O mundo da infância – I

troços do novo livro que escrevo

Tchaikovski Album for children

Parece um mundo feliz, especialmente se o bebé que nasce é resultado de uma grande paixão. As paixões têm a sua história pessoal e privada, como essa, que anos mais tarde, produziu o bebé deste ensaio. Paixões com cronologia, tempo e espaço que pertencem apenas aos que entram em amores mútuos.

Começava o ano académico ma Pontifícia Universidade de Valparaíso. Ele, tinha, por teimosia e contradizer à família, abandonado a casa paterna, a da cidade e a do fundo (fazenda em língua lusa), onde tinha as suas aborrecidas obrigações, que não gostava, como supervisor do trabalho dos jornaleiros, caseiros, orientar as malhas (trilla, en castelhano chileno), ofensa para ele, que vestia como os jovens da sua classe social, elegantes e bem-parecidos; com a cumplicidade da mãe embarcado num comboio para se transferir a cidade onde existia a licenciatura que lhe apetecia estudar: engenheria. O seu projecto ia fracassando. No transporte conhecera uma maestra (pofessora) que o seduziu e ficaram juntos vários dias na capital do país. Lembrou-se, no entanto, do compromisso com a sua mãe. Como todo sedutor, largou a rapariga e continuou viagem ai destino traçado por si. Foi acolhido em casa de uma família amiga de Concepción, os Philippi, mais tarde Embaixador do Chile em Portugal. Emílio, jornalista e fundador da Escola de Jornalismo da Universidade Central do Chile, conhecia este aspirante desde que tinha 5 anos, ensinou-lhe escrita e leitura e, em Valparaíso, o acolheu como a um filho, com Genoveva, a sua mãe. Era o menino mimado dos Philippi[1].

As aulas começaram estes descendentes de italianos já o tinham matriculado e não tinha outra alternativa que cumprir o seu capricho e estudar para sua pretensão.

Foi nesse primeiro dia de aulas, mal entrou pela porta principal, conheceu uma rapariga – este aspirante não podia viver sem elas – que o encantou. Sem lembrar-se das horas, aproximou-se a ela e reparou que era uma Dama Espanhola de famílias antigas e endinheiradas. Ela ia estudar Matemática e Línguas. Entre namoro e namoro com ela, amores castos e celibatários, completaram seus cinco anos de estudo, graduaram-se, e uma dor intensa de emotividade e ciúmes o trespassou e chorou. Ela, forte e destemida, falou com o seu pai, tinha uma casa de dois quarteirões e, como acontece em toda cidade universitária, alugava quarto para estudantes de fora. Nada sabia dos amores da sua filha, abandonou aos Phillippi e foi morar a casa da sua pretendida. Apenas sua grande amiga Fany Lozano Rubio sabia e era a chaperona destes amores castos e escondidos. A pretendida trabalhava com advogados, o pretendente viajava por causa dos seus trabalhos de engenheria naval.

Pretendente que não suportava a paixão que o alagava, a família estava distante, não havia ninguém para pedir a mão da rapariga. A pretendida, forte como era, falou com o seu pai, que tinha cinco filhas para casar, anuncio o seu noivado, com Fany sempre perto dela, como se ela fosse o pai que cumpria um dever social. O compromisso foi anunciado en casa do pai, com Missa e cocktail, como mandam os costumes de uma sociedade que estudei, e escrevo os resultados neste minuto, por não gostar para mim, desse tipo de hábitos. Costumes pelas que, mais tarde, eu também passei, e os nossos descendentes…e o que virá…

O pretendente, após confessar-se como hipotético sogro: quem era, qual a sua família, quais os seus pergaminhos, fortuna e posses, ficou autorizado a casar com a menina dos seus sonos. A 29 de Agosto de 1937, a família toda acompanhou a noiva, com pajens e damas de honor, os donos das indústrias de Valparaíso, das curtidoras de Buenos Aires….cheirava dinheiro. Com todo, a noiva gostava trabalhar e muito bem que o fazia. Como solteira ainda, morava na casa paterna, mas entregava todo o seu ordenado ia ao pai, reservando uma parte para a sua autonomia, que sabia usar e respeitar. Passado o tempo do anúncio do casamento, nas capitulações que a lei manda fixar em lugares públicos, a data foi fixada, mas duas surpresas vieram ao encontro da pretendida dama: uma, a família do noivo anunciou que não viria por ter roto o compromisso ancestral de casar com una pessoa de família, e Ema ficou frustrada na sua terra de Concepción: eram más costumes, esse de casar apenas dentro da família para no dividir heranças, bem ao contrário, junta-las. A segunda, nos típicos chás da quinta-feira a tarde, no famoso café Riquet, centro das reuniões e festas dos ricos de Valparaíso e Viña del Mar, foi-lhe anunciado pelo já noivo que, a partir do dia do matrimónio, não trabalharia mais, porque uma senhora é para tomar conta da casa e da prole. O casamento podia não acontecer com tantas estruturas pré definidas: ela adorava a sua autonomia, ganhar o seu dinheiro, não depender do marido, assim como nunca tinha dependido do de seu pai. A ameaça foi dura: o fazes como eu mando, ou não há casamento. Foi assim que o noivo mostrava as suas agalhas de patrão, sabia mandar e gostava ser obedecido, sem resposta. A noiva calou, foi dizer adeus aos seis chefes, porque outro escravizador de fêmeas tinha aparecido. Calma e serena, diferente ao seu pretendente que tinha um temperamento azedo e gostava ser servido pela sua mulher. Como sempre foi. Até começaram a aparecer os rebentos. Mas, o esforço era grande e nada acontecia. Apenas quatro anos depois, nasceu o tão desejado descendente. O marido apenas sabia mandar e ser obedecido sem ninguém refilar pelas suas ordens. Queria um filho varão e que tiver o seu nome. Não esqueçam os leitores que estamos a falar dos anos trinta e quarenta do Século XX. A vida era diferente, a História tem o seu andar cronológico, interactivo, pacífico e calmo, ou com guerras a aparecer em todos os cantos do Universo. Este matrimónio foi celebrado na época da guerra civil espanhola e da invasão nazi a Europa.

O que interessa neste minuto é saber como se desenvolve o mundo da criança. O esperado bebe que fez entrar em desespero a mãe, até o ponto de ir a Missa para engravidar, votos para milagres, finalmente foi capaz de mostrar que era fêmea e podia dar a luz. O marido devia zarpar num barco, mas as dores de parto começou e adiou a sua partida. Ficou apenas os demorados dias de dar a luz para acompanhar a sua mulher, mas mal o bebe nasceu, foi-lhe preciso abandonar a família e voltar apenas cinco meses depois. O bebe foi criado na casa dos avós, não era necessário ter casa: mulher mãe, só e sem saber como eram criados os filhos, precisava companhia. Os avós do novo neto, tinha uma corte de parentes e nanas, para ser servido, entre avós, tios novos solteiros que lutavam para acariciar ao bichinho, mas com a prudência necessária para não o acordar. O bebe não mamava, engolia o leite da mãe, enquanto a mãe cantava acompanhada pela sua irmã mais nova, ainda viva. O pai da criança não corria, voava para ver esse seu primeor filho, que adorava. Essa primeira vez que após parto teve que se ausentar, voltou cinco meses depois. A mãe do pequeno o enviou a rua com a sua nana, ao passeio da rua para os bebés tomarem sol. O novo pai perguntava com urgência qual de todos eles era o seu filho… mas o pequeno reconheceu a mãe, esticou os braços en procura de colo materno….e o pai quis dar colo, abraçar com o mais profundo amor braços, mas o bebé chorou tanto, que cheio de raiva, entra em casa e nem quis ver ao filho. A sabia mãe soube acalmar esse furioso pai, soube-lhe ensinar a mostrar sua real tristeza, dizer que não era menos masculino se abrira a torneira do pranto. Existe esse parvo adágio de que os homens não choram. Ele aderia a esse sentimento. Desde pequeno, tinha sofrido muito na sua vida. Adulto já, apenas queria divertir-se, brincar com os filhos e adoptar a família da sua mulher, como a sua. Tinha excelente fama de ser um homem divertido: sabia cantar, contar histórias, reais ou inventadas. A sua mãe tinha falecido quando ele tinha dois anos de idade. Moribunda, solicitou a sua prima consanguínea, filha de uma irmã do seu pai, que toma-se conta do garoto. Bem sabia que o pai, mais velho que ela, ocupado com os negócios das suas terras, essas mais de vinte casas que tinha para alugar e outros comércios, especialmente políticos, como conselheiro da comuna de Hualqui, onde possuía a maior parte das terras, ou aconselhar ais seis primos intendentes e senadores, não dava tempo para se importar com a vida do pequeno. A prima directa prometeu e tão bem, que até casou com o viúvo e passou a mãe, no madrasta apenas, do pequeno órfão, pequeno que sempre a chamou mamã.

As terras da família ficam ma Comuna de Hualqui[2] espalhadas pelo interior e longe do rio Bío-Bío, que em Mapudungun significa uma corrente grane e larga de agua, o que o faz navegável e irriga uma larga porção do território

Hualqui pertenece a la región del Bío- Bío y forma parte de la Provincia de Concepción. Está ubicada a 24 Km. Al sur-este de la ciudad de Concepción y limita al norte con las comunas de Chiguayante,[3] Concepción y Florida, al sur con la comuna de Santa Juana, al este con las comunas de San Rosendo y Yumbel y al oeste con las comunas de Coronel y Concepción. Hasta hace poco, la actividad forestal era la principal fuente económica. Sin embargo, gracias al microclima –especialmente en la temporada estival- Hualqui acoge a una gran cantidad de turistas en zonas habilitadas para camping y picnic. O Rio Bío-Bío ou Biobío é um rio sul-americano que banha o Chile.(omito  a imagem e outras, deem aparecer na versão final)

O cumprimento é de 380 qms.

As terras do interior da comuna são secas e de argila, pelo que a produção era plantar vinhas e fabricar vinho, aguardente, chicha, bebida picunche feita de maçãs e outros frutos que fermentavam nas adegas das terras do pai do pai, sua futura herança. Não esperava que acontece-se o que sucedeu sem prévio aviso: o pai do marido faleceu, sendo as terras e outros bens, herdados por ele, com a parte que correspondia a viúva. Proprietário de terras e casas, outras entradas vieram ao bolso do marido com mãos que um filho nos anos quarenta. Foi uma bênção essa ajuda que la mãe Lucrécia, não deixava de enviar todos os meses para sustentar uma família grande. Essa mamã que, por orgulho, não foi ao matrimónio do filho, mas que morria de desejos de conhecer s nota e ao seu primeiro e único neto. Era-lhe impossível gerir só tantos bens, com um enteado que nem queria aparecer por El Pino, nome da fazenda. Um primo do engenheiro viu essa aflição, viúvo também, a pretendeu e casaram em silêncio, especialmente porque o novo marido era primo do pai engenheiro, sobrinho da mamã Lucrécia por afinidade. Casada e segura de estar bem cuidada, enviou una cata anunciando que no mês de Janeiro de 1943, visitaria ao novo casal, na sua casa de Santiago. Habituada a mandar e ser obedecida sem ninguém refilar, embaraçaram, foram a casa do filho e família, mas e ninguém estava ai. A Avó agira como a Dona Lucrécia que era, nunca imaginou que as famílias tinham outros planos. Era a rainha e como tal devia ser tratada, com saias largas, chapéu francês e um manto de peles sobre os ombros porque o Santiago de Inverno é frio. Furiosa por não estar ninguém em casa, mandou a novo marido a alugar quarto, sala e salão, como estava habituada. E ai ficou. O marido engenheiro telefonou de imediato a sua mulher que andava a visitar aos seus pais en Valparaíso, e saiu a correr, com o bebe sem comer, para tratar da casa e limpar com a empregada para receber, como deve ser, a tão alta dignitária como ela pensava de si. Era o hotel mais luxuoso e caro e ai disse que ficava. O engenheiro correu ao hotel, solicitou, não pediu, ser recebido pela mãe. Ela mandou ao marido, o pombo mensageiro nestas zaragatas familiares, quem era de excelente humor e ria por toda, especialmente neste caso caricato. A Senhora Dona mandou dizer que talvez amanhã iria a jantar. Apareceram. Recebidos na porta da casa pela mulher do filho, ela, tida perfumada, entrou com passo firme de cavalaria, comentou que casa tão feia e mal mobilada. Nora da Senhora Dona não foi cumprimentada, apenas esticou-lhe a mão para ser beijada na luva, e se sentou no sofá do trono e não falou. A habilidade da nora inspirou um pensamento, foi buscar ao bebe ao seu quarto, o levou todo bem vestido como sempre estava e o mostrou. A Senhora Rainha nem olhou, até que o bebe começou a choramingar de sono, ela olhou para ele, disse nem sabe a nora como tratar de crianças, dê-me o pequeno, e um segundo depois, o abraçou, o beijou em todos os sítios possíveis e não o largou, nem para jantar. Não saíram da casa, até mais duas semanas e ficaram ai, mandou ao coitado do marido a cancelar o Crillón e passou a adorar a nora e neto, sem permitir que os homens entrarem nas brincadeiras: era o seu neto! Não queria partir, mas os deveres do fundo e as poses deviam ser geridas: esse dever chamava.

A partir desse dia, não houve verão em que o bebe, já garoto, no fosse ao El Pino, onde era o príncipe para as maravilhas da avó……Era ir a Hualqui a cavalo, onde o meu cavalo esperava por mim e eu, nessa ansiedade do montar, mal chegava ai, montava e toca cavalgar. Era, como acontecia nesses tempos, um rapaz servente da casa, Sérgio, quem preparada a sela, as rédeas, ajudava-me a montar – eu era pequeno para tamanho animal. Como é evidente, o primeiro era ir cumprimentar a Avó e marido. Tinha por péssimo hábito, sentar-me num cadeirão de pau de rosa forrado em seda que eu não me atrevia a mexer, habituado com os meus irmãos a saltar pela mobília da casa até desfaze-la, para raiva do pai que devia estar sempre a gastar em móveis novos, até sermos proibidos de entrar na sala elegante: sempre mo quintal, a criar coelhos, regar hortaliças com a nana ou nos quartos a estudar. Não era assim com a Avó: era sentimental, abraçava-me, e chorava sentada no seu trono de Rainha e chorava. Chorava tanto, até esgotar o manancial de lágrimas, chorava de felicidade de ter o seu neto mais velho, dois meses com ela. O que mais gostava, era sair a cavalo, com as suas roupas de montar: saia larga, preta, chapéu com véu sobre a cara e um fuste que me indignava. Era para bater nos jornaleiros picunche e obriga-los a trabalhar mais. Larguei, com dissimulo a Avó, e comecei a ter amigos filhos dos trabalhadores punidos Queria ser como eles, andar sempre descalço sobre a terra se argila, espinhas das amoras que cresciam como entendiam, ou do fruto huaique, que nunca mãos vi. Mas, esse o meu desejo de sermos iguais, acabava quando a terra quente, as pequenas pedras que se incrustavam nos meus pés até sangrar, ou os picos das castanhas ainda não amadurecidas, e os terríveis ouriços onde as castanhas cresciam, com picos que era preciso retirar um a um dos pés feridos. A Clotilde, a Paula, o Sérgio, não tinham esse problema, a planta do pé era um calo cumprido, que causava outro problema: ter que tira-los do pé, para não infectar pé e perna. Mal eu não conseguia tratar do imitar, davam-me colo. Eu preferia as raparigas, o meu amigo tinha um problema: estava na idade da puberdade e corpo que tocara, especialmente macio e a cheirar bem, uma erecção acontecia que ele, de forma dissimulada, se esfregava contra o meu corpo. Nada disso eu entendia, mas parecia-me mal e, apesar de amigos, o seu colo não era ético para mim. Acabamos por ser excelentes amigos, ele tinha que tratar dos meus assuntos, mas eu pus distância. Excepto nas conversas, especialmente na sua idade de jovem adulto e eu na minha incipiente puberdade, as conversas sobre meninas era o pai-nosso quotidiano. Ele conhecia mulheres, eu ainda não. Procurou uma senhora para mim, dessas que sabem seduzir aos assustados primeiros em saber o que era fornicar. Foi nas nossas terras, onde ficou a minha virgindade, pelos doze anos, e nunca mais pariu. A Rainha da casa, a Senhora Avó, com a sua experiencia deve ter adivinhado e nunca mais fui sem família ao nosso fundo. Mas, eu sabia escapar e fugia com o Sérgio, aos nossos esconderijos, em procura de meninas. Se não havia, o facto acabava em conversas eróticas e masturbações dissimuladas, usando o chão com ervas para tranquilizar o nosso calor. Ou andar a cavalo sem sela. Coisas da infância, que aprendi com um rapaz do campo. Na cidade, especialmente no colégio privado, a sexualidade tratava-se em Educação Cívica, como se a libido não existir e não tiver importância para jovens púberes, em pleno crescimento da sua sexualidade: os colégios privados de sacerdotes ignoravam a evidente sexualidade dos seus estudantes e as formas das satisfazer, normalmente em masturbação colectiva dentro das casas de banhos, sítios aos que os inspectores de estudantes não iam, os sacerdotes ainda menos: sabiam o que ai acontecia e não queriam escândalos que puderem danificar o prestígio de um colégio tão afamado como esse ao que assistia o filho do pai, e maus tarde o seu Hermano No entanto, dentro dessas paredes todo acontecia e muitos de nós não sabíamos éramos os puros, os castos, os de grupo de estudos, os que queríamos ser profissionais, pelo que entre nós apenas se falava das namoradas e das coisas segredas que com elas se fazia. Estávamos nos anos 50-60 do Século passado. Havia mulheres para namorar e outras para pagar e estar com elas na mesma cama Parte do universo da infância. Vários de nós tínhamos namoradas de longa duração, especialmente um de nós, a praticar relaciones íntimas como acontece hoje em dia, namorada com quem casou e tiveram muitas crianças. Como muitos de nós, que não apenas estudávamos muito e bem, sempre a ganhar prémios, bem como tínhamos confiança com os nossos pais, falávamos com eles e sabiam dar conselhos eu nos cumpríamos à risca, especialmente os que tínhamos terras e experiências eróticas, que confidenciávamos aos pais.

As terras da nossa família ficavam do outro lado do rio, apenas serviam para produzir vinho e licores, que eram bem vendidos, uma capital de família que pagava estudos roupa e transporte.

Em este marco de forte desarrolho doméstico, cresceu o bebé do engenheiro.

Pai que ficara aliviado pela sagacidade da sua mulher a imensidão de presentes que tinha arrecadado para ele: sabão perfumado, marca Palmolive que no Chile poucos importavam pelos preços, roupas de seda muito largas para tão pouca carne e tamanho.

O seu problema era estar tanto tempo separado do seu filho. Era preciso resolver o problema, especialmente por causa do bebe habituar-se as caras de todos os dias: os avós, os tios jovens e solteiros. E do pequeno? Colado sempre a mãe, chorava imenso quando ela desaparecia por dois dias para estar com o marido no seu barco. Na sua sabedoria, tramou uma surpresa com o seu pai para deixar ao engenheiro em terra, ao pé do filho.

 

 

 

 


[1] A história pode ser lida no meu livro de 2010: Para sempre tricinco. Allende e Eu, Capítulo 6, Editado por Carlos Loures, Estrolabio, ligação  http://estrolabio.blogs.sapo.pt/523682.html

[2] Hualqui tem um significado em Castelhano: Según el Mapudungún: La curva del Bío- Bío deriva de la palabra WALLOTUN, que significa: rodear, cercar, rotar; lo que habría derivado a hualquiaun, lo que tiene relación con que el pueblo está asentado precisamente en una curva que hace el curso del río Bío- Bío. Hualqui es una palabra compuesta que desciende del mapudungún (Lengua nativa Mapuche). Se puede atribuir el origen de la palabra Hualqui a las características geográficas donde se encuentra la comuna, ésta se concentra principalmente entre dos esteros que desembocan en el río Bio-Bio, condición que en la antigüedad dio origen a una abundante fauna.

[3] Bío-Bío o Bío Bío, es un río que atraviesa parte de la zona sur de Chile y uno de los principales del país, tanto por sus características geográficas como su importancia histórica y económica. La etimología de Biobío proviene de Biu-biu, (en mapuche, vuu o viu, equivalente a doble hilo o cordón, nombre con el cual era designado por los mapuche, además de Butanleuvu o río Grande que también solían darle). Chiguayante é uma comuna da província de Concepción, localizada na Região de Biobío, Chile. Possui uma área de 71,5 km² e uma população de 81.302 habitantes (2002).

A comuna limita-se: a sudoeste com San Pedro de la Paz; a sudeste com Hualqui; a norte com Concepción

A humidade do rio e o sítio geográfico, têm permitido construir ima frase de tecelagem do melhor pano para fabricar roupas, pano que é exportado e cria parte da riqueza do país. A hustótia dessa indústria foi mudando. Pode-se acceder a ela em:  http://raravenahistoria2008.blogspot.com/2008/11/historia-industria-textil-chiguayante.html

Estou a escreve este livro  para aventar, muito pessoal. Por dúvidas de um aventadorsobre reiterações de andar a reescrever textos, envio este. Mas será o unico trço do livros, esta parte do capítulo I

Raúl Iturra

nota:a investigação sobre a infância tem necessásrias reiterações. Ver Miller, Klein, Freud, Bion, Sampaio. Começa numa hipótese e se aprofunda ao longo da vida. A minha tem 45 anos de inquérito

Comments


  1. que lhe apetecia estudar: engenheria?

    Será um curso idêntico ao do Zézito? 😉

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