Mercado não quer veado

veadoNos últimos tempos temos assistido aos apetites gastronómicos do Mercado, os quais se tem manifestado em parangonas como “Dívida: no primeiro leilão pós-PEC a procura superou a oferta” (i), “Leilão de dívida pública teve grande procura e juros a dez anos em baixa ligeira “ (Público) ou ainda “Dívida portuguesa com forte procura” (DN).

Apetites não se discutem e cada qual come o que bem entende mas, com um apetite assim voraz, sempre pensei que o Mercado acabasse por comer algum veado, não destes mas daqueles que a Câmara da Nazaré tinha posto à venda. É certo que pagar a pronto, ter alvará da Autoridade Florestal Nacional e possuir um documento atestando que o comprador teria condições para abrigar os veados é capaz de ter afastado um ou outro interessado. Mas não terão sido estas simples e universais condicionantes que terão impedido o Mercado de se satisfazer com estes belos cervídeos, sendo antes o seu gosto por lixo a determinante condicionante para esta ausência.

Mercado não quer veado, está visto, o que torna oportuno lembrar aquela velhinha anedota do Bocage quando ele entra no comboio e pergunta “- Um par de cornos, quem precisa?” e, perante a ausência de resposta, deixa sair entre dentes “- Está tudo servido”.

Barragens e idiotas

O duo de governantes – José Sócrates e Pedro Silva Pereira – mais incompetente da democracia portuguesa (junte-se-lhes o Pinho e passa a trio, acrescente-se o Silva, o Lino, a Rodrigues e chame-se-lhe orquestra) deixou no país marcas perenes da sua idiotice e teimosia militantes.

Para além das dificuldades económicas que só agora os portugueses começam a perceber, o legado destes senhores é assombrosamente negro, apesar de todos os avisos vindos de algumas opiniões minoritárias mais esclarecidas, apesar dos estudos, apesar do bom-senso, apesar, finalmente, da crueza dos números. Vândalos e inimputáveis, chamou-lhes justamente  o Dario Silva.

Muita água deixará de correr debaixo das pontes até se avaliarem todas as consequências das decisões e mentiras desta gente.

Mas foram estes os únicos e os verdadeiros idiotas? Só se, paternalisticamente, acharmos que todo o país é apenas vítima passiva de malabaristas que actuaram furtivamente na insondabilidade das sombras.

Os idiotas que mantiveram estes idiotas seis anos no poder, os idiotas que os reconfirmaram na direcção do PS, não lhes ficam atrás em idiotia, muito antes pelo contrário. Foram precisos muitos idiotas úteis para eleger um idiota inútil.

A resprivada.

Não sou linguista.
Não apoio o Acordo Ortográfico.
Passo a explicar. Como cidadão crítico e informado não aceito que, a nível ético, seja obrigado a fazer algo que não compreenda. O Estado, essa entidade abstracta gerida por sisudos técnicos e burrocráticos amanuenses que veneram contas, gráficos e quadros, não me pode obrigar a executar funções que não me são devidamente explicadas.
Como cidadão letrado e minimamente informado também sei que o Acordo Ortográfico na sua essência teórica está mal explicado. Que vem quase 20 anos depois de ter começado a ser delineado, que a sua utilidade educacional é quase nula e que no seu teor existem inúmeras contradições ao nível da linguagem e da gramática. Mas nem vou por aí. De resto há opiniões mais abalizadas que a minha para discutir estas questões científicas.
Mas o que irrita verdadeiramente é que coisas como a Língua, a Saúde, a Educação, a gestão do Território e do Tesouro público sejam alvo de decreto sem que os cidadãos sejam ouvidos. Num referendo, por exemplo. [Read more…]

Casamento, ritual e lucro: a produção de produtores numa aldeia portuguesa (1862-1983)

rituais de casamento       1. O Problema.

 Falar em produção de produtores significa, para mim, falar nos meios, ritualizados ou não, através dos quais tem lugar a produção de seres humanos que trabalham a terra. A produção de produtores é uma parte de um processo muito mais vasto de reprodução social. Torna-se necessário, por isso, esclarecer, antes de mais, o que entendo por reprodução social e o que esta é enquanto processo.

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Moody’s Europe Tour

moody's europe tour

 

Moody’s cortou rating da Irlanda para “lixo”

  • Grécia
  • Portugal
  • Irlanda
  • Itália
  • Espanha
  • Talvez ainda dê para mais um país se não faltar o gasóleo
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