BE propõe imposto sobre bens mobiliários

Francisco Louçã “defendeu a aplicação de uma taxa mínima de 0,7 por cento – igual ao IMI – sobre toda a acumulação de valores acima de 100 mil euros, 1,5 por cento para valores de mais de 1 milhão de euros e entre 1,5 e 2,5 por cento para o património acima dos 2 milhões como forma de financiar programas de criação de emprego.”

Falamos de uma receita para o estado calculada em  600 milhões de euros.

Diogo Leite de Campos reagiu de imediato:

– 100 000 euros em acções? mas isso são as poupanças de um pobre na miséria!

Nota para analfabetos: bens mobiliários são aqueles que podem ser mexidos de um lado para o outro: acções, depósitos, etc. Os imobiliários é que são tipo casas: essas manteriam o mesmo IMI que já pagam.

Comments

  1. AntónioA says:

    BE: a incentivar as pessoas a consumir e a não poupar, o investimento em imobiliário como forma de poupança em vez de depósitos, o não investimento em empresas (para ir para o estado e os bolsos das empresas que dele vivem, ppp’s, tgv’s, magalhães) e a fuga de capitais para o estrangeiro (e quem tem mais dinheiro que o tire mais rápido e meta noutro país)

    Mas ao menos é a primeira medida alternativa do BE que tenta aumentar qualquer coisa na receita. De uma por dia passaram a uma por mês…


    • Poupar? jogar na bolsa é poupança? eu chamava-lhe casino. E metem o dinheiro em que país, já agora?
      Enfim, os mesmos argumentos de sempre dos que fizeram a crise. Ou mais um a tentar esquecer que a dívida portuguesa é mais privada do que pública…

      • AntónioA says:

        Casino.. sim claro.. tal como depósitos bancários e planos poupança reforma, ou esse já não são mobiliário? Já sei, quem poupa dinheiro no banco para complementar a reforma joga no casino também? Aconselho leitura no próprio post da nota para alfabetos.. acho que está lá a definição…

        É, a dívida é mais privada. Por isso vamos criar impostos sobre a poupança privada, sabes? aquela que paga a dívida privada. Ou será que com este imposto vai-se pagar a dívida privada também? É o BE a criar medidas para depois salvar os bancos…

        (sobre os países tenho a certeza que deve haver uns quantos sem impostos extra sobre capital parado… Em caso de analfabetismo: isso é diferente de impostos sobre mais valias bolsistas)


        • 1. PPR’s, problema de quem os faz. Não faço, desconto para a segurança social. E tu?
          2. O estado anda a pagar a dívida privada. A do BPN, por exemplo. E chamou o FMI para meter dinheiro nos bancos.
          3. Leva lá o carcanhol para um desses países. Se o queres ter cá sem pagar impostos, não nos serve para nada. Boa viagem.

          • AntónioA says:

            1. Já percebi, se não ganhas com isso que interessa aos outros. Desde que tu não trabalhas o suficiente para poupar mais ninguém deve conseguir. Nova medida “imposto sobre mais dinheiro que JJC: quem tem mais paga porque ele quer lá saber do esforço dos outros para algo mais que a segurança social”
            2. E porque concordas tanto queres ainda mais. Não estás no lado errado da barricada?
            3. Porque apenas o que paga imposto é que serve. O estado, único dinamizador da economia. Já percebi, melhor é taxar mesmo tudo.. não… ser tudo do estado! Funciona tão bem em todos os exemplos de estados com a lógica de “se não paga imposto não serve”.


          • Resposta à letra: o estado que o paguem os outros. Os poupados e esforçados dos outros. Que por acaso em Portugal mamam quase todos do estado.


          • “PPR’s, problema de quem os faz. Não faço, desconto para a segurança social. E tu?”

            Já agora, por que não taxar também os descontos feitos para a segurança social? Ou por ser o estado a gerir este “PPR” deixam de se taxar estes bens “mobiliários”?

            E se deixarem os títulos de dívida pública sem serem taxados, é uma forma de incentivar as pessoas a investir em títulos de dívida pública.

            Realmente, uma medida muito inteligente…

            PS: Parece-me que quem realmente tem dinheiro tem forma de contornar estas taxas (contas no estrangeiro, investimentos em objecto de arte ou coleção, etc.). Para o cidadão comum é que será mais complicado.


  2. Não ouvi a proposta de Louçã, mas leio no post, acumulação de valores. Isso quer dizer que se um contribuinte detiver acções que valorizam, mas que não transacciona, seria tributado? Aliás, duplamente tributado, porque se a empresa distribuir dividendos, situação normal em caso de valorização, tornaria a ser tributado? Porque já existe um imposto sobre mais-valias, quando se ganha realmente dinheiro na transacção… Realmente não li nem ouvi a proposta, mas assim à primeira vista eu chamaria a tal, um roubo, extorsão fiscal, depois admiram-se que os portugueses invistam cada vez mais noutras paragens… E nem estou a falar de off-shores!!!


    • Se eu tiver um imóvel sou tributado (IMI) quer obtenha mais-valias com ele, quer não. E convém lembrar que o imposto sobre as mais valias bolsistas entrou em vigor este ano, ou melhor, vamos ver se entra.

      • jorge fliscorno says:

        Um imóvel não é usado normalmente para gerar riqueza. O capital é. As duas coisas não são comparáveis.

      • AntónioA says:

        IMI – Imposto MUNICIPAL sobre imóveis. Imposto para taxar riqueza em imóveis. Município: Entidade que distribui benefícios de riqueza por haver imóveis caros e faz programas para criação de emprego.

        Absolutamente nada a haver com uma das receitas para os municípios pagar serviços e infraestruturas municipais. Se calhar o imposto sobre mobiliário parado do BE também reverte para as Câmaras.

        ps: peço desculpa por ter feito a crise. Se soubesse que discordar do JJC implicava isso tinha concordado mesmo se soubesse que o IMI nada tem a haver com municípios…

  3. Carlos Mendes says:

    Não há dúvida, o Cardoso é maluco, e ninguém o avisou.

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