Comportamentos homossexuais tratáveis?

Desde 1973 que várias instituições internacionais desaconselham tratamentos para a reconversão da homossexualidade, que não é uma doença e, portanto, não é “tratável.”

Mas há homossexuais que não estão “de bem” com a sua sexualidade ou com a sua orientação sexual e, portanto, podem e devem pedir ajuda.

A homossexualidade é um assunto muito complexo, tem a ver com a “identidade” o que afasta a possibilidade de tratamento.

Mas há pessoas, que não sendo homossexuais, têm comportamentos homossexuais, resultantes de uma personalidade ainda em formação ou de “depressões” ou outras doenças subliminares que os levam a comportamentos desviantes, mesmo de outra natureza, como sociais.

Nestes casos os médicos tendem para se disponibilizar para ajudar, embora não ignorando que a homossexualidade sendo inerente à “identidade”, não é reconvertível.

Embora, o Aventar já tenha tido aqui boas discussões sobre o tema, veio agora à luz um relatório que aponta para a possibilidade de existência de outras orientações de comportamento sexual, que podem e devem ser tratadas.

O que defendo, antes e agora, é que qualquer pessoa que sinta necessidade de ser ajudada, deve procurar ajuda, médica, religiosa…

Pedir e obter ajuda é um direito do ser humano e os comportamentos sexuais não devem constituir excepção.

Comments

  1. leonor says:

    Quero comentar o assunto da orientação sexual: Vivemos no sec 21, não na idade da pedra. Como é possível não entender que a orientação sexual de cada pessoa é uma questão pessoal, endógena e nada tem de social, enquanto orientação. Não há doença. E se houver mau estar e desconforto social é porque ainda há gente que discrimina ao ponto de negar e não aceitar a diferença dos que provavelmente são uma minoria, mas nem por isso anormais, e têm tantos direitos como qualquer outra pessoa. Os próprios homossexuais por vezes negam e não aceitam a sua orientação precisamente devido à critica social de que são vitimas.

    Já o comportamento sexual é outra coisa. O comportamento sexual violento deve ser punido e se necessário tratado. E e a violência não é necessariamente decorrente da orientação sexual.

    Não se entende que num país democrático ainda se ponha em causa a orientação sexual das pessoas e as suas praticas. Em democracia há a liberdade individual garantida pela constituição da republica portuguesa. Que garante também que ninguém pode ser discriminado em função de muitas coisas entre elas a orientação sexual está incluída.

    Como se pode ainda andar a discutir o casamento entre pessoas do mesmo sexo? É um direito da pessoa casar com quem quer. Há ainda pessoas que além de ignorantes vivem na idade da pedra lascada…e não querem de lá sair, usando a hipocrisia como se fosse uma causa.

  2. Luis Moreira says:

    Leonor , eu só falei em comportamentos que podem ser “ajudados” se trouxerem desconforto ou tristeza a quem os pratica. E se uma pessoa se sente mal com o que tem deve pedir ajuda qualificada.

  3. António Machado says:

    Também concordo com o Luis Moreira. Se sentirem desconforto ou tristeza por abafarem a palhinha, claro que devem pedir ajuda. Não é, Leonor?

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