O ensino privado é muito mais barato que o público

Segundo noticia do Campeão das Províncias um tribunal condenou o Instituto Educativo do Lordemão, umas das instituições privadas que tomaram de assalto o ensino público em Coimbra, a devolver ao estado meio milhão de euros, “relativo a vencimentos de professores e respectivos encargos sociais, bem como a despesas de funcionamento e a encargos com pessoal não docente.”

Em sua defesa

Assinala o IEL que as declarações para efeitos de IRS englobam apenas os valores nelas registados, sem esgotarem as importâncias efectivamente pagas ao pessoal docente e não docente, e acrescenta ter procedido à liquidação de honorários, mediante cheque, sem emissão de qualquer recibo por parte dos beneficiários.

E assim vamos dando razão a quem afirma que o ensino privado é muito mais barato que o público, e nem se vê a necessidade de um estudo independente da Universidade Católica, já agora orientado pelo pai de todos os colégios, Roberto Carneiro, ou mesmo pelo Tribunal de Contas, para o comprovar.  O processo diz respeito aos anos lectivos de 1995/96, 1996/97 e 1997/98, e vai-se arrastando de recurso em recurso, etc. e tal.

Comments

  1. Hakeem says:

    EHEHEHEH

    Só interessa receber o pilim. Pagar os impostos já não é preciso. Estes patos bravos têm uma cara de pau enoooooooorme.

    • José Nunes says:

      cara de pau terá alguém que naõ incentiva quem dá postos de trabalho aos portugueses. por comentários idiotas como esse o Grupo Jerónimo Martins foi para a holanda. Portugal não agradece e só admira os futebolistas.

  2. milu says:

    tomaram de assalto o ensino público? o que é o ensino público? como se pode tomar de assalto o que é público? leva-se para casa? e não será assalto não levar para casa mas desperdiçar o que é de todos?

  3. Assaltar neste caso é, com o dinheiro de todos, sustentar uma escola só para alguns. Ensino público é aquele a que por definição todos têm acesso. Desperdiçar é dar dinheiros públicos a colégios religiosos, ou a fábricas de fazer dinheiro como este Instituto, que pelos vistos mete ao bolso os impostos que deveria ter pago.
    Mais dúvidas?

  4. Paulo Tomé says:

    Não foi por acaso que a Presidente do Conselho Nacional de Educação, a socialista Ana Maria Bettencourt, recusou criar um grupo de trabalho do CNE para identificar quanto custa o aluno nas escolas estatais.

    Não interessa ao ME a revelação desses números. Sem eles, torna-se possível manipular estatísticas e lançar mentiras sobre os contratos de associação. Mas não me admiraria nada que o valor apontado pela OCDE – 4500 euros anuais por aluno nas escolas estatais – seja bastante inferior ao custo real. Quando for possível apurar os custos reais, chegaremos à conclusão de que não andamos longe dos 5000 euros anuais por aluno.

    Em relação aos custos médios do aluno nas escolas estatais, o que se passa é que ninguém sabe a base de cálculo e a dispersão pode ser ainda maior do que a listagem seguinte:
    i) Imobilizado – Pidac e Parque Escolar;
    ii) Avaliação de Professores – parte fundos comunitários parte ME (tudo indica que não está no custo);
    iii) Despesas sociais – estão no Ministério das Finanças;
    iv) Magalhães – Fundação;
    v) Programas especiais, Português, matemática, aulas de reforço e outros – fundos comunitários;
    vi) Despesas de transporte e alimentação – municípios;
    vii) Pessoal auxiliar – municípios;
    viii) Despesas com professores – ME

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