Fátima: O regresso a casa


Num destes dias em que Portugal mais parecia um país oficialmente católico, tantas foram as horas de transmissão em directo de Fátima, vi imagens de arquivo da Irmã Lúcia, a maior inutilidade que o nosso país já conheceu. Não por culpa dela, entenda-se: enfiaram-na num convento e ali ficou em clausura durante mais de 60 anos sem produzir nada de louvável para a sociedade.
Terminadas as cerimónias de Fátima, milhares de peregrinos preparam hoje o regresso a casa. Para o ano, lá estarão de novo. Não chegando a perceber que embarcaram na maior patranha que a história da Igreja Católica já produziu.

Comments


  1. Não sendo também oficialmente um país marxista (o que é bom pois permite que alguns saltitem na blogosfera com artigos como este a verdade é que se vê mais na TV o Otelo que a Irmã Lúcia o que até se compreende pelas mortes causadas pelo primeiro, pena é que não seja para falar de casos de policia.

    Quanto aos peregrinos, cada um embarca na patranha que lhe apetece, uns acreditam numa Nossa Senhora sobre uma arvore outros ainda mais crédulos acreditam nos ‘amanhãs que cantam’ ambos dignos da mesma pena mas só os primeiros são amesquinhados pelos chiques cá da terrinha


  2. O país não é oficialmente católico, felizmente, mas é maioritariamente católico. Diz o último recenseamento e dirá, provavelmente, o próximo. O país não é maioritariamente socialista, mas tem ganho as eleições o Partido Socialista. Isto da democracia e da maioria é uma chatice, pá, mas é assim!
    E é a mesma coisa sobre o engano. Provavelmente Sócrates ganhará outra vez, o que significa que os eleitores querem ser enganados uma 3.ª vez. Estão no direito deles.
    O que eu não entendo é a preocupação dos ateus com o engano dos religiosos.


    • Um grande aplauso ao ultimo paragrafo do Nuno Resende

    • António Fernando Nabais says:

      O país é, com certeza, maioritariamente católico. O facto de ser um país democrático dá, a quem o queira, o direito de criticar a Igreja e os fiéis ou o direito de chamar patranha àquilo que se considera uma patranha.
      O país não é maioritariamente socialista, tal como o Partido Socialista também não é.
      O engano dos religiosos, como o engano dos que votam sempre nas mesmas soluções, pode afectar os que o não são. Como agnóstico que sou, não defendo que as pessoas sejam proibidas de acreditar ou de praticar a sua religião. Como democrata que sou, tenho sempre medo das consequências da irracionalidade inerente à cegueira da fé. É essa a diferença: se fosse eu a mandar, todas as práticas religiosas seriam permitidas; se fosse a Igreja (ou os fiéis) a mandar, eu estaria impedido de dar a minha opinião.
      Finalmente, ó Carlos Alberto, você continua o máximo: então são mais crédulos os que acreditam nos ‘amanhãs que cantam’ do que aqueles que acreditam que Nossa Senhora apareceu em cima de uma árvore? Não nego que, em nome do marxismo (tal como em nome do cristianismo), foram destruídas milhões de vidas, mas acha mesmo que a utopia de um futuro em que as pessoas possam ter direito à justiça, à saúde ou à educação, por exemplo, é comparável a uma aparição relatada por três pastorinhos esfomeados, privados, como muitos, desses amanhãs? Valha-lhe Deus, homem!


      • “É essa a diferença: se fosse eu a mandar, todas as práticas religiosas seriam permitidas; se fosse a Igreja (ou os fiéis) a mandar, eu estaria impedido de dar a minha opinião.” Muito me conta, Fernando. Ainda bem que não vive no Uganda, ou no Irão, então.

        • Nightwish says:

          Converteu-me! Se não são tão maus como os muçulmanos já estou muito mais aleviado!

        • António Fernando Nabais says:

          Não percebi: criticar a Igreja Católica é elogiar o fundamentalismo islâmico ou qualquer outra espécie de fundamentalismo de origem religiosa ou não? É verdade, Nuno, ainda bem que não vivo num país em que a religião domina a política. Ainda bem que vivo numa democracia.


      • Por quem os sinos dobram meu caro Nabais, que no seu comentário acabou de dar razão ao ‘gajo que continua o máximo’ quando compara os mortos em nome da Igreja aos mortos em nome do Comunismo. Era isso mesmo que eu queria dizer (só não sei escrever tão bem como o meu amigo) e comparar as ‘criticas’ à manif de Fátima feitas por alguns ‘crentes’ que gostam de descer a Av. da Liberdade com uns cartazes… Para mim, e pelos vistos para si (o que me deixa feliz) que vão a Fátima ou à Quinta da Atalaia, que rezem à Nossa Senhora ou que usem T-Shirts do CheGuevara desde que não façam desacatos têm o meu apoio mesmo discordando de ambos.

    • Nightwish says:

      É a mesma preocupação dos católicos com o engano dos ateus e com a sua descida ao inferno, nomalmente por coisas que mal são referidas na bíblia.

  3. P. Jorge says:

    Entreter as ovelhas, entreter as ovelhas

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