Paulo Portas partirá numa viagem pelas capitais dos países da CPLP, procurando encontrar soluções para a situação em que a partidocracia nos colocou. Esta catástrofe poderia ter pertencido à esfera das meras conjecturas, se os governos que têm navegado á vista quanto às prioridades do país, não tivessem descurado aquilo que o “tal sector” – o apontado “maior, mais antigo, transversal e informal Partido clandestino de Portugal” – tem indicado desde há décadas. Se existe algo a apontar quanto a estes contactos, será pelo atraso. Este périplo não pode cinjir-se à tentativa de venda de dívida pública ou angariação de contratos para as empresas portuguesas. O Estado não é uma agência de negócios privados. Há que ir muito mais longe, mas isso já é do domínio da grande política.
O tempo está contra nós, mas no Palácio das Necessidades, o governo começa como deve.
Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. 





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