Ir aos dos costume e à bruta

Vem no Económico: «acumular remunerações no Estado que, no total, excedam 1.500 euros verá o seu salário reduzido com efeitos a 1 de Janeiro». A estratégia é, obviamente, arranjar mais dinheiro vindo dos impostos.

Foi anunciado que em Janeiro de 2011 a banca começaria a pagar um novo imposto, os lucros da banca estão em franca ascensão e os respectivos impostos em queda e todos os outros impostos estão jubilosamente a ser cobrados, levando a um aumento da receita fiscal em 15%.

Portanto, que justificação tem este governo para ainda não ter concretizado o que se propôs fazer? Será para “beneficiar das melhores práticas dos diferentes países da União Europeia neste domínio”, como afirmou Sócrates há algum tempo? Se é assim, olhe-se ali para o IVA e para o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos) de Espanha, que também é Europa. Ou será que IVA a 18% e 50.5% de carga fiscal sobre os combustíveis na Espanha (respectivamente 23% e 58% em Portugal) não “das melhores práticas”?

O primeiro-ministro diz que este novo imposto “estará regulamentado no primeiro semestre deste ano” e que reportará a “1 de Janeiro de 2011”. Cá estaremos para ver se tal acontece. Certo, certo é que aos do costume já se está a ir e à bruta.

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