Há momentos em que o silêncio é de ouro

A televisão passa uma notícia sobre o processo Freeport, a tal montanha que consta ter parido um rato. Numa mesa ao lado, no mesmo restaurante, um de três comensais diz, alto o suficiente para quem o quiser ouvir, “estão todos metidos nisto, todos”.

Não percebi porque é que falou tão alto, se era apenas para os parceiros ouvirem ou um alerta apontado às almas que respiravam o mesmo ar. Nem me atrevi a perguntar quem eram os tais “todos”. Se com ‘todos’ pretendia dizer que eu e as outras pessoas que estavam no local também estávamos ‘metidos’ naquilo, presumo que no caso Freeport, se se inclui a ele próprio e aos respectivos parceiros de alimentos. Temendo a resposta preferi não questionar e deixar o homem dar continuidade à indignação. Há momentos em que o silêncio é de ouro.

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