A melhor definição de sempre

Wolf Hall
Hilary Mantel, Civilização, p. 457

Catarina, uma senhora com os dedos inchados, confessa ao senhor Cromwell que falhou perante o país dele “que, nesta altura, também já é o meu país.” Como facilmente se depreende trata-se de uma imigrante ilegal que tenta seduzir um inspector do SEF, o senhor Cromwell. “É-me impossível acreditar que durante anos fui uma prostituta.” Não é o que dizem todas? Ainda por cima, Catarina tem uma ligação com um tipo conhecido no submundo do crime como “O Rei”.

Veredicto: Compro. Já tinha saudades de livros sobre prostitutas narrados na terceira pessoa.

Posso acrescentar, que o senhor Cromwell para além de inspector do SEF também fazia tráfico de droga e de influências nas horas vagas. Era também conhecido por difamar pessoas e especialmente por arranjar falsos testemunhos para os amigalhaços (o seu preferido para fazer este papel era o seu subalterno- Richard Rich). Teve uma morte macaca porque os outros sócios do chefe do submundo o tal “Rei”, deixaram de engraçar com ele e finalmente perceberam que isto da boa administração não rendia as despesas em património cultural destruído.

(Pobre Catarina, era uma senhora simpática ela)

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