Good mood & bad Moody’s

A Antena 1 anunciou-o mas errou. Já o ionline esteve bem. O site da Moody’s não esteve em baixo nas sim a bloquear os acessos a partir de Portugal. Com efeito, o moodys.com está a dar erro mas acedendo a partir de um proxy internacional, funciona. Malandrecos, têm a lixeira cheia.

Chanfana, com receita e tudo

Os entretenimentos 7 Maravilhas de qualquer coisa chegaram ao prato e colocaram  a minha região no topo, o que deve explicar alguma gordura que um tipo magro como já foi vai acumulando. Na secção carnes concorre o Leitão à Bairrada (o que dava uma conversa com pano para muitos aventais de cozinha) com a dobrada tripeira, e, milagre, o maior invento da nossa comidinha: a Chanfana.
Esqueçam a lenda das invasões napoleónicas, deixem sobretudo a ideia de que cabra não se come, observa-se. A Chanfana, usando o vinho, engenho e paciência, faz de uma carne pouco apetecível algo de chorar por mais. Muitos odiadores da simples ideia de se cruzarem com o simpático animal no prato já vi rendidos. Deixo-vos a receita: [Read more…]

Deus e a internet

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Assisti há dias a uma discussões do género “é como eu digo”, “não, não, é como eu digo”. Uma daquelas teimosias que às vezes davam em apostas mas que neste caso teve um desenvolvimento novo. Um dos arguentes sacou do telemóvel, ligou-se à Internet e foi à Wikipédia buscar argumentos para a sua discussão.

De Deus diz-se ter as características da omnisciência, omnipresença e omnipotência. Este meu amigo rápido a sacar da sua geringonça internética procurou estar perto de tudo saber. Graças às redes sociais, acaba por estar com os seus amigos alemães, ao mesmo tempo que fala com a família em Portugal e com a namorada que está a fazer um curso em S. Francisco. Uma espécie de omnipresença, portanto. Para compor a áurea divina faltar-lhe-ia a omnipotência, mas a publicidade com slogans como “Yes, you can”, “Just do it”, “Tu mereces”, trata de lhe dar essa ilusão.

A Internet no bolso está a mudar a forma como as pessoas interagem. A radio, a imprensa, o telefone e a televisão trouxeram novas formas de aceder à informação. O computador e a Internet tornaram esses mesmos acessos ainda mais versáteis. Mas o “always on” vai muito além destas mudanças, transformando o individuo numa entidade mais dispersa. E se um dia se encontrar a forma de preservar a vida muito para além da nossa existência de algumas décadas, o que seremos então?

OPART e ilegalidades

Exmos. Srs. Bloggers, Exmos. Srs. Contribuintes

Sou funcionário há já largos anos do agora designado OPART – Organismo de Produção Artística, EPE (entidade pública que engloba e gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de São Carlos) e há muito tempo que assisto passivamente, e por receio pelo meu posto de trabalho e o dos meus colegas, a algumas ilegalidades que se vão praticando nesta instituição, especialmente nas alturas que antecedem às mudanças de governo como agora acontece. É público que os cargos do CA e das Direcções Artísticas deste organismo são feitas nomeações políticas. A última nomeação feita no OPART, e dada a conhecer a todos os seus funcionários, pela Directora de Recursos Humanos através da Comunicação Interna nº 08/2011 de 03 de Maio de 2011 (que tinha como “Assunto”: Nomeação) servia para “informar que o Dr. João Villa-Lobos se encontra a exercer funções de Vogal do Conselho de Administração do OPART, E.P.E., com efeitos desde 28 de Abril de 2011”. Mais adiantava que “brevemente o novo Vogal do Conselho de Administração realizará uma visita às instalações do OPART – E.P.E., acompanhado pelo Vogal do Conselho de Administração em funções, Maestro César Viana.[Read more…]

As juntas médicas

Serão as juntas médicas, a solução para o restauro financeiro da Segurança Social? Conheço variados casos de pessoas que infelizmente padecem de doenças graves como o cancro, e são enviadas para o trabalho, para que morram a produzir.

Este tipo de situações tem-se vindo a revelar com muitíssima frequência já que acompanho um parente próximo a frequentes juntas médicas e deparo-me com casos terminais às vezes de doentes que são obrigados a ir trabalhar, mesmo que não produzam nada e sejam as vezes até um entrave dada a sua condição de saúde, para os seus colegas de trabalho.

Tenho vindo a entrevistar muitíssimas pessoas, e a recolher exames médicos, e outra documentação para ir registando falhas médicas graves do nosso Sistema Nacional de Saúde. Este tipo de situações acontecem quase sempre em grande percentagem aos funcionários públicos, e ou empresas que têm contratados seguros médicos a grandes multinacionais. [Read more…]

Factores de reprodução social em sistemas rurais: trabalho, produção e pecado em aldeias camponesas

https://i0.wp.com/bp3.blogger.com/_v5D4iHsJtk0/R7Y7vrEJJRI/AAAAAAAAAzE/9aosKNUD57U/s400/DSC06415.JPG?resize=280%2C206         Embora num sistema rural se possa definir pela cultura que nele surge como dominante, seja porque proporciona o sustento ou o dinheiro, seja porque ocupa a maior parte do tempo de trabalho, e por fim, da criação da sociedade e cultura, com ele coexistem outras actividades produtivas que o complementam. No caso das aldeias, que tenho estudado no Chile e em Portugal, produtoras de uvas e de vinho, ou nas aldeias produtoras de leite que estudei na Galiza, o milho, as batatas, as azeitonas, as hortaliças, os animais, as matas, compõem o contexto mais amplo dentro do qual se desenvolve o trabalho principal. A produção de  tecnologia e a renovação dos instrumentos são também parte do processo de trabalho. [Read more…]

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