Saía um Porto-Barcelona, sff

Pesem as minhas simpatias pelo Barcelona, aquilo que se viu ontem foi uma vergonha:

Isto somado à expulsão palerma de dois portugueses mexe com a minha adormecida costela patrioteira.

Não sei se ainda há supertaça europeia, mas sei que lá para o verão os vencedores das ligas europeias se vão encontrar. Espero por isso que o Barça ganha a Liga dos Campeões. Um Porto – Barcelona permitirá aos jornais do dia seguinte titularem:

Villas-Boas vinga Mourinho

E já agora parabéns ao Braga, e a Domingos Paciência, a um golito de uma final europeia. Este verão, na falta de outra indústria competitiva, lá vamos exportar jogadores e treinadores. O costume.

Comments


  1. “E já agora parabéns ao Braga, e a Domingos Paciência, a um golito de uma final europeia”

    eheheheh, Cardoso, nada, nada tendencioso.

    Ah, e a final Benfica/Porto não vai ser arbitrada por um português. Lá se vai a hipótese de Villas-Boas pedir um autógrafo ao Guardiola. Uma chatice.


    • Moço, esse tratamento carlosalbertiano não é digno de ti.

      Eu vi o jogo. O Jesus levou outra lição de bola. Para a semana está arrumado. Espero que o exportem, acho que ficava muito bem num clube romeno, ou assim.


      • Viste o Jesus levar um banho de bola? No mesmo jogo que eu vi? A bola, também conhecida por esférico, é aquela coisa redonda. O objectivo do jogo é metê-la na baliza do adversário. Um destes dias explico.


        • Vi. O Jesus foi o primeiro a admitir que lhe faltaram golos. Ir a Braga, numa eliminatória, defender um 2-1 e meio caminho para a desgraça. E já vi este ano o Braga eliminar equipas bem mais poderosas que o Benfica (e em tão má forma também, verdade se diga).

  2. Fritz says:

    Dois portugueses? Eu só vi um ser expulso. O outro é brasileiro por muitos passaportes que tenha.

    É tao fácil comentar jogadas depois de retepidas n vezes. Hoje escutava o relato do Porto na Cadena Cope e foi interessante ouvir o que comentaram sobre o penalti contra o Villareal. Todos estavam de acordo que nao foi penalti depois de ver as imagens. Todos estavam também de acordo que no campo o árbitro marcou penalti pq era muito complicado ver que nao era. Ou seja, disseram o evidente.

    Também podia aproveitar para comentar a agressado do Marcelo ou o teatro habitual do Di Maria, mas o post ficava estragado. O que interessa no fim é o resultado e para a história fica o segundo golo do Messi.

    Entretanto eu vou divertindo-me com a “central lechera” e o idiotas do jornalistas tugas que descobriram Madrid agora. Que país…

    Viva o Porto 🙂

  3. Daniel Polónio says:

    Eu cá continuo a achar que a expulsão se justifica. E não entendo quem o não acha.


  4. a propósito do que se viu no Real Madrid-Barcelona (1ª mão da Champions)

    OS DOIS LADOS DO DOM

    O futebol move paixões, multidões e muitos momentos para mais tarde recordar. Ontem, foi mais um dia exemplar quer por uma boa razão, quer pelo oposto. Houve um pouco de tudo e, claro, (mais) uma genialidade de Messi.

    Como fã de futebol e treinador de bancada, lembro-me de gostar de ver o F.C.Porto jogar basicamente no contra-golpe e assim vencer os seus oponentes, alegadamente, favoritos. Os anos 80 e 90 foram décadas onde esta prática foi recorrente e bastante produtiva. Mourinho também vê o contra-golpe a maneira mais eficaz de dar a volta ao jogo do Barcelona. Mas, não chega.

    Apesar de ter sido sempre fã do Real Madrid, principalmente na era Hugo Sanchez/Butragueño/Michel/Camacho/Gordillo (década de 80), nos últimos anos essa paixão foi completamente trocada pela emoção de ver a equipa catalã em campo. Imaginem que era casado há duas décadas e, do nada, apaixono-me por alguém da mesma idade da minha esposa (não, não é a habitual recaída por “pitas”) que esteve toda a vida na minha vida, mas que as contingências da nossa existência somente fizeram juntar as nossas almas agora. Há coisas que a gente não controla. Ainda para mais, ela gosta de viajar. Aqui, a esposa perde. E, no caso da bola, o Madrid também. Só há um Messi neste mundo.

    Sou daqueles que venera a arte concedida por Maradona e defende que ele é o nº 1, apesar de não ter visto jogar Pelé, Eusébio, Cruyff, Beckenbauer, Yashine ou Di Stefano. Curiosamente, até o último (figura mítica madrilena) concordará que ver Messi é como se a poesia e a prosa se fundissem numa só forma de escrita e onde reina a mais pura magia futebolística. A meu ver, antes deste jogador e depois do seu compatriota, só mesmo Zidane, Ronaldinho e Rivaldo mostraram que são raros os que podem ser considerados especiais neste desporto.

    Por falar em especial, não esquecendo que Mourinho o é no campeonato dos títulos e na forma como psicologicamente joga com as sensibilidades de um plantel, é irresistível ver este Barcelona. O famoso “tic-tac” que já vem dos tempos de Cruyff e foi prosseguido, entre outros, por Rijkaard, é agora mais do que nunca excelentemente executado por Guardiola. E quando se tem o FMI (Fintas à Messi e Iniesta) e a ele se junta a classe dos jogadores Xavi, Villa ou Daniel Alves está tudo dito. Aliás, a defesa é o ponto menos bom da equipa, mas a garra de Puyol e a competência de Piquet e Abidal vão dando para tornear as dificuldades. Na próxima época, fala-se do regresso de Fabregas. Nem quero imaginar…

    Nesta 1ª mão da Liga dos Campeões, como disse na abertura deste texto, houve um grande momento e outro para esquecer. Comecemos pelo segundo, ou seja, pelo acto inexplicável de Pepe. Mourinho pode defender os seus jogadores até ao tutano, pode afirmar que o Barcelona é protegido pela UEFA, mas também deve admitir que o jogador luso-brasileiro pôs-se a jeito. Uma entrada daquelas pode não dar vermelho na Luz, Dragão, em Bernabéu ou Camp Nou para os “teams” que jogam em casa, mas aquilo não era um jogo entre portas. O rigor é maior e é compreensível que a expulsão acontecesse. Mais: Pepe tem o dom de ser um jogador demasiado impulsivo e, por vezes, sair das estribeiras. Em 2012, no Europeu, espero que seja mais ponderado em algumas jogadas. A selecção portuguesa e os seus adeptos agradecem.

    O momento mais agradável veio de Messi. Normal.

    juaryreis@gmail.com

  5. ze benfica says:

    Ver videos que ajudam a perceber a impossibilidade de Alves girar sem levar. É bom não cair na esparrela da “verdade” da imagem

    http://www.youtube.com/watch?v=wV0cobDonSc (vejam a justificação da montagem)

    http://www.youtube.com/watch?v=QaBlMTUcI44 (vejam o video original e parem no segundo 11)

    • Ricardo says:

      “A defesa do Barcelona é o ponto menos bom da equipa”!!!! Hã?
      Ao contrário, é o ponto mais forte. A defesa do Barcelona não são só os centrais e laterais, é a equipa toda. Eles fazem aqueles rodriguinhos todos mas não marcam mais por causa disso. O problema é que eles não sofrem… o ponto menos forte???

      Espero que isto chegue aos ouvidos do Mourinho. Eis como bater o Barcelona, esta é a fórmula: o segredo está na própria forma do Barcelona jogar. Aquilo que à primeira vista é uma força, pode tornar-se na sua própria derrocada. Coisa que, atentem, o Paulo Bento percebeu, quando Portugal jogou contra a Espanha. O Barcelona, quando ataca, descansa, porque a bola circula muito, permitindo aos seus jogadores não correrem tanto. As despesas são quase todas para as acções defensivas. Os jogadores do Barcelona dispendem muita energia a correr no sentido de neutralizar e roubar a bola. A equipa adversária pode fazer desta forma de jogar uma força. Como? Fazendo circular a bola e fazendo com que os jogadores do Barcelona corram atrás da bola. O objectivo deixa de ser marcar golos para passar a ser cansar os jogadores do Barcelona. É uma força transformada em fraqueza ou vice-versa conforme estejamos a falar do Barcelona ou da equipa adversária. Não há sistemas imbatíveis. Não é normal uma equipa ter a capacidade quase instantânea de recuperar bolas, mas o Barcelona faz isso. Porque é que isso acontece? Naturalmente pela intensidade de pressão que os jogadores põe em cima da equipa adversária. Como os jogadores do Barcelona não são sobrehumanos, são obrigados a um nível de desgaste superior que as outras equipas em acções defensivas. No entanto isso não se nota pelas simples razão de eles recuperarem imediatamente a bola.

      Um novo paradigma do futebol se desenha, pelo menos no confronto com o Barcelona. O desafio é ser capaz de circular a bola de forma a fazer com que os jogadores do Barcelona corram muito e se cansem, fazendo com que a sua arma defensiva seja, no fim, o seu fim. Acho eu.

      De táticas não percebo nada.

      • miguel dias says:

        Devo dizer que o seu comentário, para quem se afirma não conhecer nada de tácticas, é dos mais lúcidos que já li acerca do “esquema” táctico Barcelona. Que mereceu ganhar diga-se. A única vergonha que se viu foi uma equipa como o Real jogar em casa no contra-ataque.


  6. A Supertaça europeia é um jogo de menor importância para ambos. Espero que o meu Barça ganhe a champions, mas em relação à supertaça tem de considerar que o FCP partirá em vantagem se defrontar o Barça, mas em desvantagem se tiver de jogar com o Man Un. Isto tem a ver com o começo de época nos diferentes campeonatos, o Man Un irá jogar logo no início de Agosto a Supertaça inglesa e já terá 2 ou 3 jornadas disputadas, quando começar o campeonato de Espanha. Isto sem considerar, que nesta altura obviamente ninguém sabe quais os planteis das diferentes equipas, o que torna impossível qualquer análise… Se vierem a encontrar o Barça na champions, aí o caso mudará um pouco de figura…

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  1. […] Próxima etapa: a supertaça a disputar com o vencedor da Liga dos Campeões parece que é no Mónaco. Muito perto da Catalunha? Que venha o Barça. Eu sei que profecias só no final do jogo, mas esta já a fiz. […]


  2. […] já escrevi, no dia seguinte os jornais vão ter no […]

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