Como alcançar rapidamente o estado de desgraça

Foi fácil: governar para os bancos, as grandes empresas e os donos da Europa. Verdade se diga que sem subterfúgios e mentiras, como fez o governo anterior.

Privatizar o que dá lucro, colocar as relações laborais ao nível da China (nalguns aspectos para pior), assaltar os ordenados (directa e indirectamente via IVA e IRS) e fazê-lo com o ar mais sério deste mundo, como se realmente se estivesse a combater a crise. Restaurar a caridadezinha,

Conhecendo um pouco do modo de funcionar português, para já isto passa. Depois virá a contestação institucional, sindicalizada, o pessoal fará umas grandes manifes, com piquenique, e voltará para casa animado.

E lá para o Outono / Inverno, nessa altura estarão a renegociar a dívida, é claro, porque até lá cada vez menos impostos serão cobrados; chegará a outra, a revolta espontânea, à revelia dos sindicatos e partidos.  É disso que eles têm medo, vários comentadores de direita avisadamente o vão repetindo, e será isso que lhes cairá em cima.

Tenham medo, muito medo.

Comments

  1. Foi, de facto, um nojo. Graças a este aldrabão vou fugir para Marte. Existe lá vida, pois existe?!

  2. Pisca says:

    Quando lhes perguntaram ontem quando iam renegociar a divida responderam:

    – Nem pensar, que é isso, que irresponsabilidade, nunca, jamais em tempo algum !!!!

    Daqui a uns mesitos, começam os “espacialistas” a dar umas bocas nas tv’s e afins, e deverão dizer algo assim:

    – Dada a nossa incrivel inteligencia, dada a nossa inultrapassável capacidade, dada a nossa incomensurável sabedoria, VAMOS RENEGOCIAR A DIVIDA, só nós nos poderiamos lembrar de tal saída, aliás a unica !!!!

Trackbacks

  1. […] mesmo assim, porque raio só os contribuintes particulares o fazem? E as empresas? Onde param os bancos, as companhias de seguros e as outras grandes empresas que têm milhões de milhões de euros de […]

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