30 Anos da Culturona

Começo por pedir desculpas aos leitores do Aventar, e também ao pessoal da Culturona, por não ter tempo, neste momento, para fazer o post que a ocasião mereceria.

Não sei quantos leitores do Aventar conheceram a Culturona-Fábrica de Comunicação, que existiu na D. Carlos I em Lisboa, já lá vão mais de trinta anos. O assunto merece um post, que um destes dias farei. Para já, direi que a Culturona foi talvez o projecto colectivo mais excitante que surgiu no pós-processo-revolucionário em Portugal. Com a diferença de que era jovem, novo e desalinhado políticamente, ainda que de esquerda.

Quem da Culturona se lembrar, lembra-se do Luigi (e de tantos que seria cansativo enumerar), do CHOR, da Feira da Arte do Desenrasca, do Teatro Emarginato, das Brigadas Teatrais, etc., etc.

Pois bem, amanhã acontece  um almoço que relembra, 30 anos depois, a primeira Feira da Arte do Desenrasca, e vão lá estar muitas das caras com quem nos cruzávamos no belíssimo (mas há muito destruído para dar lugar a um aborto sem classificação) edifício da Culturona, que albergava ainda, cada um independente dos outros, a Eranova (Zeca Afonso, Fanhais, Sérgio Godinho na casa em frente, etc.) e a sede do MES. Talvez seja já tarde para se inscreverem, ou talvez não, vale a pena  tentar já que, para um cafezinho pelo menos, há sempre espaço.

Informações aqui.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    É verdade,Pedro, todos passamos pela Cultorona.belos tempos, todos de esquerda, desalinhados como convem a quem quer ser independente, que isso sim é o gozo supremo, aparece e sai quando apetece.O mamarracho lá esta.


  2. Pedro, estou no Alentejo. Caso contrário, iria.

  3. graça dias says:

    quem não se lembra do belo, com traça espectacular e dos eventos realizados. estamos num país de incultos. só marramacho de betão armado, país do vota abaixo em tudo.

  4. graça dias says:

    quem não se lembra do belo edificio, com traça espetacular e dos eventos que la se realizaram. estamos num país de incultos. há só mamarrachos de betão armado. è o pais do vota a baixo

  5. Eduardo Marques says:

    É verdade, foi um projecto que também pude viver, muito embora de forma um pouco superficial. Participei em dois eventos com desenhos e pinturas de minha autoria (um na Rua D.Carlos I e o outro -A Feira do Epílogo- num edifício situado no Rossio. Claro que me lembro de pessoas que me pareceram ser fantásticas -Luigi e o actor João Rôlo (penso que era este o seu nome). Cheguei a partilhar com artistas do Grupo Homocentro (do qual fazia parte) uma sala/atelier no edifício da D.Carlos I. Pena foi que nos tenham arrombado a porta e furtado alguns dos nossos trabalhos. Ainda hoje me custa pensar nisso, nunca mais os vi. Eduardo Marques

    • Eduardo Marques says:

      Acima, quando mencionei o nome João Rôlo queria ter escrito João Grosso. Peço desculpa pela incorrecção.

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