Tadelakt

Há centenas de anos que na região de Marraquexe se utiliza uma técnica de revestimento na construção, aplicada tanto em paredes, pavimentos e tectos, como em peças de mobiliário, como sejam banheiras, lavatórios, camas ou piscinas. Pelo facto de ser um revestimento impermeável, era inicialmente usado nas cisternas e nos hammam, ou banhos públicos, pensando-se que os Berberes já o utilizassem há cerca de 4.000 anos.

A sua grande qualidade estética, possibilidades plásticas, durabilidade e suavidade ao tacto, tornaram-no na imagem de marca dos interiores de Marraquexe, estando presente nos grandes hotéis e riads da Cidade, e fazendo a ponte entre o tradicional e o moderno.

Chama-se Tadelakt, designação que provém do Árabe “dlak”, que significa massajar ou amassar, dado que é uma argamassa tem de ser “apertada” para lhe ser retirado todo o ar existente no seu interior. O tadelakt é um reboco à base de cal da planície do Haouz, que utiliza o pó de mármore ou a areia fina como inerte, pigmentado, apertado à talocha, barrado com sabão diluído em água, polido com um seixo e, opcionalmente, finalizado com uma camada de cera.

É um revestimento da família dos nossos rebocos “estanhados”, “escaiolas” ou “queimados à colher”, que aliam o carácter estético e decorativo com a durabilidade e conforto do material.

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Como o Grinch roubou o Natal

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É só por um ano… Ou não.

Votei PSD. Já me arrependi?

Fui dos que votou neste governo. E sim, sabia que estas e outras medidas aí viriam. A questão é se outro governo faria diferente. Veja-se o anterior executivo, por exemplo. Ao fazer o cortes que começaram em 5% nos vencimentos da FP e das empresas participadas pelo Estado (para valores salariais ilíquidos superiores a 1500 euros), o que é que isso significou? 5% x 14 meses = 70% de um ordenado. Podemos dizer que estas pessoas já tiveram um corte de 70% num dos subsídio de férias ou de Natal.

Não gosto e, acredito, que ninguém goste destas medidas. Eu nem sequer trabalho na FP mas uma coisa é certa sem estas e outras medidas não haveria salários para  que recebem do Estado. Há outras soluções? Eu diria que  houve outras soluções. Por exemplo, podia não se ter nacionalizado o BPN. Podia não se ter despejado dinheiro a rodos em pseudo-formação nas empresas. Podia ter-se recorrido a esta ajuda externa um ano antes, assim evitando o definhar que os juros altos nos trouxeram. Podia não se ter lançado dinheiro para empresas em pré-falência. O que que se ganhou com a anterior política? Dois bancos falidos e um gigantesco buraco nas contas públicas (um pela nacionalização, outro que é uma bomba armada pelo aval de 450 milhões); pessoas que acabaram na mesma no desemprego depois de passada a pseudo-formação (mas deu para adiar os maus números do desemprego); juros insuportáveis que iremos pagar nos próximos anos; empresas que faliram na mesma (veja-se a Qimonda, só para citar uma).

Os portugueses tiveram em 2009 uma hipótese de mudar o rumo do país. Em vez disse deram uma carta branca para Sócrates dar o passo em frente quando estávamos à beira do precipício. E isso teve um custo, sendo este corte apenas a primeira das facturas a pagar. Já me arrependi ter votado PSD? Na verdade, arrependo-me de ter precisado votar PSD, o que é algo diferente. Foi o que expliquei na altura oportuna.

editado

Carta aberta à Junta da Galiza.

(c) Dario Silva , 2010 em Aventar

Há exactamente 125 inaugurou-se a ligação ferroviária entre Portugal (Minho) e a Galiza. Inaugurada a 25 de Março de 1886, a ponte internacional de Valença ditou mais de um século de viagens. Acaba a 10 de Julho deste ano essa união com a «supressão do trajecto Valença/Vigo/Valença». Segundo a CP «não [estão] reunidas as condições para a continuidade da exploração».

O que eu pergunto é: o que pensa disto a Junta da Galiza? O que pensam aqueles que têm inscrito nos seus planos estratégicos a famosa máxima de que o Norte de Portugal só pode aproximar-se à Galiza? Como é que neste clima de euforia institucional e regionalista se pode enquadrar esta decisão? Mais: como é que se pode querer justificar um comboio de alta velocidade quando, pelos vistos, a falta de passageiros actualmente força o encerramento dos serviços entre duas das maiores cidades do Noroeste da Península? (E, repare-se estamos a falar de uma distância de menos de 150 km que numa linha devidamente modernizada e electrificada poderia ser feita em menos de 2 horas). [Read more…]

A RTP e a privatização

O presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social defende, em entrevista ao Expresso, que uma possível privatização da RTP empurraria os outros operadores privados, SIC e TVI para uma concorrência feroz, não em busca do lucro, mas da sobrevivência. O responsável defende a manutenção do serviço público em tempo de crise económica e social. [no Público]

Como há dias escrevi, o papel do Estado não é garantir que o mercado dos privados existe. Isso é problema de quem investe. Mas ao longo dos anos temos visto justificado o persistente fecho do mercado de TV à conta do argumento “o mercado não chega para todos”. Esta lógica até se aplica quando em causa nem sequer está o limitado espectro radio-eléctrico, como no caso do cabo. Prova suficiente que as TV querem é proteccionismo, uma espécie de mercado farmacêutico dos remédios audiovisuais.

Se Passos continuar com a sua ideia de privatizar a RTP pode ter a certeza que SIC e TVI lhe moverão uma guerra sem quartel por causa do aumento de concorrência no mercado publicitário. Rapidamente, a agenda dos media se sobreporá à agenda do país.

Natal é…

Segundo Passos Coelho veremos no Natal o respectivo subsídio cortado a meio. A minha maior preocupação é que Natal é quando o homem quiser.

A liberdade de pensar – Uma história

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Uma história

 A partir do Século XVI, começou a aparecer no Continente europeu uma forma de entender a vida, denominada liberdade de pensar. Quem começara com estas ideias, foi René Descartes- (La Haye en Touraine, 31 de Março de 1596Estocolmo, 11 de Fevereiro de 1650),  filósofo, físico e matemático francês. Foi corrigido por outros filósofos, mas persistiu, batendo com a teologia, ciência que imperava na forma de pensar ao longo desses tempos. Especialmente entre as crianças que deviam ser instruídas nas formas de pensar costumeiras, religiosas, para o seu bom comportamento conforme as crenças que professavam. A Igreja Católica, tinha sido reformada com as ideias de Martinho Lutero, Jean Calvin e John Knox, As crianças eram as mais cuidadas para aprenderem a doutrina que professavam, que incluía a catequeses.

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Serão da Província?

Tadim, Largo da Igreja. Hoje houve festa.

 

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