Os assassinos de Israel e o insuportável silêncio do Nobel da Guerra Paz

O pecado original, já se sabe, está na criação de Israel, que nunca devia ter existido. Agora que não se pode exterminá-los, como sair disto?
As culpas são de ambos os lados, como é óbvio. Porque ao regime terrorista e imperialista de Israel, dito democrático, corresponde uma organização como o Hamas – infinitamente menos poderosa, mas infinitamente mais moblizadora para acções de carácter terrorista. Israel não precisa, o próprio Estado é terrorista e empenha todos os recursos nas suas acções criminosas e na tentativa de expandir um território sem qualquer base legal.
Estávamos habituados a ver, nos regimes terceiro mundistas de África, missões humanitárias a serem impedidas de chegar ao destino. Agora, são os países dito desenvolvidos que procedem da mesma forma e com as consequências que se vêem.
Entretanto, do outro lado do mundo, por onde anda o Nobel da Guerra Paz, incapaz de condenar uma acção destas?

Comments

  1. Nuno Castelo-Branco says:

    Missão humanitária, resta prová-lo. Desconfio muito de um barco humanitário, com 600 “activistas” a bordo. 600?

  2. Tiago Vieira Gomes says:

    Morte a esses Nazis!


  3. O Nobel não está silencioso. Simplesmente não diz o que o autor do post acha que ele deveria dizer. Por outro lado, outras grandes referências éticas e morais, como a Rússia, a Turquia ou a Liga das Ditaduras Árabes, têm-se fartado de gritar, para alegria do meu amigo. Toda esta “estória” está muito mal contada, e não vejo que haja inocentes de parte a parte, mas é interessante ver a reacção epidérmica anti-israelita-primária da esquerda aliada a tudo o que é teocrata barbudo com a retórica do oprimido. E, já agora, porque carga de água é que Israel nunca devia ter existido? Um povo, uma nação, não é esse o mecanismo básico da formação dos países? Seja como for, existe, é um facto no terreno e não se vão embora. A paz, de resto, depende sobretudo da aceitação desta evidência. O problema é que os muçulmanos radicais pensam como você e não lhe concedem o direito de existir.


  4. “Israel não precisa, o próprio Estado é terrorista e empenha todos os recursos nas suas acções criminosas e na tentativa de expandir um território sem qualquer base legal”.
    Ricardo está tudo dito nesta tua frase.

  5. julia principe says:

    EINSTEIN:
    “Só há duas coisas infinitas”

    O Universo e a Estupidez Humana, mas não estou muito seguro da primeira. Da segunda pode-se observar como nos destruímos, só para demonstrar quem pode mais.

    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

  6. José says:

    As histórias vão sendo contadas de modo mais ou menos conveniente.
    As observações efectuadas nas televisões generalistas permitem ver o que alguns não quererão ver.
    O conhecimento de DIP (Direito Internacional Público) também dará jeito.
    O bloqueio é efectuado por dois vizinhos de Gaza: Israel e Egipto, ambas de forma mais ou menos idêntica e com resultados semelhantes, i.e.: o contrabando continua activo. Não vejo porque Israel terá que ser forçosamente amigo de um governo que jura a sua destruição.
    Se Portugal tivesse um vizinho assim, acredito que os ora críticos inflectiriam a sua opinião.
    Estranho que se continue a recusar a censura ao outro vizinho que também bloqueia Gaza: o irmão árabe Egipto.
    O DIP autoriza a abordagem para inspecção de navios de países terceiro pelas armadas de países em acção de bloqueio.
    O alegre acolhimento prestado pelos activistas aos soldados israelitas fez juz ao seu pacifismo.
    A reacção inicial dos soldados foi de estupefacção, demonstrando a fraca preparação de toda esta desastrada acção militar.
    Se fossem militares portugueses envolvidos nesta acção – algo não tão remoto assim, se nos recordarmos dos bloqueios na sequência da Guerra Civil Jugoslava ou do ainda existente na Somália – decerto leria aplausos onde hoje leio indignação.
    Se algum dos críticos estivesse na pele dos soldados sovados dificilmente faria algo diferente do que eles fizeram.
    As consequências foram desastrosas, demonstrando uma falta de visão estratégica e uma disparatada preparação militar.
    As mortes, seja de quem for, serão sempre de lamentar.
    Esta iniciativa foi uma provocação, uma acção de marketing, com que Israel não soube lidar, fornecendo gasolina para a fogueira que o Hamas, com a conivência da Turquia, acendeu.
    O Hamas jogou as usas pedras e ganhou a partida na tabuleiro da opinião pública mundial, sempre pronta a querer ver o imediato, o superficial, o ilusório.
    Quando os inquéritos determinarem os factos, já ninguém quer saber, ocupados que estão com outros dramas do dia-a-dia mundial. E assim se fabricam estórias.
    Entretanto, as noticias vão no sentido de que a ajuda que os barcos traziam estará a ser encaminhada para Gaza, como o governo israelita sempre disse que faria.
    Continuo sem entender a tese do “pecado original”. Umas leituras mais extensas talvez o dotem de melhor e maior informação sobre a história da região, possibilitando uma tese mais fundamentada em factos.

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