será que a fé de Fátima nos salva desta falência?


Ave Maria de Fátima

…o meu protesto…

É bem sabido que não sou um homem de fé, nem ateu nem agnóstico, que é já um sentimento de acreditar na eternidade como uma forma de vida de outro mundo. Bem como sabemos que não há sociedade que não tenho sentimentos religiosos ou um sistema de venerar uma divindade, que não se vê, mas que está em todas partes.
O melhor exemplo é o Buda do Nepal, que não apenas acredita na divindade, bem como na reencarnação e vivem assim em paz com todos os seres humanos ou animais, que acabam por ser também humanos e diversas etapas de desenvolvimento para a perfeição
O Dalai Lama, é o melhor exemplo dessa procura. Ou a etnia Massim do Arquipélago da Kiriwina, ma Oceânia da Melanésia, seres humanos que alimentam aos seus mortos, por meio da alma comum, denominada Baloma. Ou a divindade Pillán dos Mapuche do Chile, entidade sagrada que leva todos os domingos a almoçar com os seus defuntos, no cemitério local. Em criança, assisti ao velório de uma Picunche, membro do clã

Mapuche do Chile e Argentina. Para a mina surpresa e a da patroa a minha Senhora Mãe, os saltos altos dos sapatos foram retirado para poder andar sem fazer ruído e entrar no céu cristão sem ser ouvida pelo guarda, São Pedro e burlar assim os seus pecados.

Bem sabemos também que em 1912, Émile Durkheim sociólogo socialista e judeu ateu, explicou no seu livro em francês As estruturas elementares da vida religiosa, Félix Alcan Paris, que toda actividade é simbólica, quer entre o pensamento denominado primitivo, quer no nosso. Acreditem ou não e divindades, todo ser humano, objecto, actividade, tem o seu lado simbólico ou representativo que define o seu lugar na sociedade, excepto a economia, por enquanto. Mais tarde, a economia passa também a ser um saber sagrado para os movimentos das finanças, o entendimento do lucro e a mais-valia dos produtos retirados das transacções comerciais. Tenho argumentado estas ideias nos meus livros de 1992 1ª edição, 2001, 2ª Edição: A religião como teoria da Reprodução social, em 2002, Fim de Século Lisboa. A economia deriva da religião, Afrontamento, Porto, e O Presente, essa grande mentira social. A reciprocidade com mãos valia. Ensaio antropológico de economia social, Afrontamento, Porto, entre outros. Consigo demonstrar que a partir de Agostinho de Hipona, Tomas de Aquino, Adam Smith e outros, como os Huguenotes de Neerlandês e a França, toda a teoria passa por sacerdotes que sabem calcular e gerir, comerciar, organizar transacções, e organizar a força de trabalho. Como analisa o luterano Max Weber, durante toda a sua obra, especialmente a de 1905: A Erica protestante e o espírito do capitalismo traduzido do alemão pela Alianza Editorial, Madrid

O melhor exemplo, seria a resposta a questão colocada ao começo. Portugal está em falência, a República está quebrada, a Nação não tem meios, não há trabalho nem sítios onde os encontrar. Fica apenas um recurso: acudir a padroeira do país, a Nossa Senhora de Fátima Não é por acaso que o Chefe do Vaticano, o anterior a este, Karolus Wojtila, Papa João II, assíduo visitante de Portugal devoto de Fátima, é Beatificado em curto espaço, a correr quase, com apenas um milagre provado, dias prévios a 94º aniversário das aparições de Maria em Fátima. Não consegui retirar-me da televisão para ver e ouvir a imensa comemoração de Fátima e Karolus. Essa pequena igreja das aparições originais, é hoje em dia, maior que o Vaticano.

Serei homem sem fé, mas no me queiram enganar com este milagre da bestificação em apenas três anos, quando já o governo sabia que estava falido e precisava ajuda, a não esperada visita de Ratzinger ou Bento XVI, beatificação de Wojtila a seguir e a marcha de semanas de milhares de peregrinos para comemorar dois factos: Wojtila Beato, quase en conúbio com Fátima, e a falta de comida porque a marcha foi sem um tostão, com comida trazida de casa e os enriquecidos restaurantes de Fátima, sem clientes e de portas fechadas, excepto para os ricos de USA, Finlândia, Alemanha, e nós….ao relento…

Sabemos que a soberania é do povo, mas é gerida pelas hierarquias que o povo escolhe. O povo escolhe mal, os nossos governos, exceptuado o Presidentes da República, antes do que este, têm sido futuros beatos pela serenidade e calma que sabem guardar perante a luta política dos dois próximos P.M do país. A ver vamos a procissão das velas: excepto a nossa pequena esquerda, dois partidos, os que procuram no milagre em que acreditam para salvar a nação e evitar uma evidente guerra civil.

Os governos sã votados mas, como e vários países as hierarquias que mandam, não é governo e os eleitos, devem fechar o bico. Não todos somos iguais, há os eleitos e há os que mandam.

Vejam Fátima hoje e entenderam a manipulação a que estamos sujeitos…. Faz dezenas de anos

Como escreve Gabriela Mistral, Nobel de Literatura do meu país de origem:

“Piececitos de niños, azulosos de frío, como os vem e nos os cubrem, Dios mio..”

Nos somos as crianças e estamos a ser enganados desde Afonso Henriques.

Será que o milagre seja esta noite, ma Procissão as Velas: Fátima e Karolus, a hierarquia acasalada hoje de manhã está ai…o milagre deve acontecer e as dívidas serão pagas, porque o casalinho assim o deseja…. Presente de bodas

Comments


  1. Conta-se que um homem com muita fé optou por ignorar o alerta de tempestade, permanecendo em sua casa quando os bombeiros o vieram demover a sair. E ali ficou, apesar de por três vezes o tentarem convencer. Primeiro foi um vizinho, por quem tinha muito respeito, depois os bombeiros e finalmente a polícia. Dizia que tinha muita fé em Deus e que Ele o ajudaria.
    Passou o tornado, a casa foi destruida e o homem morreu. Ao chegar ao Céu (era mesmo um homem bom merecedor dessa graça) deparou-se com Deus e pediu-lhe contas:
    “Então, Deus, como é?”, perguntou aborrecido, “eu fiquei à espera que me viesses salvar! Olha no que deu, o ter acreditado em ti!”
    Deus, com a sua calma milenar, respondeu:
    “Que queres? Mandei-te um vizinho, os bombeiros e a polícia. Porque não foste com eles?”


  2. Quanto ao post, apenas gostaria de dizer que só lá vai quem quer, só vê as cerimónias na TV quem quer. Há fuja com antecedência do tornado que se aproxima, quem aproveite a ajuda dos vizinhos/polícia/bombeiros com diferentes concicções em relação a quem a mandou e quem teime em ficar lá à espera de uma qualquer ajuda divina esotérica. A liberdade consiste também em respeitar as opiniões contrárias das nossas. O laicismo do Estado não pode ser confundido com ateísmo ou anti-clericalismo. A democracia tem muitos defeitos, mas tem, pelo menos esta vantagem: cada um escolhe o caminho que quer seguir. E isso agrada-me muito!


  3. Eu tento, juro que sim. Mas não entendo patavina dos seus posts, Prof.

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