Mais um a sair do armário

Depois dos anteriores a quem lhes bastou dois dias depois das eleições para descobrirem que, afinal, não vivíamos no idílio, eis que agora é o Observatório da Saúde que alerta para as ditas taxas moderadoras serem co-pagamentos e para os enormes tempos de espera por certas consultas. Vamos ver quem se lhes seguirá.

Comments

  1. Acácio Martins says:

    Vai na volta ainda vão ver que afinal estavam a analisar o pais errado…durante todo este tempo pensaram que estavam num qualquer estado nórdico!

    • jorge fliscorno says:

      E como se sabe, no norte faz mais frio. Nalguns locais até há glaciares. Se calhar foi isso mesmo. Pensando que estavam num estado nórdico, deixaram-se levar pelo frio pré-eleitoral e glaciarizaram a capacidade de ver os problemas.

  2. Eva Garcia says:

    Mas afinal esta gentinha só acordou agora?
    Como se até hoje tudo funcionasse na perfeição e as consultas fossem marcadas no SNS em tempo útil, toda a gente tivesse um médico de família, as intervenções cirurgicas fossem realizadas com a rapidez que a saúde dos utentes assim o exigisse.
    Será que a ideia base será cada português contratar um seguro de saúde?

    • jorge fliscorno says:

      Será que a ideia base será cada português contratar um seguro de saúde?

      Sim. Para evitar que o pessoal abuse na ida às consultas. Como se sabe, vai-se lá por desporto 😉

  3. Jaime Marques says:

    Os comentários aqui feitos, em tom jocoso e alarve, apenas mostram a ignorância relativamente ao Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS). Desde 2000 que este organismo publica o Relatório de Primavera (RP) onde é feita a análise da governação em saúde e onde têm sido apontados vários problemas estruturais e de contexto, nomeadamente o contexto político, que tornam difíceis a implementação efectiva de diversas reformas e políticas de sáude.
    Os RP são públicos e podem todos ser consultados e descarregados (em formato PDF) do seu site (www.observaport.org).

    • jorge fliscorno says:

      Ignorância minha, aliada ao facto de, realmente, isto ser um post de bocas. Em todo o caso, não vejo porque é que raio o OPSS se limita a emitir opiniões nos seus relatórios periódicos, especialmente quando antes de eleições estas informações são especialmente úteis. E os organismos públicos existem para serem úteis aos que pagam o serviço (leia-se contribuintes), não será assim?

      • Jaime Marques says:

        Basta ler a secção Quem somos (http://www.observaport.org/quem-somos) para perceber o que é o OPSS e as suas limitações – não encaixa exactamente na sua definição de “organismos públicos existem para serem úteis aos que pagam o serviço (leia-se contribuintes), não será assim?”.

        Todos os anos os RP são apresentados, a comunicação social vai lá e o poder político (posição e oposição) ignora alegremente o que é dito. É pena…

        • jorge fliscorno says:

          Obrigado pelo link. Com efeito, não conhecia a estrutura da organização.

        • medico bulgaro says:

          existem para ajudar as entidades publicas a pensar, é isso?