Sons de Abril: José Jorge Letria – Tango dos Pequenos Burgueses

Manifestação de apoio a Baltazar Garzón

Criado no dia 14, o grupo de portugueses  no Facebook de Solidariedade com o juiz Baltasar Garzón convocou uma Concentração/manifestação para o dia 24 de Abril, pelas 17:00 horas, junto da Embaixada de Espanha na Rua do Salitre, junto à Avenida da Liberdade em Lisboa (estação de metro da Avenida).
O Aventar apoia esta manifestação, uma forma solidária de celebramos Abril com aqueles que não querem apagada a memória das ditaduras ibéricas.

Av. da Liberdade e "El Cabezudo": Lisboa Arruinada

Este autêntico escândalo citadino existe há muitos anos. Dois prédios – um já demolido e outro que apresenta apenas a fachada arruinada – foram destruídos para o fim que a imagem mostra. É a prova da inépcia das autoridades e de um hipotético negócio especulativo que ainda não vingou. Este buraco situa-se diante da entrada sul do metro da Avenida, ao pé da estátua do “El Cabezudo”, vulgo Simão Bolivar, o grande herói chavista avant la lettre. Lisboa, uma cidade cada vez mais parecida com uma boca parcialmente desdentada e atingida pela cárie.

As Redes Sociais e o Aventar

Por mão amiga recebi os dados referentes ao período de 8 de Março a 7 de Abril da ComOn (Elemento Digital SA): “Relatório sobre os principais partidos políticos portugueses e seus líderes”.

Os resultados são muito bons para o Aventar. É óbvio que ficamos satisfeitos sem que tal signifique espantados. Não posso esquecer que se o Aventar foi o blog mais influente, já no Twitter foi a Deputamadre que liderou – ela é uma das nossas aventadoras. Mais um motivo de satisfação para a nossa e vossa casa.

Sobre este tema e também sobre o blasfémias podem ler amanhã, Sexta 23 de Abril, no Semanário Grande Porto o meu artigo de opinião.

Imagens de Abril: Revolução Portuguesa – Vasco Gonçalves

Os parlamentares, uma massa de gente improdutiva a viver à custa do erário público

Não fui eu que escrevi isto. Foi o deputado António Filipe, que também acha muito bem que todos nós paguemos viagens a Paris e à Conchichina.
Qualquer dia está no PS.
(via 5 Dias)

Presente e futuro da Advocacia: uma questão de República (10)

Continuando o que escrevi aqui.

Temos de saber o que queremos: ou investimos em equipamentos ou transportes de rentabilidade duvidosa, ou nas instituições republicanas. Ou pomos o Estado a funcionar ao serviço da cidadania e pelo cumprimento da Lei, ou, definitivamente, dedicamo-nos aos investimentos sem retorno.

Investir na Justiça é investir em algo com retorno: transmite confiança aos agentes económicos – principalmente a quem é de fora quer investir cá -, assegura a paz social e, ainda, promove o regresso ao investimento – por exemplo, daqueles que deixaram de investir no imobiliário para arrendar, pois não estão para correr o risco de terem de recorrer aos tribunais para uma acção de despejo e a mesma arrastar-se por anos.

Atente-se, ainda, para um facto que há muito denucio e que nos últimos tempos tenho visto alguma gente a defender o mesmo: todos os dias milhares de pessoas perdem manhãs ou mesmo um dia completo de trabalho pelos corredores dos tribunais sem qualquer proveito para a causa. Milhares de pssoas não convocadas, perdem horas nos tribunais, para depois virem embora sem terem sido ouvidas.

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Faltam 18 dias para a visita do Papa a Portugal


E eu, via Aventar, não posso deixar de me associar a este brilhante momento da história de Portugal.

…e rasgaram as minhas vestes

Salvador Dalí, Cruxifición ou Corpus Hypercugus, 1954

Todos sabem que não sou um homem de fé, contudo, os acontecimentos da Igreja Romana e dos seus Sacerdotes e estudantes, levou-me a reflectir.

1. A memória social.

A memória não é apenas de cada indivíduo. Essa, é a lembrança que o ser humano tem, pensamentos que acarinha, ou, como já disse John Locke, em 1695, é a consciência formada em cada um de nós com a experiência. O saber pelo qual agimos acaba por estar no meio de todos os seres humanos que partilham a experiência quotidiana da vida. Há os que lembram a história local, há os que sabem os nomes das famílias, há os que lembram as datas de nascimento, há quem saiba as intimidades. Há, enfim, os que orientam a sua vida pela memória que por eles não foi escrita, mas que é usada para orientar o comportamento ou para o interpretar. Há os que, por saberem interpretar, acabam por ser os sábios do grupo social com o qual interagem. Não há grupo social sem interacção, sem convívio com outros seres humanos. Esse convívio é pautado. Não é fácil. Não é acessível. Tem obrigações, distâncias, tabus, interdições. Também permissividades. E preferências. Mas, principalmente, obrigações hierárquicas entre gerações, ou ainda entre pares. Conforme o comportamento, ideia, saber de que tratem as pessoas. [Read more…]

Stop Eólicas em Sortelha

Sortelha faz parte da lista de aldeias históricas criada em 1991 e que inclui núcleos urbanos com fundação anterior à nação portuguesa.
Sortelha também tem (ou tinha em 2001) 579 habitantes.

E pelos vistos daqui a uns tempos poderá ser a freguesia com maior número de geradores eólicos por habitante se forem instalados os 17 ou 18 geradores… na verdade não faço ideia se será o maior número ou não mas imagino que um gerador por cada 31 habitantes seja um número elevado…

Mas a principal questão segundo o blog Vamos Salvar Sortelha é mesmo o impacto que estes equipamentos poderão ter no, talvez único, recurso endógeno da região… a sua paisagem.

Tenho a certeza que neste processo a empresa que quer efectuar esta instalação prestou todos os esclarecimentos à população.
Também tenho a certeza que todos os representantes da JF de Sortelha foram informados de todos os potenciais impactos positivos e negativos que esta opção poderá ter (incluindo financeiros) e os transmitiram aos seus representados… os tais 579 habitantes.
E tenho a certeza que levaram isso em consideração para a sua decisão final.
Tenho a certeza disso porque é assim que costuma funcionar a nossa democracia.

O deus do homem

(em termos de conclusão do post anterior “Que deus?”, transcrevo uma pequena parte de um texto meu, já antigo)

Negando os limites da sua própria natureza e da sua imaginação, o Homem assume-se como centro do Universo e inventa um deus, seu pai, cuja ontológica preocupação máxima, permanente e eterna, é a salvação da alma deste ridículo micróbio, desprezando todos os outros seres cuja diferença está, apenas, num número inferior de neurónios!

Admitindo absurdamente a pré-existência de tal deus, a sua revelação exclusiva ao animal-homem, repito, apenas porque os neurónios deste são mais numerosos do que os do cão ou do macaco, faz rir.

Consideram os cientistas, após as últimas fotografias das sondas que foram até Marte, que este planeta deve ter contido muita água e provavelmente vida, há milhares de milhões de anos. Se assim for…que vida? Animais com mais ou menos neurónios do que o Homem? Sem neurónios mas com outro substrato da razão que não imaginamos? Outros seres, estruturas materiais desconhecidas, mas, eventualmente, muito mais complexas do que o Homem? [Read more…]

Contribuição do Grupo BES para o PIB – 2

Submarino sem os serviços da ESCOM

Documento prova pagamento de luvas à empresa ESCOM, a tal que recebeu 30 milhões de euros por consultoria no negócio dos submarinos, titula hoje o Correio da Manhã.

Esta contribuição para o PIB já foi aqui tratada, após o presidente do BES  nos vir dizer que o Grupo é composto por 400 empresas e contribui para o PIB em 1,5%. Eu acredito que sim, embora a minha definição de contribuição para o PIB não seja bem a mesma, é que o Grupo BES está em todas as empresas que são  protegidas pelo Estado, onde retira, não só os seus rendimentos accionistas como vende os seus serviços financeiros, de seguros, de consultoria, onde coloca os seus quadros…

A minha admiração cresceria imenso se os investimentos do Grupo BES se orientassem para as actividades de bens e serviços transaccionáveis e exportáveis, operando em mercados competitivos e abertos sem estar envolvido com o Estado, por ele protegido, e não correndo riscos.

Cada vez mais no nosso país a soma é muito inferior às partes. Estas estão milionárias e recomendam-se, o país é que está cada vez mais pobre.

Apontamentos de Monsanto (2)

(Monsanto, Idanha-a-Nova)

Que deus?

(Dedico este post à nossa simpática Maria Monteiro)

Apoiado nas leituras de Pepe Rodriguez, doutorado em psicologia pela universidade de Barcelona, e um dos mais categorizados conhecedores e especialistas em matéria de seitas e religiões, permitam-me que construa algumas das minhas opiniões àcerca da ideia de deus.

Deus é um conceito recente dentro da evolução do nosso processo cultural. Mas a força deste conceito tornou-se tão poderosa que permitiu às instituições religiosas, que governam a presunção da sua realidade, a mudança radical dos comportamentos individuais e colectivos das relações humanas.

Há mais de dois milhões de anos a espécie humana sobrevivia e morria sem deus, num planeta inóspito, no meio de uma total indiferença em relação ao Universo. Há noventa mil anos atrás, uma parte da humanidade parece ter começado a pensar na ideia de uma possível existência para além da morte. Há trinta mil anos deus ainda não existia. Por essa altura começou a esboçar-se a ideia de um deus, mas a sua imagem e características eram as de uma mulher todo-poderosa. Daí o dizer-se que deus nasceu mulher. Só depois do terceiro milénio a.C. começou a surgir a ideia de um deus criador/controlador, mais ou menos como é imaginado pela humanidade actual. [Read more…]

Quem disse isto?

“A nossa história não nos ensina a ter orgulho no país. Retratada nos manuais escolares, é propaganda política. Tem muito pouco de objectividade. Hoje em dia quase não há mais História de Portugal no ensino oficial. Em geral, o que é negativo é que é salientado e o que havia de muito positivo na nossa História, é considerado politicamente incorrecto. Os programas escolares de História são francamente anti-portugueses em geral. Tudo isto, dá ideia que há o objectivo de provar que Portugal não tem razão de ser, não é viável como país. Estão a preparar tudo para entregar Portugal a Espanha”.

Inês de Medeiros e Miguel Portas

Imagino que o eurodeputado Miguel Portas também viaje em 1ª classe entre Lisboa e o Parlamento Europeu. Imagino, até, que se recusasse a viajar em turística se tal lhe fosse proposto, mas quando foi eleito as regras eram claras e Miguel Portas não era o único na sua situação. No entanto, no movediço terreno dos princípios, compare-se a sua posição com a de Inês de Medeiros quanto à utilização de dinheiros públicos no que respeita aos gastos com os deputados. Não são sempre todos farinha do mesmo saco.

P.S. – Desculpe lá, Inês, mas neste filme o Miguel, mesmo careca, sem adereços nem filmografia conhecida, ficou muito melhor do que a menina.