Imposto Extraordinário

Não havia nexexidade
Quem ganhar mais do que o salário mínimo, vai pagar com língua de palmo no subsídio de Natal e ter de fazer mais e mais contas para que o magro orçamento de que dispõe lhe chegue.
Parece que o imposto vai ser progressivo, antes assim, mas mesmo assim, porque raio só os contribuintes particulares o fazem? E as empresas?
Onde param os bancos, as companhias de seguros e as outras grandes empresas que têm milhões de milhões de euros de lucros trimestralmente? Para essas não vai haver imposto extraordinário?
Para além destas medidas, sabe-se que nada vai ficar por aqui, e prevê-se que os sindicatos, sempre preocupados com o bem Nacional, não fiquem parados e encetem formas de luta. Vem aí uma nova Grécia?
Agradeçamos aos que os precederam.

Comments

  1. Paulo Martins says:

    porque raio só os contribuintes particulares o fazem? E as empresas?
    sinceramente… ainda nem tinha visto bem isso!
    Não pondo em causa o que escreve, a ser verdade, é escandaloso famílias com 1000 Euros terem de pagar, e as Empresas & Bancos… Só benesses?

    Sei que não vai dirigido às pessoas certas, mas deixo o aviso:
    A muitos (incluo-me) está a crescer a vontade de bater em alguém !!!

  2. Paulo Melo says:

    O imposto “não é” progressivo, isto é, de acordo com a regra dos 50% acima do salário mínimo, e como a própria regra indica, tudo que ganharmos acima do salário mínimo será tributado a 50%.
    Neste imposto, o espírito é diferente dos escalões do IRS, é 50% para todos e para todo o rendimento que exceda o salário mínimo.
    Efectivamente ficamos coma ideia que o imposto é progressivo, e na prática será, porque os primeiros 485 Euros estão isentos – caso não estivessem [isentos], o imposto seria de 50%.


    • Parece-me exactamente o mesmo espirito dos escalões do IRS – estabelece-se um limite e a parte do vencimento acima desse limite é taxada. A diferença é que este imposto tem apenas dois escalões (0 e 50%) e o IRS tem para aí uns cinco; mas, matematicamente, o mecanismo é exactamente o mesmo.

      • Paulo Melo says:

        No IRS incide apenas uma taxa por rendimento, aqui vão incidir duas taxas por rendimento (0% para os primeiros 485 EUR e 50% para os restantes EUR) – para quem calcula os salários, são abordagens distintas, o IRS é calculado com base numa tabela de intervalos (os tais 5 escalões), e este imposto terá de ser calculado na hora (não seria a solução mais lógica estar a criar uma tabela com todos os salários possíveis e respectiva taxa progressiva. Sim porque enquanto o IRS é por escalões, este imposto é ao cêntimo – teria de calcular a taxa progressiva cêntimo a cêntimo).
        Resumindo, sim de facto, matematicamente o imposto será progressivo (tal como a tabela o demonstra), mas julgo que quem pensou no imposto não estava a pensar “vou criar um imposto progressivo”, mas sim “vou tributar a 50% todo o rendimento acima do salário mínimo”, com o objectivo de isentar quem tenha o rendimento mínimo.

  3. Toino says:

    Já viram que a não aprovação do imposto extraordinário sobre as mais-valias feitas pela PT resultantes da venda da VIVO eram precisamente o valor que prevêem agora arrecadar à conta dos otários?
    A “troika” PS/PSD/CDS recusaram essa medida na AR.
    Os proponentes também parece que se esqueceram da proposta que apresentaram pois não falam nisso.
    Diziam alguns que era subverter as regras fiscais. E antecipar distribuição de dividendos é o quê? Mas se for tributar os “ricos” que ganham 1000, 1200,1500 euros já é legal e não subverte nada.
    O Dr Ricardo Salgado já veio congratular-se com a medida tomada pelo governo. Pudera, paga o povo os milhões que ele devia ter pago.
    Mudaram as moscas…