências, como é sabido, iludem. “Tenho óptimo entendimento”. Exactamente. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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O Correio da Manhã não sabe adoptar o AO90

Correio da Manha 15 de Março de 2013

Pelo menos, é aquilo que esta notícia de Março deixa transparecer, considerando que o número de ocorrências em ortografia portuguesa europeia (‘Março’, Novembro e ‘pólo’) ultrapassa o das que respeitam o AO90 (uma singela ‘atividade’): estaremos perante um meritório acto de insurreição relativamente à vontade de adopção assim-assim do AO90 manifestada pela direcção do Correio da Manhã? Obviamente, as co-ocorrências apreciadas impedem igualmente que possamos falar de aplicação da norma de 45, mas essa é outra conversa.

Claro, o respeito pelas directrizes de Octávio Ribeiro poderá servir de atenuante para aquele *fato, porque, afinal de contas, o AO90 não interessa nada, aquilo que interessa são as orientações do Correio da Manhã, pois, como é público, quem manda na ortografia portuguesa não é o Governo, quem manda nesta tropa toda é o Correio da Manhã. Por isso, aprendam: facto passa a fato e pára não passa a para. As bases IV e IX do AO90 só servem para inglês ver.

Como hoje estou bem-disposto, não direi desta mistela ortográfica o mesmo que o Dr. Christian Couzinou disse acerca do problema apreciado na notícia, mas só porque – e repetindo-me – estou bem-disposto. A propósito, ao contrário daquilo que se crê no Correio da Manhã, o Dr. Couzinou não se chama Couzino. Claro, a imprensa francesa. Pois, eles lá saberão. Exactamente.

Post scriptum: Ia aproveitar o refrão dos Black Company para o título (‘adoptar’ em vez de ‘nadar’), mas contive-me. Fica prometido. Um dia.

Passe a palavra? Partilhe?

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http://on.fb.me/16wHXYn

Passar a palavra? Partilhar? Com certeza, mas sem grande entusiasmo. Contudo, é importante dar-se a conhecer esta cacografia que actualmente se adopta em Portugal. Escreve-se *’direto’ e ‘Junho’ e tudo continua como dantes. Nem uma coisa, nem outra: a mistela do costume. Divulgado e partilhado está: siga.

Post scriptumNo JN já sou obrigado a escrever de acordo com o acordo ortográfico“. Rui Moreira foi obrigado a…?  A sério? Ah! Está bem. O Jornal de Notícias?

Projectando o presente, chegaremos a essa fase em que, teoricamente, passaríamos a financiar-nos no mercado, com uma dívida pública colossal, as famílias angustiadas, as empresas exangues e um país dividido. Não são boas as perspectivas.

(…)

Será o Governo, na sua actual configuração, capaz de conduzir o país nesta recta final até o pós-troika? Duvido.

Alberto Castro, Jornal de Notícias, 28 de Maio de 2013

Hoje, serei espectador

Serei um entre 51 800 espectadores na ArenA.

Subitamente, lembrei-me da areia/arena, mas não nos dispersemos.

No que diz respeito a espectador, recordemos um clássico da indecisão ortográfica (para outros clássicos, é favor consultar a versão actualizada da Choldra Ortográfica em Portugal, organizada por João Roque Dias):

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Além dos 51 800 espectadores na ArenA, haverá milhões de telespectadores atentos à grande final europeia. A propósito de telespectadores, não esqueçamos aquilo que foi escrito por José Carlos Abrantes, em 16 de Junho de 2011, relativamente à grafia adoptada para a designação do cargo de Provedor, na RTP:

Prov JCA

Seria importante [Read more…]

Teoria geral da adopção facultativa

 «A ideia original não era má, quando se começou a espalhar passou a ser perigosa e quando foi adoptada por tudo e por todos passou a ser uma desgraça». Será que Ricardo Costa se refere ao Acordo Ortográfico de 1990? Terá “a ideia original não era má” alguma coisa a ver com o “tudo começou em 1967, em Coimbra”, do excelente ensaio de Fernando Venâncio? Estará o “quando se começou a espalhar passou a ser perigosa” de algum modo relacionado com a forma como o Poder tem ignorado aquilo que sobre o Acordo Ortográfico de 1990 tem vindo a ser denunciado na praça pública? Será que o “quando foi adoptada por tudo e por todos passou a ser uma desgraça” se refere à Choldra Ortográfica em geral ou ao Diário da República em particular? Perdão, terei eu próprio escrito “Acordo Ortográfico de 1990”? Acordo Ortográfico de 1990? Aquele cuja aplicação está a ser acompanhada pela Assembleia da República? Aquele que o Expresso ia adoptar? Ricardo Costa é director do Expresso? E não adopta o Acordo Ortográfico de 1990? Será que o director do Expresso já assinou a Iniciativa Legislativa de Cidadãos e ninguém deu por nada?

Expresso2342013

O Expresso deixou de adoptar o acordo ortográfico…

…e continua a adoptá-lo. Sim, sim, deixou de o adoptar (actual, co-autor, pára). Não, não, continua a adoptá-lo  (*abril, *atualização, *atualmente, *direção, *setembro). Este é tão-somente um de muitos exemplos desta mescla. Das duas, uma, poderíamos dizer. Contudo, como verificamos, das duas, nenhuma. E assim continuaremos. Enfim, tudo como dantes. Nada de novo a assinalar.

Expresso 2242013Actualização (24/4/2013): Falta o cê de ‘actual’…

 

Da alfaiataria, meu caro Krugman: this is the West, sir…

http://bit.ly/XJ8GIo

Facts are stubborn things; and whatever may be our wishes, our inclinations, or the dictates of our passion, they cannot alter the state of facts and evidence

John Adams

Pergunta Paul Krugman: «de onde vêm os “factos”?».  As aspas são matéria muito interessante e sobre ela já se debruçaram, por exemplo, Frege, Tarski, Quine e Davidson. Neste caso, o objectivo de Krugman não é o de citar factos referidos algures por outrem, mas atribuir ao vocábulo exactamente o valor oposto, funcionando “factos” como antónimo de factos. Quanto à pergunta (de onde vêm os “factos”?), verificando os dados factuais (isto é, os factos sem aspas) e concluindo que a asserção (note-se, asserção e não acepção, muito menos *aceção, palavra insuportável, sendo evidente a função diacrítica da consoante não pronunciada, sim, claro, em português europeu) de que a despesa federal aumentou 37% durante a administração Obama não corresponde à realidade (ou seja, é “facto” e não facto), o professor de Princeton – e conhecido Nobel da Economia, a quem o actor Jon Stewart chamou “the rare gray-bearded urban laureate”, durante a recente polémica sobre a moeda de 1 bilião de dólares – infirma-a e demonstra que o aumento correspondeu, de facto (sinónimo de ‘efectivamente’, palavra extraordinária e bastante popular entre a jovem população urbana portuguesa de finais dos anos 80), a 12,7%, verificando aquilo que se passou  entre 2008 e 2012 (contas relativas aos respectivos quartos trimestres).

Assim, resta-me a dúvida: aqueles “factos” serão fatos? Claro, a dupla grafia no seu esplendor. A função das aspas no texto inglês de Krugman poderia ser assumida pela supressão da letra consonântica C numa versão portuguesa. Sim, fatos como “factos” e em vez de factos. Fatos na função de [Read more…]

Acordo ortográfico: requerimento formal dirigido aos Ministros da Educação e dos Negócios Estrangeiros

Madalena Homem Cardoso

(Este Requerimento obriga a resposta e a apresentação de documentos, sob pena de despacho judicial urgente, intimando os Ministros para o mesmo efeito, caso não dêem resposta e apresentem a documentação solicitada dentro do prazo fixado na Lei.)

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Estátua “A LEI” (Francisco Santos) – Assembleia da República

Exmos. Senhores

Ministro da Educação e Ciência e

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Prof. Doutor Nuno Crato / Avenida 5 de Outubro, 197 / 1069-018 Lisboa

Dr. Paulo Portas / Palácio das Necessidades, Largo do Rilvas /1399-030 Lisboa

REQUERIMENTO

Madalena ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓ Homem Cardoso, portadora do B.I. nº ▓▓▓▓▓▓▓, emitido pelos S.I.C. de Lisboa em ▓▓▓▓▓▓▓▓, mãe e Encarregada de Educação de Inês ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓, aluna nº ▓ da turma ▓ do 3º ano da EB1 ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓, em Lisboa, na sequência da Carta Aberta por si dirigida a S. Exa. o Senhor Ministro da Educação com data de 24/03/2012, para a qual não logrou obter qualquer resposta durante os mais de nove meses desde então decorridos, vem interpelar Vossas Excelências por via do presente requerimento, tendo em conta que: [Read more…]

A deriva

Aproveitando o ponto 5 do comunicado da CPN do PSD, também “dou nota” da minha “preocupação relativamente à deriva”. De facto, é uma deriva e é constante.

Acordo ortográfico: a fissão da ficção

Descobri esta página, sempre graças ao trabalho do João Roque Dias. O projecto é louvável: levar as crianças a contactar com a realização cinematográfica.

O facto de se estar a lidar com crianças, aliás, deveria obrigar a um cuidado redobrado com o uso da língua. Os autores optaram por escrever segundo o chamado acordo ortográfico (AO90): em parte, conseguiram (maio, ação); por outro lado, esqueceram-se (didácticos, acção); finalmente, graças a uma reforma ortográfica pessoalíssima, retiraram o hífen de “público-alvo” e arremessaram para longe o “c” de “ficção”, inventando uma arrepiante “fição”. [Read more…]