Um País Extremamente Corrupto

mapa-timor-lesteTimor não é um Estado falhado. É pior. Falhou o projecto nacional idealizado há uma década.”
Pedro Rosa Mendes, 2008.

Ti-morte

José Xavier Ezequiel

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Envelhecer é, quase sempre, uma coisa terrível. Talvez pudesse não o ser tanto, se o tempo e a volúpia do poder não acabassem por enterrar, um a um, todos os meus heróis. Porém, estou fartinho de o saber, os heróis são mais ou menos como as pessoas. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. A única diferença é que, por norma, se suicidam em público. E não morrem logo. Transformam-se em zombies. Em mortos-vivos. Em patéticos cadáveres ambulantes.

Admirava Lula da Silva. E, suponho, não precisarei de explicar porquê. Um dia, chegou ao poder. E foi vê-lo, mais rápido que a própria sombra do Lucky Luke, transformar-se em mais um escaravelho da bosta de rinoceronte. Daqueles que se deleitam em rebolar uma bola de esterco onde possam depositar os ovos da sucessão.

Agora vejo Xanana Gusmão a expulsar magistrados (portugueses ou não, na verdade, pouco interessa), só porque beliscaram membros corruptos do seu governo, há muito rendido às sinecuras do petróleo. Com o argumento, merdoso, da falta de competência técnica dos magistrados expulsos.

Alguém acredita que deixaram de ser competentes? Assim, de um dia para o outro? No exacto dia em que pediu ao Parlamento que não retirasse a imunidade a alguns dos ‘seus’ deputados, para não ‘perturbar’ a ordem pública?

Xanana Gusmão, meu herói dos amanhãs que já não cantam — que a merda te seja leve. Poucos o merecem tanto como tu.

Timor, um lugar onde

«tudo ainda não aconteceu».

Funcionários judiciais portugueses expulsos de Timor

por alegada «incapacidade técnica» e por prejudicarem a «defesa dos interesses timorenses» receberam hoje ordem de marcha rápida e têm 48 horas para deixar o território. Lido aqui.

O país (não) está melhor

Do que Timor e o Gabão. Continuemos calados.

Saia uma equivalência em Linguística Petrolífera para Miguel Relvas

aquilo que nos une a todos é a língua e a língua é o petróleo desta relação, é o que nos dá força, é o combustível desta relação e nós temos de continuar nesse caminho

Relvas dixit, em Timor.

Relvas restaura o império colonial

Do Minho a Timor.