A moção de censura e as acrobacias da direita

Foto-de-pirueta-na-praiaUma moção de censura ser um frete ao governo que pretende derrubar, faz todo o sentido. Tal como deixar passar o orçamento foi uma genial armadilha onde tropeçou o mesmo governo. Recusar uma moção de censura que ainda ninguém leu (e que, aposto, ainda nem foi escrita), implica muita pirueta e cambalhota.

Chega ao ponto de toda a gente descobrir, tipo revelação divina, que o Bloco de Esquerda funciona internamente como todos os outros partidos, com uma democracia de treta, pese a nuance de na prática ser uma coligação de três organizações, o que tendo vantagens não muda muito a sua natureza.

A partir de hoje uma coisa fica muito clara: Pedro Passos Coelho não é o líder do maior partido da oposição, mas sim o abstencionista que deixa passar o orçamento e o governo. Quanto a Paulo Portas nem isso: se lhe dessem hoje o lugar dos ainda ministros dos negócios com alguns estrangeiros, ou da administração das bacoradas eleitorais, amanhã o governo teria maioria absoluta.

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