Sons de Abril: José Mário Branco – FMI

2ª parte

[Read more…]

E se fosse no seu cuzinho, sr. juiz de Braga, a sentença seria a mesma?

Porfírio Silva pergunta ao Aventar se será sério questionar o Ministro da Justiça por causa da decisão de um Tribunal, aquela de condenar, com pena suspensa, um pedófilo que andou a violar uma criança durante dois anos.

É sério, claro que é. Tão sério como o Ministro da Justiça questionar a decisão do juiz que queria acusar o primeiro-ministro de atentado contra o Estado de Direito.

Quanto ao juiz, que nem sei quem é, só apetece perguntar a quantos anos condenaria alguém que tivesse andado a violar durante dois anos a sua filha?

Duque de Loulé: Lisboa Arruinada

Dois casos típicos. O prédio cor de rosa, na Duque de Loulé, foi esvaziado há uns dois anos. Na altura, ostentava o orgulhoso cartaz indicando “nova construção”. Hoje, felizmente já lá não se encontra, mas miraculosamente surgem portadas e janelas abertas, além dos costumeiros vidros partidos. Para “arejar” as casas vazias, com certeza… A Câmara Municipal de Lisboa que tem fiscais por todo o lado a verificar – e a multar ~ obras de recuperação de tugúrios, deve andar muito distraída. Por toda a cidade, estes vidros partidos indiciam apenas uma coisa: crime anunciado. Urge implementar normas severas que podem mesmo ir à pura e simples expropriação de edifícios, preservando-se o interesse colectivo. Não valerá a pena agitar-se a opinião pública com “comunismo”, porque até Salazar assim procedeu quando decidiu construir toda a zona compreendida entre a Alameda e a Av. do Brasil em apenas alguns anos. Este tipo de expropriações por flagrante delito, podem até ser facilitadas pelo facto de uma boa parte dos edifícios pertencerem a mafiosas entidades que dão pelo prosaico nome de “bancos”, “companhias de seguros”, ou “fundos imobiliários” nacionais e estrangeiros. O interesse geral deve estar acima da especulação que arruina a cidade, envergonha a população e estiola a consciência nacional.

Quanto ao “lindo exemplar moderno” da foto em baixo, espelha bem – até a fachadinha o diz – a actual situação. Continuam a construir desnecessário lixo para o terciário, em zonas de habitação. Num momento em que as empresas despedem escriturários e pessoal burocrático, os escritórios – devido também à informatização – vão-se reduzindo em dimensão e até desaparecendo, para quê, então, despovoar o centro das cidades? Pela simples especulação danosa? No prédio que habito e que foi construído para habitação, existem mais escritórios do que casas e desta forma encontra-se praticamente deserto a partir das seis da tarde, com os consequentes assaltos e invasão das escadas por “certo tipo de profissionais de 10 minutos às 2 da manhã” que proliferam nesta zona da cidade, etc. O terciário deve ser confinado a locais próprios e expulso dos prédios de habitação. [Read more…]

Exposição na Torre do Tombo

Uma belíssima exposição de fotografias de J. Laurent, organizada pela Associação Portuguesa de Photographia, em parceria com a DGARQ, Torre do Tombo. Com a coordenação de Angela Castelo-Branco e António Vasconcelos Faria
De 13 de Abril a 31 de Maio de 2010.

Metade da sociedade está podre

O nosso cérebro é composto por cem biliões de células cerebrais que estão interligadas, cada uma a milhares de outras células. Temos, portanto, biliões de ligações dentro da nossa cabeça, uma coisa parecida com os biliões de ligações estelares dentro de mil galáxias.
O cérebro realiza milhões de biliões de cálculos por segundo, o que significa uma velocidade milhões de vezes maior do que a de um computador.

Mas não é propriamente esta a mensagem numérica que quero deixar. Gostaria que ficasse retida a sua essência, isto é, o reconhecimento da poderosíssima riqueza da estrutura mental da nossa razão.

Mesmo assim sendo, metade da razão e da mente da nossa sociedade está podre e enferrujada. Como se fora uma maçã, meia sã e meia podre. Simplesmente, a parte sã da maçã nunca consegue regenerar a parte podre, mas esta continua a invadir a parte sã até que toda a maçã esteja podre. Se a parte podre e a parte sã da sociedade estivessem separadas, a única solução seria cortar, extirpar a metade podre e deitá-la ao lixo. A forma de o fazer é que é difícil de imaginar.

Mas o são e o podre da sociedade não estão separados em duas metades distintas, como na maçã. O podre está infiltrado no meio do são e o são infiltrado no meio do podre. Imaginar a vitória da parte sã nestas circunstâncias é muito mais difícil ainda. [Read more…]

Imagens de Abril: República – Informação Revolucionária

Costa Vicentina em pé de guerra

A Costa Vicentina, a única jóia digna desse nome que resta na costa portuguesa, está em pé de guerra por causa do Plano de Ordenamento promovido pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV). Confesso que não li o actual plano, pelo que não me pronuncio nem a favor, nem contra o mesmo. Conheço, no entanto, muito bem a região e tenho ouvido várias opiniões de moradores. A guerra aumentou de tom, com todos os municípios abrangidos contra o Plano de Ordenamento, mas o clima de guerrilha é antigo. Algumas injustiças e exageros têm sido cometidos contra a população local, existem limitações, por vezes incompreensíveis, que não promovem a fixação das gerações mais jovens na região e têm levado ao abandono quer das populações, quer das actividades tradicionais que o Parque deveria proteger. Por outro lado, e disso estou seguro, se não fosse a existência do PNSACV estariamos hoje confrontados com um mero prolongamento do pior dos Algarves, aquele que apostou acriticamente no turismo massificado, na betonização indiscriminada e na falta de ordenamento.

A jóia que a Costa Vicentina ainda é tem um elevadíssimo potencial de atracção de riqueza por se ter mantido como é, bela, preservada, quase virgem, com uma linha litoral praticamente impoluta, mas é necessário que os habitantes usufruam também dessa possibilidade de geração de riqueza sem, no entanto, alterarem significativamente a paisagem e a pressão demográfica actuais, não esquecendo que a região é mais do que apenas a beira-mar. [Read more…]

A chulice tem um nome: Inês de Medeiros


O Luis Moreira já se referiu ao assunto, mas eu não resisto em voltar à carga.
Disse há dois meses que Inês de Medeiros, que nos faz o favor de estar no Parlamento e que acompanha as sessões com o entusiasmo que se vê na foto, queria passear à minha custa. O Parlamento fez-lhe a vontade, com os votos do PS, a abstenção do CDS e a falta do PCP.

Dos parasitas que sustentam o Governo, espera-se tudo menos um pingo de vergonha – até mesmo por parte daquele que dizem que foi Capitão de Abril, mas que eu não acredito que tenha sido. Dos fascistas do CDS, pode ser que em devido tempo se perceba. Quanto aos comunistas, cuja falta não é inocente, lembrar-me-ei bem deste episódio no momento do voto.
A deputada Merdeiros, que foi eleita por Lisboa e que terá dado uma morada de Lisboa, alega que vive em Paris. A partir deste momento, qualquer deputado poderá dizer que vive num país qualquer, pedindo à Assembleia – a todos nós – que lhe pague uma viagem semanal para casa. Onde? Sei lá! Olhem, no Brasil, por exemplo, onde as putas são muito baratas. Não há problema: nós pagamos. As viagens e as putas.
Suprema ironia, a tipa exige viajar em Classe Executiva. Sim, que em Económica não se senta um cu tão importante. Pelo menos em viagens pagas por nós, claro. A crise quando nasce é só para os otários. E de otária, ela não tem nada. Avisou em devido tempo que não pagava as viagens e não vai pagar mesmo.
No meio disto tudo, não esquecer que a votação partiu de um despacho favorável de Jaime Gama (esse mesmo, o que também gostava de dar umas voltas ao fim-de-semana) e foi desempatada por esse exemplo de rectidão que se chama José Lello.
Os professores, neste momento, devem sentir-se indignados. Milhares deles vivem a centenas de quilómetros de casa, só vêem a família ao fim-de-semana e, no final, não há ninguém que lhes pague a puta da viagem semanal. Pois não, ser chulo não está ao alcance de todos. Só dos predestinados: os políticos.

The Offshores, California Sun – Vídeo

Já aqui falei dos The Offshores. Pois bem, apresento hoje o “Live Promo Vídeo” de California Sun, uma das faixas do album que os Offshores estão a preparar. Oiçam agora, se querem ser dos primeiros, daqui a pouco tempo estas canções andarão aí a circular. Depois, podem sempre dizer aos vossos amigos que as ouviram em primeira mão no Aventar. Ou na novíssima página deles no Facebook.

Onde é que eu já vi estes dois?

Nos últimos tempos tenho lido alguns artigos, estudos e pesquisas sobre regionalização. Repetida e invariavelmente surgem-me 2 países como sendo os mais centralizados da união europeia: Portugal e Grécia.

O meu problema é que não me consigo lembrar em que outra situação é que os vi, também, juntinhos.

A Inês vai e vem de Falcon?

Vamos pagar, era certinho como o destino, está decidido, a Inês de Medeiros tem direito às deslocações nos fins de semana  a Paris, onde reside. Mas se reside em Paris como é ela deputada por Lisboa?

Isto dá para tudo, não se peça lógica ou racionalidade aos políticos,  isto chegou a um Estado (com letra grande?) que já perdeu a vergonha ! Não há regras, nem leis, nem fundamentos, nem nada, o que há é a prepotência de quem quer, pode e manda! Já agora seria melhor não a fazer perder tempo nos aeroportos, o falcon é porta a porta.

Não há dinheiro para os funcionários, nem para os idosos, muito menos para os doentes. Demagogia ? Pois, demagogia de quem paga tudo e mais alguma coisa e um dia destes vai preso por se indignar!

Já estivemos mais longe de nos virem buscar a casa! Mas não vai ser de Falcon!

Faltam 19 dias para a visita do Papa a Portugal

E eu associo-me, via Aventar, a este importante momento da história de Portugal.

Creme de Baba de Caracol:

Publicidade recebida por mail:

O creme de Baba de Caracol não é igual aos cremes que já experimentou no passado! A baba de caracol é uma das mais poderosas fontes naturais de regeneração cutânea. Possui propriedades regeneradoras (devido ao seu elevado conteúdo em colagénio e elastina), anti-envelhecimento (por ser rica em vitaminas antioxidantes com a A, C e E), nutritivasexfoliantes (devido ao seu elevado conteúdo em AHA – alfa hidroxiácidos), anti-inflamatórias e (por possuir na sua composição proteínas com uma estrutura semelhante às da derme humana e mucopolissacarídeos altamente hidratantes), despigmentantes“.

Bem dizia o meu Pai: “qualquer dia até vendem merda em bisnaga e vai ser um sucesso”. Já esteve mais longe, já, já…

Taxa Camarae

(Apesar de fugir às normas do Aventar, não resisto em transcrever este texto, alíás muito conhecido)

“A Taxa Camarae é um tarifário promulgado, em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice. Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro. Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado uma ou várias pessoas, abortado… desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.
Vejamos o seus trinta e cinco artigos:
1. O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras, 12 soldos.
2. Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras, 15 soldos. [Read more…]

Pedro Passos Coelho: assim, não é solução

A eleição de Pedro Passos Coelho criou um compreensível furor, dadas as suas circunstâncias. Um natural furor que, porém, não me contagia. Não tanto pelas nossas diferenças ideológicas, mas sim pela constatação de que a mudança que a sua eleição representa  – que em termos partidários é, sem dúvida, digna de registo – não foge, na essência, à mesma mecânica de pensamento que faz com que Portugal, tal como outros países, esteja como está.

Por diversas vezes já vi, e vejo, Pedro Passos Coelho a defender – e bem – que quem recebe apoios do Estado, aqueles que usufruem de ajudas sociais devem, na medida das suas possibilidades e aptidões, retribuir à sociedade com trabalho.

Lamento – e aqui está o cerne da manutenção da mesma lógica que há muito vem minando a nossa República, como aliás já escrevi, no mínimo desde 1919 – que tal ideia de retribuição não seja defendida por Pedro Passos Coelho quanto às instituições financeiras. As mesmas que receberam o aval do Estado, ou seja de todos nós, para ir buscar dinheiro lá fora, e que agora estrangulam o financiamento às nossas empresas e, assim, a nossa economia. Porque há muito que se sabe que os lucros da banca, estão na directa proporcionalidade com o descalabro do endividamento privado e as fragilidades da economia nacional.

Acrescendo, que a banca paga menos impostos do que a esmagadora maioria das nossas empresas.

[Read more…]

Oresund@Portic

Numa das intervenções dos Olhares Cruzados sobre o Porto deste ano, Daniel Bessa referia, para demonstrar o seu optismo em relação ao país, que ele está a encontrar outras coisas para produzir, coisas essas que são “produzidas quase sempre por pessoas com outra preparação”, e continuava dizendo que “a maioria dos casos de sucesso na economia portuguesa são empresas que estão a produzir coisas novas e essas coisas novas são mais sofisticadas”. (pode ouvir o resto da intervenção aqui)

Um exemplo disso foi a iniciativa “Oresund@Portic – Scandinavia in search for Portuguese tech companies” organizada pela Portic e que trouxe a Portugal representantes de organizações suecas e dinamarquesas para as por em contacto com empresas portuguesas de base tecnológica.

Oresund é uma euroregião composta pela Dinamarca (grande Copenhaga) e Suécia (Scania) e é uma das regiões que está a crescer mais rapidamente na Europa. Com 3,6 milhões de habitantes é uma espécie de Sillicon Valley europeia tem >10.000 empresas de base tecnológica que empregam >100.000 pessoas.
Mais notícias sobre este evento nos próximos dias.

Quem tramou o faicebuque em Coimbra?

O município da minha aldeia cortou o fornecimento de faicebuque aos seus funcionários.

Visitando a página de Carlos Encarnação, criada para as eleições e logo abandonada, fica a suspeita de que a culpa foi do César Inácio. Pode um presidente enfrentar todos os dias quem acabou de o ver associado a uma imagem destas? Em pleno horário de trabalho? Não pode.

Professores – avaliação vale 400 a 500 lugares !

Durante um ano sindicatos e ministério da Educação travaram uma guerra pela avaliação. Os sindicatos não querem a avaliação , apoiaram o não cumprimento das directivas do Ministério quanto a essa matéria. O Ministério prometeu que a avaliação seria levada a sério, que quem cumprisse veria a avaliação ser factor de ponderação nos concursos e na graduação dos professores. Porque a verdade disse-a Mário Nogueira: a avaliação para quem teve “muito bom” ou “excelente” vale 400 a 500 lugares na lista para concurso! É este o problema!

Agora, perante esta situação , o ministério ou os sindicatos, um deles, vai perder a face!

Os sindicatos tentam embrulhar o problema de fundo em supostas questões técnicas informáticas, que o secretário de Estado já veio desmentir, dizendo o que é óbvio. As questões técnicas serão resolvidas. Mário Nogueira, tomado da alucinação habitual, já ameaça com guerra total, estava convencido que o ministério, informalmente, já tinha aceite a posição de não dar crédito à avaliação.

Mas como pode o ministério dar o dito por não dito prejudicando quem cumpriu? E os sindicatos vão dar razão a quem, entre os professores, os acusam de terem feito um mau acordo? Quem vai a partir de agora ter dúvidas  que  Mário  “alucinado” mais não faz que cavalgar as ondas de descontentamento entre a classe? Ou irá tudo começar de novo?

O principio do fim da co-governação, sindicatos/burocratas do Ministério e o ínico da escola autónoma entregue a quem a trabalha?

São os professores que têm a resposta!

Vulcão como Nós

A relação entre certo Poder e certa Corrupção atingiu a proverbial razão directa entre a cavadela e a minhoca. Mas não faz mal, porque já não somos povo mas público apenas. Não é isso porém o que hoje aqui me move.
Para entreter o público, e nem de propósito, tivemos aquela maluqueira do vulcão com sua nuvem de cinza à escala multicontinental. Julgo que foi providencial, a gireza do fenómeno. Pela primeira vez, e só porque encurralados nos nossos aeroportos de feira popular, os estrangeiros turistas perceberam o que os Portugueses sofrem há coisa de cinco anitos: não poderem sair daqui nem terem alternativa de ir a nenhures.
Só pela graça de Deus é que o nevoeiro vulcânico não coincidiu com a visita próxima do chefe de vendas máximo do mesmo alegado Deus. Sua, dele, Santidade, em o Maio que aí vem, já poderá imitar o voo dos anjos com escala na nuvem que quiser. E reforçar em Fátima que a pedofilia é coisa dos homossexuais, não dos padres irlandeses, norte-americanos, alemães, canadianos ou da nossa viática e viriática Beira Alta etc.
Com ou sem vulcão, quem não há-de voar longe é o poeta Alegre, esse grande Exilado de Argel, esse Bardo de Águeda, essa vítima recorrente do Marajá das Seychelles, vulgo Mário Soares. Há-de ser tão próximo Presidente para o ano como o Sporting campeão este.
Tudo isto, afinal, é justo e bom. E o público agradece, até por vingançazita daquela meia dúzia de meses que o poeta Alegre esteve na folha de pagamentos da Emissora Paroquial, ou Nacional, a ponto da reforma de uns milhares de tostões dos novos que só por isso lhe cabe. Quando, e se, chegar a votos, há perceber que há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz vulcão.
Deixando o senhor por ora em paz, tenho algum receio do dia seguinte ao do levantamento da tal nuvem do tal vulcão. O meu receio provém da certeza-certezinha de que, por mais límpida e solar venha a próxima manhã, nos continuaremos a não enxergar como Povo nem um palmo à frente do nariz.

mistérios da fauna

Apontamentos de Monsanto (1)

(Monsanto, Idanha-a-Nova)

O errático

«Eu não acredito que se chegue a uma situação de bancarrota, isso é qualquer coisa que nem nos deve passar pela cabeça. Era preciso que cometêssemos muitos, muitos erros. Não podemos comparar Portugal nem com a Grécia, nem com a Islândia nem tão pouco com a Irlanda. A nossa situação é mais favorável do que estes países”.

Erros? Mas tem o residente de Belém alguma dúvida acerca dos erros crassos que cometeu ao longo da sua carreira política? Que tipo de gente promoveu ao estatuto de “novos empreendedores”, que Estado nos deixou, que obras públicas executou, que políticas de renovação do tecido industrial, agrícola e da educação não fez ou desleixou? Não tem a consciência de ser uma parte fundamental do problema?

«Portugal não corre risco de falência, nem vai sair da Zona Euro».

Para afirmar tal coisa, é porque corremos sérios riscos disso mesmo.

Concursos de Professores: Só um exemplo

O meu colega Afonso, contratado, foi avaliado no ano lectivo anterior com 8 valores.

Tentou concorrer colocando 8 na candidatura electrónica, mas o sistema não permite. Obriga-o a colocar 7.

O que é que ele deve fazer? Coloca 8 e a candidatura é invalidada, ou coloca 7 e fica prejudicado?

Há milhares de casos destes em todo o país. Isto é de loucos, não me digam que não é de loucos!