guerra santa

guerra santa

É-me impossível não comentar, ainda que em poucas palavras, esta ideia da guerra santa. A imagem revela a visão apocalíptica do livro do Apóstolo João, o amigo de Xristos. Os Quatro Cavaleiros de Revelação são personagens descritos na terceira visão profética do Apóstolo João no livro bíblico de Revelação ou Apocalipse. São geralmente representados pelos símbolos relacionados na narrativa: Conquista (ou às vezes “O anti – Cristo“), Guerra, Fome e Morte, embora somente o cavaleiro da morte seja identificado por nome.

Porque esta pequena nota? Não há jornal, imagem televisiva, comentários radiofónicos, que mão comemore a morte de Osama Bin Laden, nem os mesmos meios da média, não louvem ao governador do mundo, o Presidente dos Estados Unidos de América. Três deles entraram em terras sagradas das confissões sunitas, chita, sauditas, talibãs, e outras muçulmanas. Faz dez anos antes, o ocidente chorava as mortes causadas pelos ataques sauditas contra o ocidente cristão, de diversas igrejas. Era uma alegria ter encontrado e assassinado ao chefe sunita que tinha por missão aterrorizar países que antes os tinham

aterrorizado a eles. Os sunitas e sauditas usavam os religiosos Talibã para se defenderem dos ataques sistemáticos dos dois Presidente Bush dos EUA e do Presidente Obama, de religião e família sunita, como ele próprio demonstrara.

Toda guerra é santa por salvar as ideias que orientam a sua cultura. Toda fé tem as suas ideias, como os Patriarcas Russos que declaram santos aos derradeiros czares da Rússia chacinados na revolução bolchevique, ou a beatificação de Wojtila, que derrubou uma ideologia no mundo, essa outra fé sem divindade. Ao longo da história, as ideias sagradas têm orientado a formação de grupos inimigos e traidores. Porque para os ocidentais, os sauditas são traidores, como para os cristãos todas as outras formas de fé o são.

Não choro os sunitas, não choro os cristãos do 11 de Setembro de 2001, ou nós próprios, com as promessas dos nossos governantes e representantes, que dizem que o presente é pesado, o futuro ou será mais e morremos à fome, sem trabalho, sem investimentos, sem poupanças. Que os sauditas são assassínios? Que os cristãos matam para se defenderem dos denominados traidores, que os Aiatolas no cumprem, as suas promessas de liberdade religiosa, que obriga a nos Amnistia Internacional e a nós também: Humans Rights Watch, a estar sempre em acção para evitar o que João no Apocalipse e Vicente Blasco Ibáñes nos mostram nos textos e nas imagines, de como todo o muno vive numa guerra santa? Guerra Santa que organiza a próxima, para retaliar e começar de novo.

Tenho medo? Não, é a vida e a sua história orientada pelas ideias da religião, que manda e justifica todo. Todos têm razão e devem aceitar as consequências da conquista, guerra, fome e morte.

Não aplaudo ais que falam de vitória nestes dias, nem condeno: apenas entendo à Blasco Ibáñes como membro activo da Amnistia Internacional e experimento que as diferentes fés não se matem umas com as outras os quatro cavaleiros sempre ganham….

Aborrece-me, sim, as festas de vitória, como as destes dias: amanhã será a mesma celebração pela derrota que os Cavaleiros causam em nós…

Raúl Iturra

3 de Maio  de 2011

[ http://www.youtube.com/watch?v=ZkWYr1U3Hzk%5D

Wagner: a cavalgada das walkirias]

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