Chapelaria Necessidades, chapéus à medida

Roubado ao Nelson Louro Alves no Google+, que começa a servir para alguma coisa.

O celibato como sistema reprodutivo de pessoas, bens e saberes em aldeias camponesas

        Este texto é a reconstrução por escrito das minhas palavras sobre a reprodução no IV Congresso de Antropologia de Espanha, realizado em Alicante. Ao trabalhar o argumento que apresentara com base num esboço, outras ideias levaram-me um pouco mais longe em relação à exposição original. De facto, este texto é fruto do estudo que venho desenvolvendo sobre racionalidade, reprodução e estratégia, para o qual me sirvo de dados sobre camponeses europeus, estando, portanto, entrelaçado com o argumento que debato em vários outros textos dispersos pelo mundo. É, por isso, que no final, incluo uma lista deles que, oxalá, pudessem juntar-se a este para sua melhor compreensão. Em qualquer caso, o que pretendo aqui é inspeccionar as ideias e factos que, não sendo das aldeias estudadas, fazem parte da etnografia que um antropólogo europeísta deve consultar e que é possível encontrar na História, na lei positiva e canónica, na religião como na doutrina, Igreja e fiéis, assim como na economia teórica e conjuntural. É este o contexto dos factos da lógica camponesa que, na sua dimensão própria, está registado nas relações sociais e na tecnologia, que são os textos do saber oral e da sua cultura.

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Vítor Louçã Gaspar disse correctamente o nome de Sónia Fertuzinhos!

Foi hoje no Parlamento. O ministro das Finanças, Vítor Louçã Gaspar, respondeu à deputada do PS, Sónia Fertuzinhos, e conseguiu dizer o seu nome correctamente, embora com uma lentidão ainda maior do que é costume. Triunfante, fez a cena do costume. Pediu imensa desculpa por ter dito o nome dela muito devagar (como se as outras palavras ele as dissesse depressa) e aludiu à sua tradição de confundir nomes no Parlamento. Sim, porque, nas suas próprias palavras, Fertuzinhos é um nome difícil de dizer.
Imagino a cena em frente ao espelho: F-e-r-t-u-z-i-n-h-os. F-e-r-t-u-z-i-n-h-os. Fer-tu-zi-nhos. Fer-tu-zi-nhos. Fertu-zinhos. Fertu-zinhos. Fertuzinhos. Consegui, consegui.
Felizmente para Vítor Louçã Gaspar, Narana Coissoró já não é deputado. Nem Krus Abecassis. Nem Eleutério Alves. Nem Hermenegilda Camolas Pacheco. Mas Rosa Albernaz ainda é. E Ana Maria Bettencourt também. E Honório Novo, esse nome tão difícil. Temo que a reputação da eloquência de Vítor Louçã Gaspar seja destruída muito brevemente.
Este tipo é um prato!

Carro ou comboio?

Comboio ICE da DB, com wi-fi enquanto se viaja a 300 Km/h

Comboio ICE da DB, com wi-fi enquanto se viaja a 300 Km/h

Bate-se muito na opção do carro em detrimento do comboio mas vejamos. Uma viagem de carro Lisboa-Coimbra, por exemplo, com duas pessoas fica ao mesmo preço do comboio. Com três pessoas no carro fica mais barato. No carro não há horários estranhos, digamos assim, nem ligações perdidas por instantes.

É certo que os combustíveis têm vindo a ficar mais caros. Mas, por incrível que possa parecer, é um ponto negativo para o carro que não tem tornado a opção comboio mais atractiva. E o que fazem outras empresas de comboios? Pensam em horários convenientes, melhoram a qualidade de serviço, têm tomadas de electricidade nos comboios (sim, em alguns comboios da linha do norte também há algumas tomadas a funcionar) e agora até já têm wi-fi. E, claro, é possível planear toda a viagem num site bem feito, onde até, ó sacrilégio, é possível alugar um carro.