Homossexuais e bestas…

E existe um psiquiatra que é uma besta, excepto se me conseguir demonstrar que a homossexualidade afecta a capacidade de tomada de decisão do líder político a quem se refere. Espero que ao fazer tal informação, o psiquiatra não tenha violado qualquer sigilo profissional, porque aí, passaria de besta a canalha…

Comments

  1. Pedro M says:

    A política portuguesa tem muitos problemas mas se existe um que felizmente pouco ou nada tem é que as pessoas separam o foro privado do público. Seja quem for essa pessoa não merece que se fale na praça pública de questões da intimidade.


  2. Felizmente que assim é, quero lá saber com quem dormem os políticos, no máximo posso querer saber onde passaram a noite se pagaram a estadia com dinheiro do contribuinte, o que é totalmente diferente…

  3. xico says:

    Só há duas maneiras desse psiquiatra saber do que fala. Uma seria por ter ouvido em consulta, e então estamos perante a violação do segredo profissional, outra seria por ter tido um caso com o referido político. Convinha que o psiquiatra se explicasse.

  4. Rodrigo Costa says:

    … Não sei em que contexto o psiquiatra se terá pronunciado; muito menos se citou o nome da pessoa. Para além disto, a afirmação que ele faz nem carece, sequer, de suporte académico com mestrado. A homossexualidade é um desvio —por disfunção hormonal, a “verdadeira”, ou por tique, por ser “fashion”, a que mais prolifera.

    Ora, como, na homossexualidade, não pode haver eficácia reprodutiva, estaremos em presença de situações em que não é possível ir além do vício; de cérebros em delírio e sem corpo que o concretize —daí as angústias existenciais que lhes são próprias; exactamente, porque, em termos sexuais, são apátridas, vivem na terra de ninguém, vítimas do conflito entre o corpo e o desejo.

    Não terão direito a serem o que quiserem?… Essa não é a discussão, porque a discussão não deve, porque não pode, ser colocada em termos de “orientação sexual”, deixando a ideia de que cada qual, de acordo com a vontade e com o momento, pode decidir ser o que, realmente, não é; não porque haja desequilíbrios funcionais no seu organismo, mas porque a “pinha”, no caso da homossexualidade de fetiche, não teve o adequado apoio educacional durante o desenvolvimento.

    Repito, não sei em que contexto o psiquiatra se pronunciou. No entanto, dizer que alguém com desvios —sexuais, ou outros— se torna um decisor, neste caso, político, que apresenta riscos, não fere o sigilo profissional; limita-se a dizer que a Terra é redonda. Inclusive, a sua especialidade permite-lhe pronunciar-se sobre as causas e sobre as consequências deste tipo de transtornos.

    Quer dizer, se toda a gente pode falar de tudo e opinar sobre o que lhe apetece, por que razão não há-de, um pesiquiatra, pronunciar-se sobre matérias que cabem na sua área de especialização?…

    Haveria ou haverá problema, se, pronunciando-se, o fizesse ou o fez tomando por exemplo um paciente que possa ter nomeado; porque não tem, de facto, o direito de o fazer. Esse é o limite. Porque se o tiver feito, tomando por exemplo, alguém assumidamente homossexual, não vejo qual é o problema; problema é ou seria o político ser e não o assumir, inventando namoradas e casamentos que não chegam nunca a concrtizar-se, porque, pura e simplesmente, estaríamos a falar de uma missão impossível.

    Nota: devo dizer, já agora, que, durante as campanhas eleitorais, havia um partido —não sei se ainda é assim— que, nos restaurantes onde a caravana almoçava ou jantava, os empregados eram, especificamente, substitídos por empregadas, porque uma das suas figuras raramente se continha. A mesma figura que, apresentados como assessores, tinha um conjunto de indivíduos que serviam, apenas, para limpar todas as borradas.

    • Pedro M says:

      “Maldito-je casais-je inférteis-je ou que não querem ter filhos, com a xua ineficácia reprodutiva, um? São todos homem-sexuais-je-je-je. Nom habia nexexidade-eje-eje.”

  5. xico says:

    Rodrigo Costa,
    porque razão um político tem de assumir as suas preferências sexuais?
    O psiquiatra não citou um exemplo. Deu pistas, e como não disse nomes, pôs todos a especular.
    Quanto aos seus gostos e preferências sexuais, espero sinceramente que tenha tantas certezas como as que têm sobre a homossexualidade. E se bem o entendi, só faz sexo sem angústias quando tem eficácia reprodutiva. Espero que ganhe o bastante para alimentar a prole. A não ser que seja desprovido de gostos (também acontece).

    • Rodrigo Costa says:

      … Penso que não me compreendeu.

      Como calculará, não sei quem o Xico é e, portanto, não poderia falar tendo-o ou a qualquer poutra pessoa no pensamento. O que fiz foi falar conscientemente mas em abstracto, porque, como deixei claro, cada um faz o que bem entenda, e tirará, seguramente, as suas ilações. Devo dizer, inclusive, que tenho alguns amigos homossexuais, o que não quer dizer que tenha, necessariamente, que concordar com parte, pelo menos, das suas filosofias, mas não me impeço de falar sobre o que for necessário.

      A angústia não está no acto sexual, mas no estado psicológico, e até mesmo psíquico, em permanência, que acompanha as pessoas com desvios —sexuais ou outros. É esta a questão de fundo.

      Quando falo em “eficácia reprodutiva”, não estou a dizer que, de cada vez que o sexo acontece, o objectivo seja fecundar. O que estou a dizer é que, naturalmente, no sexo há mais do que o prazer da diversão; ou, se quiser, o prazer e a diversão são o engodo de que a Vida se serve para que a reproduzamos. Aliás, se reparar, a Vida oferece o máximo de prazer para que seja feito aquilo que ela impõe que façamos; e não será necessário evocar a reprodução como a pedra angular da renovação da própria Vida. Como saberá, o problema está no conflito vivido pelo ser humano, entre a sua natureza e a vida em sociedade. De resto, a Vida ilude-nos, enquanto nos quer vivos, e dá-nos a sensação de cansaço, de saturação, desejo de ir embora, quando já não lhe podemos mais ser úteis, senão mortos

      E a ergonometria nem é uma invenção humana, porque, à revelia do entendimento humano, todas a formas servem funções, nada é ao acaso. As sociedades têm desvirtuado a razão da Natureza, e é por isso mesmo que os problemas se vão agudizando, a todos os níveis, porque há pouco espaço para inventos, e o Japão, pôde, infelizmente, ser mais uma prova.

      Quanto ao político que não se assume, não é necessário, porque muito poucos são os homossexuais que podem esconder-se.

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