Da comunicação social às conversas de família, da blogoesfera às redes sociais, a actualidade domina. E o seu domínio, ao ritmo avassalador a que se tem acesso à informação, mal permite reflectir.
Até hoje não fui capaz, em consciência, de escrever sobre o PEC por uma razão muito simples: não o li.
Obviamente que o facto de não se conhecer algo de forma directa não é, hoje em dia, impeditivo de se ter opinião. Mais: de se expressar opinião. Lemos algo aqui, algo ali, algo acolá, e pronto: segundo linhas escritas por diversos punhos, aí estamos, também, nós a escrever umas linhas sobre a matéria. Não importa qual.
Com tanta informação com que somos bombardeados dia-a-dia, hora-a-hora, acabamos por começar a ficar como que imunes, a apesar das tragédias, das catástrofes, dos escândalos. Ora carpimos mágoas ora vociferamos. Tal como aquele que insulta repetidamente um árbitro durante um jogo de futebol porque não pode fazer o mesmo ao patrão ou a um qualquer político. Porque na prática, a saturação de informação leva à banalização da opinião e, pior, das razões. Protesta-se, denuncia-se e acusa-se, mas o que resta é o sabor desconcertante de que nada muda. E ninguém pode dizer que é por falta de informação. Pois não é.
Já há algum tempo que tenho vindo a afastar a minha escrita da actualidade. Pelo menos daquela que é tão efémera quando as circunstâncias ou as conjunturas que a produz.
A actualidade vicia, ao ponto de não passarmos sem ela. Duvido seriamente se boa parte da blogoesfera fosse capaz de escrever sem ler, de publicar sem se “actualizar”. Duvido.

Sejamos sérios! Os sindicatos estão contra os professores que cumpriram com as suas obrigações. Quem não entregou a avaliação sabia muito bem que seria prejudicado, não pode vir agora dizer que a haver alguem prejudicado, seja quem cumpriu. Não pode, a não ser que não entregar a avaliação não seja um acto de consciência mas uma bravata! Tomar uma opção de fundo no que diz respeito a uma matéria que dividiu os professores e o país e, depois, querer que essa opção não tenha consequências, é uma herezia. Uma cobardia que os professores que não entregaram a avaliação não merecem ! E, mais uma vez, são os sindicatos no afã de agradar à maioria que empurra os professores para uma posição pouco digna. Porque a posição dos professores que não entregaram a avaliação foi digna, não quiseram colaborar numa medida que consideravam injusta e sem condições para ser efectuada.



Há um terreno classificado como rural, nada se pode construir, o proprietário vende-o por “tuta-e – meia”, a Câmara, por artes mágicas, transforma-o em





Recent Comments