A anedota do século!

Sócrates à saída do Conselho de Ministros da União Europeia anunciou ao Mundo  que Portugal será um dos países que vai ajudar a Grécia a sair da crise!

Ministros há que ainda se estão a rebolar de riso, e há portugueses que reforçaram o Xanax, mas a verdade é que a Grécia não está a conseguir ir buscar aos mercados internacionais o dinheiro que precisa. E se a Grécia nos bate à porta?

Eu temo que Sócrates arranje uma daquelas desculpas de que só ele é capaz, como dizer que os Gregos não perceberam bem, ou que foi Durão que lhe deu indicações falsas ou ainda, que não sabia a verdadeira dimensão da crise portuguesa.

Eu confesso, não gosto do homem, mas caramba ver o primeiro ministro não ter a noção do rídiculo, envergonha-me!

Golos – o vôo do falcão

Este jogador é um caso sério na área adversária, não precisa de muito espaço, nem precisa de ser alto para marcar golos espectaculares. O Marítimo marcou logo no primeiro minuto, mas o Dragão reagiu bem e chegou com facilidade ao empate. É claramente mais equipa. Fora uma expulsão (Raul Meireles) por agressão sem bola, o árbitro não esteve mal num jogo fácil.

Falcão, com os golos de hoje, ultrapassou Cardoso na lista dos melhores marcadores. Um combate renhido até ao fim do campeonato.

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/RHWAL44lkL8Az2SmRS4o/mov/1

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A política e as Forças Armadas

Em Portugal, a forma como a população olha para as Forças Armadas, é desde sempre influenciada pelos circunstanciais interesses em liça num determinado momento político. Da episódica exaltação que alterna aposição de cruzes de guerra em anchos peitos do 10 de Junho e a decoração de espingardas com cravos, até aos impropérios, a distância é pouca. Há muito desaparecida a eternamente incipiente educação que formava o espírito cívico garante das instituições e perenidade do Estado, a reputação das Forças Armadas é geralmente calcada como coisa de pouca valia, embora todos os regimes que se têm sucedido no poder desde 1834, a elas devam a legalidade na condução da coisa pública. Jamais existiu uma única revolução popular, fosse ela espicaçada pela burguesia aberta à influência além-fronteiras, ou consequência de uma furiosa explosão que pudesse longinquamente encontrar paralelos numa jacquerie ou Comuna do sempiterno modelo parisiense. Nunca. Quem se alçou ao poder, serviu-se sempre das baionetas disponíveis no momento, ou beneficiou do feliz acaso propiciado por uma contagem das mesmas que no momento exacto e por escassíssimo número, fizeram  pender o resultado para o grupo contestatário da ordem estabelecida. As “Saldanhadas”, o 31 de Janeiro, o 5 de Outubro, o Sidonismo, o 28 de Maio e o 25 de Abril, são a garantia  deste princípio basilar que rege a evolução e a ruptura dos regimes que têm governado Portugal. Umas vezes, as Forças Armadas são o agente motor da mudança, enquanto noutras se mantêm na expectativa, participando alguns dos seus membros – uma minoria – na altercação que colocará ou não fim, a uma situação insustentável.

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Banco Alimentar – ‘Cor-de-Rosa’ versus Negro

Olho para as bancas dos jornais e lá estão elas e eles, os colunáveis. Com os seus dramas, euforias, ciúmes,  incestos e  trocas de namorados – mesmo com 60 ou mais anos são sempre namorados. Há casos de homens de 70 e tais, “apaixonados’ por namoradinhas de 20 e poucos anos.

Os estilos de vida dessa gente constituem matéria cujos pormenores desprezo. No entanto, confesso que as chamadas ‘revistas cor-de-rosa’ são exibidas com visibilidade tal que não se resiste à tentação de um olhar, curioso e furtivo, sobre títulos e fotografias de primeira página.

A verdade é que, no mero olhar mecânico e intuitivo, apercebo-me de serem publicações duplamente provocatórias. Primeiro, uma provocação superficial e de capa, justificadas por eficiente marketing, mas, ainda assim, de relativa importância social. Outra provocação maior, mais subtil e de indiferença social, é a ofensa à vida de outros cidadãos, em especial pobres e esfomeados, cuja existência é vivida de dramas, esses sim sérios, causados por penosa exclusão social. Trata-se, pois, de um contraste abstruso com a ‘bela vida’ de algumas personagens populares da política, do futebol, do teatro, da rádio, das telenovelas televisivas, e já agora da ‘cassete pirata’, frequentemente copulados com “tias e tios” de quem o juízo e a insensatez há muito se ausentaram. Esta ‘bela vida’ tem ainda outro efeito social perverso, semelhante ao fenómeno do cão de Pavlov, sobre algumas fracções da juventude. Ao mais ligeiro convite de ‘casting’ lá vão eles, às centenas, salivando por todos os lados mediante o estímulo de um dia se deliciarem também com morangos com açúcar, com chantilly ou mesmo morangos sem aditivo especial.

Para bem da comunidade, diga-se que há mais publicações para além dessas desprezáveis revistas. Trata-se de jornais e outras revistas que, pelo menos, relatam casos sociais graves. Ao ler a última edição do ‘Expresso’ fiquei a saber que, segundo a Dr.ª Isabel Jonet, beneficiaram dos auxílios do Banco Alimentar em 2009 mais 37.592 pessoas do que em 2008. Uma expansão da pobreza, cujos números relativos à última década reproduzo no quadro seguinte:

Pessoas assistidas pelo BACF – evolução anual

Ano Pessoas Índice
1 2000 171405 100
2 2001 183270 107
3 2002 191935 112
4 2003 200407 117
5 2004 203075 118
6 2005 216409 126
7 2006 209445 122
8 2007 232754 136
9 2008 249593 146
10 2009 287185 168

 

Fonte: Banco Alimentar Contra a Fome

 

 O incremento de 68% em 10 anos, para quem se interessa seriamente por problemas de iniquidades da distribuição de rendimento e da pobreza (estimada em mais de 1.800.000 cidadãos em Portugal), converte-se em inqualificável dimensão de desumanidade. Que pensam os nossos políticos, do poder e da oposição, da eloquência dramática deste crescimento? Não sei. Estou certo de que, a fazer fé no relato da principal responsável, Isabel Jonet, o BACF já está perto da rotura – de 79 IPSS candidatas, em Lisboa, em 2009 apenas foram aceites 4. O fenómeno é perturbador, dado o generalizado sofrimento humano que lhe está associado.

O SAP de Valença -2

O meu texto de ontem ” O SAP de Valença” despertou muita curiosidade e muitos comentários que agradeço. Respondi a alguns, mas valerá a pena voltar ao problema de fundo. Há a possibilidade de termos cuidados médicos próximos? Qual é a melhor forma de o fazer já que é impossível existirem em todos os lugares onde viva gente?

Hoje as comunicações via telefone, fax, telemedicina permitem que muitas das situações possam ser diagnosticadas e tratadas à distância, ou prestar os primeiros socorros , estabilizar o doente e seguir para o lugar certo. O lugar certo é o lugar indicado para onde o doente deve ser encaminhado segundo a sua doença. O lugar onde estão reunidos os meios humanos e ténicos para prestar a melhor assistência. Ora, não é certo ( e não estou contente por ser assim) que o lugar certo seja o lugar mais perto.

Por exemplo, estudos revelam que num acidente, se os socorros chegarem nos primeiros 15 minutos, é possível salvar 80% dos acidentados. E este socorro, por exemplo nas estradas, deve ser prestado por ambulâncias e hélios devidamente equipados que estabilizam o doente e que o canalizam para o hospital mais capaz de lhe prestar assistência adequada que, na mais das vezes, não é o que está mais perto.

A existência de um SAP pode significar uma grande segurança psicológica mas não garante a assistência necessária. Não, porque não é possível ter em todos os lugares pessoal médico , de enfermagem e equipamento que garantam a assistência adequada. É muito mais realista ter transportes com apoio à vida e com pessoal devidamente formado que rapidamente presta os primeiros socorros e acede ao hospital, do que estar a pensar que tem ali à mão um serviço com todos esses meios. Não tem e não é posssível tê-los!

Compreendo que as pessoas se revoltem por ver uma e outra vez os serviços saírem da sua terra, sublinhando a desertificação que se acentua, mas não se deixem enganar por promessas que não são realizáveis.

Proximidade ou qualidade? Ter as duas seria óptimo mas não é possível!

Ovos da Páscoa

O Dr. Silva Lopes, tem 77 anos, saiu com uma gorda indemnização do Montepio, é reformado pelo Banco de Portugal e já foi nomeado administrador da EDP Renováveis.

Fernando Gomes, recebeu no ano  de 2008, como administrador da Galp mais de 4 milhões de euros e um PPR de 90 000 euros anuais.

José Sócrates,  na Assembleia da República, apontando Louça, atirou: “Você não tem idade nem curriculum” Ora Louçã é apenas 10 meses mais novo que Sócrates e quanto a curriculum, além de ter sido dos melhores alunos de sempre do ISEG e ser douturado , foi professor na Universidade de Utrech e apresentou conferências em todo o mundo. Publicou 7 livros sobre economia traduzidos para 8 línguas.

Lurdes Rodrigues,   foi nomeada para a Presidência da Fundação Lusa- Americana para o desenvolvimento.

Ferreira do Amaral, enquanto ministro das obras públicas, negociou com a LusoPonte o exclusivo de todas as pontes a jusante de Vila fraca de Xira. Agora é Presidente da empresa a quem deu o exclusivo.

E as vacinas da gripe? Quem ganhou com as 8 milhões de doses que jazem sem utilidade num qualquer armazem “a frio”?

E sabem por onde andam, Fernando Nogueira, actual Presidente do BCP em Angola; Celeste Cardona, vogal da administração da CGD; António Vitorino, vice-presidente da PT internacional e Presidente da Assembleia-Geral do Santander Totta,  é só escolher..

E sabem que há impostos que só nós portugueses é que pagamos? IA (imposto automóvel) e respectivo IVA.

Há Ovos para todos, isto é uma democracia decente!

A violência do patrão

Os trabalhadores dos Hotéis Tivoli estão em greve.  O patronato (vulgo a administração) contratou ilegalmente desempregados sem habilitações para os substituir. Resultado: confrontos, cenas de violência e agressões dos capangas (vulgo seguranças) aos trabalhadores.

A isto acrescente-se a lata de criticar uma greve por ocorrer numa altura em que os hotéis estão cheios.

No caso peculiar da hotelaria, as greves não deviam ser só aos domingos e feriados, mas sim na época baixa, ou de preferência durante as férias… dos grevistas.

Habituem-se, como dizia um outro: as greves vão aumentar, os conflitos também. E esperem pelo dia em que os desempregados desesperarem. Quem comprou esta guerra? Quem é directamente responsável por esta crise?

Mandem-lhes a factura. Comeram a carne, agora que roam os ossos.

As contrapartidas dos submarinos

Nós compramos dois submarinos e vocês compram-nos azeite, laranjas, sapatos. Constroiem cá uma fábrica de apoio à manutenção dos submarinos, ou juntam-se aos nossos estaleiros. Isto são hipóteses mensuráveis, há ou não fábrica? Há ou não exportações? Mas como a imaginação de quem compra e vende submarinos é prodigiosa, as contrapartidas passaram a ser coisas “leves como a espuma”. Transferência de tecnologia. O que é isso? Nos tempos em que os homens andavam em cima de dois pés, era trazer para cá uma fábrica e/ou produtos que exigiam uma tecnologia que não dominavamos. A fileira dos automóveis é um bom exemplo!

Agora a transferência de tecnologia é coisa nenhuma, se calhar uns livros teóricos, uns engenheiros que vão lá fora às fábricas e estão lá um mês em estágio. Chegados cá, fazem um relatório que ninguem lê e a transferência de tecnologia está cumprida. Nem fábrica, nem associação de empresas, nem novos produtos…

Ontem, em conversa com amigos disseram-me que há empresários que assinaram declarações a dizerem que fizeram muitas transferências de tecnologia, as contrapartidas vão de vento favorável, o Henrique Neto, que é empresário há 50 anos e exportou toda a vida, conhece os meandros, é que não está pelos ajustes e  diz que é tudo mentira, um escândalo! Não há contrapartidas nenhumas!

Como nasce uma calúnia

O cantigueiro Samuel publicou um texto sobre a Comissão de Trabalhadores da Auto-Europa. Melhor dizendo: após um comentário absolutamente lateral sobre António Chora transcreveu parte de um trabalho “académico” (desconheço a filhadaputice enquanto ciência) onde o autor narra os esforços da administração da empresa para controlar essa CT, isto em 1994.

Depois de o visado ter esclarecido que nesse ano fez parte da lista contrária à tal lista manobrada pelos patrões, na versão directores de recursos humanos, vulgo neo-capatazes, esforça-se agora Samuel por garantir que em lado algum insinuou ter António Chora alguma coisa que ver com o assunto.

Bom esforço.

O mail que me foi reencaminhado no dia seguinte e que transcreve o que Samuel escreveu não sei se tem origem no autor do Cantigueiro, se é serviço de um sectário do PCP mais zeloso, ou se foi mesmo a CIA quem o inventou para dividir a esquerda portuguesa.  Aliás este mail deve ser produto da minha imaginação prodigiosa. Estas coisas não existem, o sectário sou eu. Ah, reparo agora, é um mail do 1ºde Abril.

Aposto é que continua a circular.

Nota: a minha simpatia por António Chora é muito pouca. Faz parte da parte do Bloco de Esquerda que me vai afastando do Bloco de Esquerda. Mas há mínimos.

Como perder a barriga

– Como se beija

– Como engravidar

– Como emagrecer

– Como criar um site

– Como fazer um portfolio

– Como criar um blog

– Como conquistar um rapaz

Esta é a lista que nos aparece quando, ao fazermos uma pesquisa, introduzimos a palavra “como” no Google. Achei estranho que a primeira referência fosse a como perder a barriga e decidi ver se, noutros países, as preocupações são idênticas. Mudei para o Google.es, seleccionei o idioma castelhano e fiz a experiência. Quanto a perder a barriga, nada, e emagrecer é apenas a sexta preocupação dos castelhanos. Quais são as outras? Ora vejam, pela ordem que o google as lista: Como se hace el amor, como descargar videos de youtube, como llegar, como piratear la wii, como ligar, como adelgazar, como hacer un curriculum vitae, como formatear un ordenador.

Intrigado, mudei para Google.br. Começando por como fazer um MSN, passando por como “raquear” um Orkut, fazer um Twitter, baixar vídeos, fazer sites, todas as respostas têm a ver com tecnologia e internet.

Não vos quero maçar com demasiados detalhes, mas o Google.fr começa com comment ça marche, passa por como fazer amor, depois como fazer amor com um homem e termina com um como se maquilhar. Já em Itália principia-se com come si fa l’amore e termina com como se beija. Em Inglaterra inicia-se por como se beija, pelo meio pergunta-se como se faz panquecas, como funciona isso e quanto vale o nosso carro. Na Alemanha a primeira questão é, qual é o meu endereço IP, e termina-se perguntando qual é a minha velocidade internet. Beijinhos, barrigas e fazer amor, em alemão, nem uma palavrinha.

Conclusões? Cada um que tire as suas. Eu digo apenas que é curiosa a forma como, em cada país, as questões podem ser tão diferentes.

Parque Escolar

Temos referido o Caso Parque Escolar no Aventar, embora este não seja um blogue especializado em casos de polícia.

O excelente trabalho do Tiago Mota Saraiva no 5 Dias conseguiu colocar na agenda da comunicação social mais esta passeata do governo rumo à privatização do ensino.

Assim não posso deixar sem resposta o seu apelo para que divulguemos a petição sobre o tema que corre na Rede. Leia. E se concordar assine. O costume.

Para que serve o PEC ?

O PEC  – Programa de Empobrecimento Comum, vai apertar o garrote, aumentando os impostos, congelando salários e carreiras,  cortando no investimento e privatizar o que resta para privatizar. Isto nos próximos 3 anos. Vamos todos viver pior e os mais pobres são os que levam por tabela .

O resultado imediato é que estas medidas impedem a economia de crescer, e como não cresce, não há riqueza para distribuir, não há criação de emprego e a receita fiscal não aumenta por via do alargamento da base. Vai ter que se aumentar mais impostos. Chegados a 2013 espera-nos uma prenda. É que é precisamente nesse ano que a maior fatia dos custos das parcerias público/privadas, começam a pesar, e o peso é tão grande que ninguem sabe bem quanto é. Há quem diga que voltamos a ficar numa situação muito semelhante à que temos hoje. Isto é, os sacrifícios que nos pedem não servem para nada.

A economia não cresce, o desemprego mantêm-se e os impostos das famílias e das empresas vão permanecer altos, não competitivos com as outras economias, e como a nossa produtividade é baixíssima, metade da Alemã, vamos cair numa situação de incumprimento da monstruosa dívida que acumulamos. E não vamos conseguir exportar quando as economias mais fortes recuperarem e essa, é a única saída que o PEC, supostamente, nos deixaria aberta. Mas não, vai estar fechada!

A má notícia é que podemos cair numa situação de deflacção e empobrecimento que leva décadas a sair dela, e a boa notícia é que talvez ainda alguem vá a tempo de tirar o país das mãos destes incompetentes!

Beja – O Bom Gigante

O blog nasceu em 2006, é de Beja e luso-espanhol, o que só lhe fica bem e é uma enorme mais-valia. O seu autor é o Ricardo Cataluna, o mesmo do blog com o nome mais cool da blogosfera “Eu é mais bolos”, uma das minhas expressões favoritas.

É um dos bons blogues alentejanos e merece uma visita.

Apontamentos de Óbidos (23)

(Lagoa de Óbidos)

Saudades de Carvalhal (os 5 golos do Sporting)

Ainda hão-de ter saudades do Carvalhal. Nunca no tempo de Paulo Bento o Sporting jogou tão bem.
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/WeKHL6fu2K2ghNe8FKJZ/mov/1