A vida é tramada

Maria José Nogueira Pinto

foto: José Boavida Caria

Maria José Nogueira Pinto morreu aos 59 anos. Uma jovem.

Ideias para o Verão – Ego trip

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Em vez de uma viagem aos Açores, que o dinheiro anda curto, faça uma viagem ao seu mundo facebookiano.

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Impresisonante. Uma forma diferente de fazer publicidade.

Ninguém gosta dos transportes públicos

A moda agora é defender que se acabe com tudo o que dá prejuízo.
Parece-me bem, principalmente se contabilizarmos tudo que temos que contabilizar sempre que analisamos o custo de um serviço.

Eu por exemplo acho que os custos atribuídos ao transporte individual privado estão subavaliados… não consideram quanto tivemos que investir em infraestruturas (nomeadamente autoestradas), o impacto que tem no ambiente (qualidade do ar e não só), o impacto económico das importações de petróleo (que, não, não vão ser compensadas com a construção de mais barragens), o impacto social de ter menos tempo disponível para trabalho/descanso (pelo tempo que passam em filas de trânsito) etc, etc.

Por isso até acho que devíamos aumentar o custo da gasolina (para 2€/l por exemplo) e/ou portagens de forma a incorporar esses custos. A receita extra seria naturalmente para aplicar em transportes públicos.

Não em projecto faraónicos tipo tgvs que não têm nada de público e limitam-se a ser fonte de rendimento para construtoras mas… sei lá… por exemplo para acabar a remodelação da linha do norte (que começou há 20 anos) para os pendulares poderem circular sempre a 200kmh, ou, bem há centenas de pequenos projectos possiveis que poderiam ser feitos.. é só escolher. Mas claro, primeiro é preciso decidir.

Quanto vale a palavra de Pedro Passos Coelho?

Santana Castilho *

Sob a epígrafe “Confiança, Responsabilidade, Abertura”, o programa de Governo garante-nos que “… nada se fará sem que se firme um pacto de confiança entre o Governo e os portugueses … “ e assevera, logo de seguida, que desenvolverá connosco uma “relação adulta” (página 3 do dito). Tentei perceber. Com efeito, é difícil estabelecer um pacto de confiança com um Governo que não se conhece no momento em que se vota. Mas, Governo posto, o que quer isto dizer? E que outra relação, se não adulta, seria admissível? O que se seguiu foi violento, mas esclarecedor. Passos afirmou em campanha que era um disparate falar do confisco do subsídio de Natal? Afirmou! Passos garantiu que não subiria os impostos e que, se em rara hipótese o fizesse, taxaria o consumo e nunca o rendimento? Garantiu! Passos prometeu suspender o processo de avaliação do desempenho dos professores? Prometeu! Mal tomou posse, sem pudor, confiscou, taxou e continuou. O homem de uma só palavra mostrou ter várias. Ética política? Que é isso? Confiança? Para que serve isso? Relação adulta? Que quer isso dizer? [Read more…]

Carlos Moedas: um percurso invejável

Passou por quase tudo o que é pai da crise. É obra, é o que se chama um homem preparado. A ler Carlos Moedas, ao seu dispor.

A Festa dos Tabuleiros em Tomar. 2 – As primeiras edições

Nos primórdios da Festa dos Tabuleiros de Tomar, o cortejo saía de casa do mordomo principal, em cuja janela era exposto o pendão do Espírito Santo. Mais tarde, passou a sair da Santa Casa da Misericórdia.

Os tabuleiros reuniam-se então na rua da Graça, no domingo de Pentecostes, desciam a Corredoura até Santa Maria do Olival. A partir de 1893, a benção realiza-se na igreja de S. João Baptista.

Antes dos tabuleiros, ia a bandeira vermelha do Espírito Santo e três mordomos conduzindo as coroas simbólicas do «mistério da Trindade». Há quem diga, no entanto, que os mordomos iam depois dos tabuleiros. No fim, seja qual for a versão do cortejo apresentada, iam as filarmónicas e dois carros triunfais, acompanhados, cada um deles, por uma criança vestida de anjinho. Os carros destinados ao pão e ao vinho só surgiram depois de 1950.

Depois da missa e da benção do pão e da carne, o cortejo prosseguia pela Levada até à Misericórdia, em cujo celeiro e açougue eram recolhidos os tabuleiros e a carne.

Na segunda-feira, o bodo ou peza era distribuído em todas as casas da cidade – um pão e um quinhão de carne (dois quilos). O vinho só começou a ser distribuído depois de 1950. O pão tinha de estar «furado pelas canas das armações» dos tabuleiros, caso contrário as suas reconhecidas virtudes profilácticas não se fariam sentir. [Read more…]

“O Caminho de Ferro e o desenvolvimento económico Alto Minhoto”

“A Direcção da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho têm a honra de convidar Va. Exa. a estar presente no próximo dia 8 de Julho (6ª feira), pelas 21h00, na Sala de Conferências da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, em Monção, para assistir à conferência que será proferida conjuntamente pelo Prof. Doutor Jorge Alves da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM; pela Prof. Elsa Pacheco – Prof. Associada do Departamento de Geografia da Universidade do Porto e por Hugo Pereira – CITCEM/Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
A conferência conjunta intitula-se O Caminho de Ferro e o desenvolvimento económico Alto Minhoto.
Esta é a 4ª conferência organizada pela Casa Museu de Monção/UM no âmbito do ciclo de conferências comemorativas dos 750 anos da atribuição do Foral à vila de Monção.

Os leitores do Aventar merecem o melhor: Da chegada do comboio a Monção(1915) – A Inauguração da Ecopista do Rio Minho – Travessas do caminho-de-ferro – Outras travessas em Melgaço – A integração de Portugal na Rede Verde Europeia – Ecopista do MinhoPlataformas Logísticas de Valença e As Neves

Santana Castilho: a primeira vítima parte a loiça

O Verdadeiro Governo Europeu…

…são estes vampiros sedeados em terras do Tio Sam. E a europa quietinha, a deixá-los sugar, sugar, sugar… Com políticos destes não há política que resista.

Nas próximas eleições vota-se directamente no BES, no BCP ou na CGD.

O estranho caso do Tribunal da Maia:

A “coisa” conta-se em pouco mais de meia dúzia de linhas: o Tribunal da Maia precisa de novas instalações. A Câmara da Maia estava (e está) disposta a resolver parte do problema. Nos idos tempos de Celeste Cardona como ministra da Justiça, o Governo assinou um contrato no qual a Câmara cedia um determinado terreno e a Governo construia o respectivo tribunal. O Governo cai. Novo Governo e novo ministro. Olham para o acordo celebrado e fazem-se de mortos. De repente, em pleno Agosto, lançam um concurso para arrendar um novo espaço para o tribunal da Maia. Os potenciais candidatos tinham 15 dias (em Agosto…) para apresentar propostas. Condição: ser central e preencher um conjunto de requisitos complicados. Ora, não tendo o centro da Maia nada parecido, ninguém ligou muito. Ninguém? Não. Um Fundo Imobiliário (onde será que já ouvi isto?) candidata um edifício existente na zona industrial da Maia, longe do centro e licenciado pela autarquia para escritórios. Vence o concurso.

Os Magistrados, os Advogados, os Funcionários Judiciais, todos os agentes judiciais da Maia e todas as forças políticas do concelho opõem-se à transferência do tribunal da Maia do centro da cidade para a zona industrial. Motivos: o espaço em causa não tinha estacionamento, nem transportes públicos e, em conclusão, não lembrava a ninguém semelhante. O Dr. João Correia, Secretário de Estado da Justiça, desloca-se à Maia para ver com os seus próprios olhos a situação. Concorda com as justas reivindicações dos diferentes agentes e, em conjunto com a Câmara, consegue uma solução de compromisso: a Câmara apresenta quatro soluções de terrenos no centro da cidade para a construção de um tribunal novo e o governo compromete-se a construir o edifício em cinco anos. Durante esse período a câmara cede um conjunto de espaços adaptados junto ao velho tribunal. Todos estavam de acordo. Entretanto, o Dr. João Correia demite-se. Volta à carga a questão do tal edifício do tal fundo na zona industrial. Um espaço longe do centro e a 300 metros do concelho de Vila do Conde. [Read more…]