Nuno Gomes, adeus Benfica

O Benfica, de novo transformado em porta-aviões onde aterram e levantam vôo jogadores aos magotes, não renova contrato com Nuno Gomes.

A política de contratações benfiquista, cada vez mais errática e disposta a mudar boa parte da equipa em cada início de época, esquece, assim, um dos maiores símbolos do clube.

Contestado por muitos, o currículo de Nuno Gomes fala por si e, como contra factos os argumentos escasseiam, obriga a calar boa parte dos seus detractores.

Não querendo arrumar já as chuteiras, Nuno Gomes está agora livre para procurar outro clube onde terminar uma carreira que devia e merecia ser terminada no Benfica.

Boa sorte e obrigado, Nuno Gomes.

Comments

  1. Rodrigo Costa says:

    Caro Pedro Correia,

    Como penso que já terá visto, num ou noutro poste em que expressai a minha simpatia clubística, não sou afecto ao Benfica. Logo, fico à vontade para exprimir o que penso sobre o assunto:

    1- Que a Direcção do Benfica está a gerir mal o dossier… é um facto; como também é um facto que está a gerir mal vários dossiers. De tal modo que me arrisco a dizer que as perspectivas futuras não são animadoras, porque acho que o benfica, de há muito, reflecte, na perfeição, o que é o País, em termos organizativos.

    É claro que, dentro da organização-Benfica, alguém deveria ter tido uma conversa pessoal e definitiva com o atleta; explicando-lhe as razões da posição do Clube, antes,muito antes de que se soubesse, através da Imprensa, quais as ideias da Direcção… Bem!, mas, aqui, o Benfica não é uma ilha, porque o Futebol está cheio de gente sem categoria.

    2- Devo, acima de tudo, salientar a falta de personalidade de Nuno Gomes. Ninguém, com carácter, deixaria que o tratassem —publicamente, pelo menos— do modo como tem sido tratado. Porém, cabem-lhe muitas das responsabilidades. Nesta altura, já deveria ter desfeito todas as dúvidas; ele próprio deveria tomar a atitude adequada: saír, sem mais delongas —nesse aspecto, ainda que estouvado, Coentrão percebeu, rapidamente, o contexto em que se movimenta.

    Nuno Gomes deveria saber que não está em condições de jogar uma partida de futebol a alto nível, com as exigências próprias dos jogos de alta competição. Logo, deveria ser o primeiro a facilitar as coisas e a não dificultar a vida a quem tem que decidir no interesse do clube. Marcar um golo, caído dos céus, quando se entra a 5 ou dez minutos do fim do desafio, não é o mesmo que marcar esse golo no decurso de uma partida que já leva 50 ou 60 minutos, em que a capacidade de reacção já não é a mesma que era a do princípio, muito menos num jogador dentro destas idades… — Mas o João Tomaz!…

    O João Tomaz é um caso isolado, no Rio Ave, onde as ambições não são, naturalmente, as mesmas que tem o Benfica; em que as pausas, para recuperação, não têm a mesma frequência, na medida em que, ao contrário do Benfica, as preocupações, no Rio Ave, são de ordem defensiva, prioritariamente.

    Podendo equivocar-me, veremos como se comporta, se vier para o Braga; veremos se não escolheu o caminho errado. Se quer continuara jogar, é legítimo, mas assuma-o de modo a não atrapalhar quem tenha responsabilidades que vão para além da consideração que alguém deva ter por ele. Aliás, em todo este imbróoglio, o que, para mim, reassalta é a falta de consideração que o Nuno Gomes tem tido por ele mesmo.

    Nota: Uma das grandes preocupações que deveremos ter é a de sabermos quando estamos a mais. A tempo ou atrasada, chegada a sensação, o melhor é sairmos, antes que alguém nos empurre. Eu chamo, a isto, exercício de ampor-próprio.


  2. Ó Nuno. A Académica tem todo o prazer em receber-te!

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