Fosse outro o presidente dos EUA…

Uma operação militar dos EUA, comandada directamente a partir da Casa Branca, sob ordens directas do presidente Barack Obama, logrou capturar e abater o hediondo terrorista Osama Bin Laden. Acontece que o inimigo público nº 1, o homem mais procurado planeta, terá sido abatido apesar de desarmado, segundo admite a própria Casa Branca, porque teria oferecido resistência. Assim a modos, “expliquem-me como se eu fosse muito burro”, como conseguiria alguém desarmado, resistir a uma ordem de detenção por militares de forças especiais? Será que Bin Laden era, e nós desconhecemos, um mestre de Kung-fu?

Fosse ainda George W. Bush presidente dos EUA, e teríamos nesta altura uma histeria na esquerda europeia, que se tem mostrado subserviente e acéfala desde que a Casa Branca mudou de inquilino. 

Que razões impedem a divulgação da imagens do cadáver de Bin Laden? Eventualmente alguns questionem o interesse em abater o homem mais odiado do planeta, em vez de ser apresentado em Tribunal, mesmo em solo americano, pois não existiria qualquer dificuldade de maior em neutralizar o facínora, transportá-lo até solo americano e acusá-lo à luz do Direito americano, pelos atentados de 11 de Setembro de 2001, o dia da infâmia. Mas até Bin Laden teria direito a um advogado de defesa, e falar em Tribunal. Eventualmente ninguém, ou pelo menos a cúpula da administração americana, queria ouvir o que teria a dizer um tal personagem. Provavelmente tal facto estará na base da relutância em capturar vivo um tal personagem. Resta saber se terá sido abatido no momento do assalto surpresa à fortaleza que albergava o líder da Al-Qaeda, ou pior, apenas algumas horas após a sua detenção, o que terá forçosamente de ser considerado uma eliminação, assassinato…