EMEL e os estacionamentos em Lisboa

A EMEL mudou recentemente o sistema tarifário do estacionamento de rua, pretexto para se tentar perceber quanto vale o mercado dos parquímetros na capital.

Custo do estacionamento em Lisboa Custo do estacionamento em Lisboa Custo do estacionamento em Lisboa

imagens: site EMEL

De acordo com os tarifários anunciados:

  • Zona verde: 62% dos lugares, 0.80€ / hora
  • Zona amarela: 35% dos lugares, 1.20€ / hora
  • Zona vermelha: 3% dos lugares, 1.6€ / hora

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Ideias para o Verão – Don’t Worry Be Happy

Na vida temos por vezes problemas e quando nos preocupamos ainda os dobramos. Por isso, não te preocupes, sê feliz.  Uma música de Bobby McFerrin.

Portugal não é uma novidade

Em Portugal, um carro incendiado é caso para espanto geral. Montras partidas por contestatários, são coisa mais própria de altercações entre regateiras que objecto de contendas políticas. Barricadas surgem uma vez por século, assim como as invasões de propriedade alheia, as vinganças físicas sobre opositores políticos e outros ademanes bem típicos de outras paragens. “Isto” não é a França, país velho mas numa eterna puberdade.

Há uns vinte e cinco anos, chegava a Lisboa uma esquadra da NATO. Os seus marujos tinham deixado um rasto de destruição noutros portos do norte da Europa e aqui atracando as suas naves, despreocupadamente desembarcaram com a intenção de realizarem as mesmas façanhas depredadoras. As unidades portugueses da RM Lisboa estavam de prevenção e o meu irmão reuniu os efectivos do quartel do Vale do Forno, encaminhando-os para a zona do Cais Sodré. A lição foi fulminante e magistral. Os hospitais de Lisboa tiveram uma noite de azáfama, pois os militares estrangeiros que pretenderam uma campanha de alegre destruição nas vielas e botequins da zona ribeirinha, não foram muito longe nos intentos. No dia seguinte, um bastante indignado almirante estrangeiro, queixava-se aos seus homólogos portugueses. A resposta deverá ter sido aquela que se esperava e na verdade, não me recordo de outra noite agitada por tropelias da NATO ou de qualquer outro conviva.

Às grandes ameaças, os portugueses normalmente reagem com a calma que a ponderação dita. É esta, a enorme vantagem de um povo já considerado antigo por quase um milénio de vicissitudes e esporádicos sucessos e que tem aquela certeza do há a fazer.

“Isto” não é uma novidade como Espanhas, Itálias e muito menos ainda, Grécias. Não é.

O pecado através dos tempos

1 – A heterogeneidade

          Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. [Read more…]

Vândalos e Inimputáveis

Antes: a barragem do Sabor é um crime!

Depois: a barragem do Sabor é um desígnio da EDP, aquela empresa outrora pública que paga 3 000 000 de euros a gestores privados.

E é verdade…

musiquinha

PS assinala que “redução das desigualdades” foi constante desde 2005

Os exemplos até, por acaso ou não, corroboraram a tese. Um empregado de balcão num banco conseguiu chegar a administrador. Um vendedor Avon subiu até a administrador dos CTT mesmo sem licenciatura.  Outro  foi vogal, também nos CTT, apenas com a frequência do 3º ano de um curso de  Contabilidade e Administração. Depois há aquele Dragão de Ouro que, de funcionário do Banco Cetelem, chegou a Administrador executivo da “holding” Portugal Telecom e a Administrador Não-Executivo da Tagus Park. Isto apesar daqueles que já estavam bem e, por isso, não puderam melhorar assim tanto. Mas enfim, não pode ser só aspectos positivos…

Desde 2005 houve muitas desigualdades reduzidas. Infelizmente o anterior governo não esteve lá tempo suficiente para que chegasse a vez a todos.