FENPROF, FNE e os movimentos

Em Portugal existe uma espécie de pré-conceito para com as pessoas que estão nas organizações. Se houver uma bolsa para estas coisas, os “militantes” têm um valor muito abaixo dos independentes. O que só pode ser um mau sinal.
Obviamente há gente boa em ambos os lados – nos que dão algum do seu tempo livre para o bem colectivo ou nos que se limitam a viver a sua vidinha sem nada dar ao outro. Como também há gente menos boa, claro.
No ENORME movimento social que se gerou com a luta dos professores, a realidade motriz foi muito diversa e marcadamente prismática – não houve apenas um motor, houve vários. E isso foi o segredo do sucesso da mobilização, onde a Internet e os SMS tiveram um papel decisivo.
Sabemos TODOS que na FENPROF há muita gente do PCP, do BE e menos do PS e do PSD… Também sabemos que na FNE há muita gente do PSD e menos do PS…
Mas… há MUITA gente na FENPROF e na FNE que nada tem a ver com os partidos. E todos deveriam saber que a pressão exercida pela classe junto dos dirigentes sindicais é intensa, permanente. Sou dirigente da FENPROF, cumpro o meu horário integralmente na escola – exerço por inteiro os meus deveres sindicais de procurar perceber o que sente a classe. Não me sinto menor por ser dirigente sindical – era o que mais faltava.
Seria até um absurdo – deixaria o SPN para ser independente, criava um blog e por isso passaria a ser uma melhor voz da classe.
Não posso aceitar que se entenda, ainda que o poder o deseje, que os professores Trindade, Gonçalves ou Guinote representem mais do que uma estrutura como a FENPROF. Não representam. São importantes e ainda bem que existem… Cada um no seu lugar.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Isso é tudo verdade. mas ainda ninguem esqueceu a luta pela “unicidade” e que os que estão no topo são dirigentes do PCP,PS e PSD.

  2. Incrivel says:

    Recebido por mail e para reenviar.

    Senhores professores antes de comprarem o próximo Jornal de Notícias é melhor pensarem bem quem estão a alimentar.

    “A luta dos professores vai regressar, a menos que o Governo recue uns anos e a avaliação seja bem diferente do que está a ser proposto agora, ficando tão inútil como era então”.
    José Leite Pereira, “Jornal de Notícias”, 30-12-2009 – Director do Jornal de Notícias

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