Para o anedotário nacional, mais um contributo do Ministério da Educação

Imaginem que numa escola apenas existem dois professores que leccionam uma dada disciplina. Imaginem que ambos pretendem atingir um determinado escalão, para o qual haverá uma quota de 30%.

Segundo a proposta ministerial de avaliação os professores, ou pelo menos o que entendi dela, uma vez que ambos os professores necessitam de quem lhes assista a umas aulas, terão de assistir às aulas um do outro. As aulas assistidas, a maior imbecilidade de todo este processo já que qualquer calaceiro prepara 2 ou 3 aulitas à moderna, com uns paurpóins e tudo, mesmo que nas restantes se limite a ditar apontamentos retirados de um manual qualquer, serão uma espécie de intercâmbio: hoje assistes à minha, amanhã vou eu à tua.

Num caso destes (que não é uma raridade, mas a banalidade nas escolas mais pequenas) é suposto que ou chegam a um acordo, ou cada um  tramará o outro, o que até pode dar jeito, sempre se poupam uns tostões nos 30% (que não sei muito bem como se aplicam, já que se for a nível de escola/disciplina apenas 2/3 de um dos professores poderá subir na carreira).

Há mais anedotas destas, mas agora vou cogitar noutra coisa: como serão avaliados os assessores de comunicação que andam numa azáfama doida desde ontem nas caixas de comentários de tudo o que é online. Terão quotas? Os comentários são lidos por um supervisor? É que dado o insucesso que tiveram nos últimos tempos, eu se fosse do governo já os tinha chumbado.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Tudo porque não querem deixar cair ( ou estão a ganhar espaço para recuar) o que é esdrúxulo e que nada tem a ver com avaliação como instrumento de gestão.

Trackbacks


  1. […] parcialmente reciclado do que tinha escrito sobre a proposta ministerial. Esta anedota mantêm-se. Pior do que isso, o […]

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