Mentiras políticas

-Há alguns anos atrás, Emídio Rangel, então director da SIC, afirmou que poderia vender um político com a mesma facilidade com que vendia um sabonete. A premonição veio a confirmar-se, estando Portugal a ser governado por um político da mais reles qualidade, inimaginável por qualquer profeta da desgraça. Onde pára neste momento Teixeira dos Santos? Terá o PS forçado ao silêncio o Ministro das Finanças? É o vale tudo na ânsia desesperada de impingir aos portugueses mais algum tempo da tralha que nos desgoverna, com base na mentira e propaganda. Chegam ao cúmulo de fazer oposição à oposição, no próximo dia 5 de Junho, os portugueses devem sim, avaliar o resultado da acção de quem desastrada e teimosamente nos trouxe até aqui.

Como é possível afirmar que foi pela irresponsabilidade dos partidos da oposição, ao chumbarem, felizmente que o fizeram em minha opinião, o PEC IV, que Portugal foi obrigado a pedir ajuda externa? O juro cobrado pelo empréstimo, será substancialmente mais baixo, que a taxa a que o governo se vinha financiando nos mercados financeiros internacionais. Quando o mentiroso que nos governa afirma que negociou um bom acordo, pois terá de dar como contrapartidas as medidas já previstas no PEC IV, tenta passar aos portugueses um atestado de estupidez, compra quem quer, mas a verdade é que a aprovação do PEC IV, não daria ao governo 78 mil milhões de Euros, pelo que a sua aprovação, teria significado um PEC V, VI, VII e por aí em diante. Aliás, colocar 78 mil milhões de Euros na mão deste governo, seria atitude tão inteligente, como deixar um pirómano com fósforos e gasolina, sozinho numa floresta em pleno Verão.

Várias figuras do PS, eu diria antes figurões, clamam contra os perigos da eventual vitória do PSD, partido em que não irei votar, pelas razões que expliquei aqui, Passos Coelho poderá não ser a melhor solução para Portugal, mas será sempre um upgrade se comparado ao actual inquilino de S.Bento. Para que o PS possa voltar a falar em verdade, com autoridade moral e razão, primeiro terá que passar uma vassourada sobre a sua própria liderança. Ouvi hoje criticarem a medida avançada por PPC de entrar apenas 1 funcionário público por cada 5 saídas. Também estou de acordo que a mesma carece de explicação aprofundada, por exemplo nas forças de segurança é totalmente desaconselhável a diminuição de efectivos, já os governadores civis podem sair todos que não fazem qualquer falta ao país. O mesmo posso afirmar em relação a muitos institutos públicos, autoridades e direcções, nem falando nos assessores e vária tralha nomeada por critérios partidários. Aí o rácio não deveria ser de 5 para 1, mas talvez de 100 para 0. Só que o PS, governando o país desde 1995 até hoje, com um breve interregno de 2 anos, entre 2002 e 2004, colocou muita gente no Estado, vários militantes que agora temem perder privilégios e nalguns casos, até o emprego.

Têm a palavra os portugueses, por mim digo que será avisado não votar PS nas próximas legislativas, para que Portugal volte a ter um governo, que faça mais do vender sonhos e ilusões, recorra sistematicamente à mentira e vitimização, colocando os interesses do partido e seu querido líder acima do país…

Comments

  1. a.marques says:

    DESCARAMENTO
    Sócrates tenta atingir quem ainda não tem programa elaborado. Mas confrontado com o carregamento de palha que é o seu diz que vai estudar. Assumir uma fraude não dá prisão?


  2. um mentira várias vezes repetida parece que vira verdade. Será que vamos continuar a “levar” com esta mentira governativa ?!


  3. O PS vai voltar a ganhar fruto da incompetência do PSD e de indivíduos como Catroga.


    • Louçã hoje encostou Sócrates completamente às cordas, afinal também assinou com a troika a descida da TSU, proposta pelo PSD. Está a mentir aos portugueses ou mentiu à troika? Ou quer um cheque em branco, e depois logo se vê, como foi a sua prática durante estes anos?…

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