Fim do RCP é triste mas não surpreende

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O fim do Rádio Clube Português é triste mas não é surpreendente. Surpreendente foi um grupo com a experiência da Media Capital ter decidido sequer avançar com um projecto deste género. E, já agora, ter aguentado durante tanto tempo, apenas com ligeiras alterações.

Querer vingar em Portugal uma rádio de palavra, muito ao estilo espanhol, parece uma demonstração de ignorância sobre o mercado nacional. As rádios de palavra funcionam em Espanha mas não em Portugal. Por cá, o mais aproximado é a TSF mas, ainda assim, bem longe do espírito daquilo que se faz no país vizinho e que o RCP tentou fazer na sua origem. A reformulação efectuada há coisa de dois anos não resultou. Foi apenas uma tentativa de adequar os olhos à barriga.

Uma rádio deste género implica um investimento elevado. Sobretudo em meios humanos e em despesas de comunicações. E o retorno publicitário, convenhamos, é uma miséria. Agora, 36 pessoas vão para o desemprego. Depois do fim do 24horas, é mais um órgão de comunicação social a não resistir. Não só à crise mas também à gigantesca evolução do sector. Não deve ficar por aqui.

Comments

  1. Dario Silva says:

    É injusto meter o 24Horas e o RCP no mesmo cesto, é injusto. Lamentando apenas a perda de postos de trabalho no caso do 24Horas, não posso deixar de pensar que o seu desaparecimento contribui para a preservação das florestas.


  2. Lamento que o RCP feche. Eram uma excelente alternativa à TSF (pessoalmente, prefiro o RCP à TSF) e sem aquelas irritantes e constantes publicidades parvas do BES.

  3. José Pedro says:

    A «morte» do RCP começou quando puseram um incompetente chamado Luís Osório como director.
    Não há azar.
    Volta António Macedo, com a RÁDIO NOSTALGIA


  4. Por mim, comecei a ser ouvinte depois da saída de Luís Osório, pelo que não tenho opinião desse período.


  5. A crise é pandémica e não há sector que escape. Agora foi o RCP, amanhã outros irão pelo cano abaixo. O G8, o G20 ou o Gqualquer coisa há-de resolver. Só não sabemos quando. Se fosse em breve, talvez outras rádios, outros jornais, outras empresas e os 15.000 da Merck ainda escapassem…mas cheira-me que está demorado.

  6. Nuno Alves says:

    Pena não ter vingado eu sou um acérrimo defensor da Rádio de Palavra, uma Rádio assim faz falta ao panorama português, vou ter saudades de ouvir rúbricas e programas como a Cor do Dinheiro; Fio de Prumo, Janela Aberta Minuto a Minuto.
    Boa Sorte a todos os que se vão juntar ao Fundo de desemprego

  7. Mariazinha says:

    Digam-me o que vão com fazer os profissionais de “mão cheia” como O Aurelio e o fernando Correia? Vão manda-los para o desemprego???
    Tenham vergonha!!!


  8. Caro Nuno, o problema da rádio de palavra em Portugal é a incapacidade de captar e segurar audiências. Por cá, e salvaguardadas as devidas excepções, não se vê a rádio como um veículo de debate e discussão mas sobretudo de entretenimento.

  9. Ana Castro says:

    Pura e simplesmente lamento esta triste decisao.
    Força

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