Bruxo

Quando a bola é redonda e o árbitro não é de confiança temos que crer. Lampião que é Benfiquista faz o balanço antes do jogo começar – até porque prognósticos feitos no final podem mostrar-se errados – e é-lhe revelado que a Vitória não escapa.

Ora, sabendo que a águia Vitória não bebe leite, vermelho que seja rouge bebe tinto em lugar de verde, nunca cassis blanc de Marseille e, quanto a bebidas azuis, jamais.

Ao fim de uns copos é fácil ver Jesus, até mesmo a Trindade, dois golos para cá, um para lá. O problema é ver-se primeiro um para lá. É, então, tempo de rezas, preces, quebrantos e de mais um copo ou dois. A seguir tudo frutifica, vê-se até uma Maxi-Pereira dar golo e não peras. Começa o rouge a mostrar a sua força, o campo estremece, tudo pode acontecer. Bebe-se mais um gole e vê-se um Angel, por sinal di Maria, falhar um golo que tinha na mão por chutar com o pé errado.

Mas é tudo uma questão de e de manter oculto no banco o espírito de Alan Kardec e de o fazer reENCARNAR em campo.

É aí que a fé passa a certeza: não há que mudar o nome de BenFICA para BenVAI para ir sempre em frente.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Pedro, o Benfica ter dado a volta ao resultado e ter tido um dominio tão grande faz pensar que a equipa é capaz de ir longe!

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