A História e a literatura fantástica em Raul Iturra

Decidiu o meu colega Raul Iturra dedicar-se à ficção escrevendo sobre Karl Marx. Podia dar-lhe para pior, mas tem alguma gravidade o facto de apresentar o seu texto como sendo resultado de uma investigação científica, ainda por cima de uma ciência que manifestamente lhe é estranha,  a História.

Não sei como se faz em Antropologia, mas em História consultam-se fontes credíveis, e depois trabalha-se.

Ora não é esse o caso. Fonte para afirmações tão idiotas como “É sabido e conhecido que Marx cumpria rigorosamente as regras judaicas, como as luteranas.” não são referidas, pela simples razão que é complicado inventar uma origem para tal atoarda.

Fontes como http://br.answers.yahoo.com/ não têm qualquer credibilidade científica.

Afirmações como “Em Marselha foi-lhe solicitado, em 1887, escrever um Manifesto para comemorar os 100 anos da morte de Babeuf, guilhotinado pelos seus colegas de partido por ter escrito o Manifesto dos plebeus” além de algum delírio pecam por uma coisa que usamos em História chamada datas, como por exemplo a data em que o Manifesto foi escrito, por Marx e Engels, ou seja nos idos de 1847/48.

Nada tenho contra a imaginação do novelista Raul Iturra, note-se. Já o vício de se apresentar como professor catedrático, correndo-se o risco de alguma alma ali parar e se convencer que se trata de ciência, esse risco, como professor, preocupa-me um bocado. Quem te manda a ti, sapateiro Iturra, tocar rabecão?

Comments


  1. Lamento esa falta de respeito. Enviei-lhe toda a literatura e mencionei os textos que tenhho comigo.
    Vê-se logo que nuca liu as biogrsfiss nem a MacLellan nem outros textos meus.
    Lamento a perca der uma pessoa simpâtica que tem sempre palavras negativas. e poder sobre mim.
    Raúl Iturra
    reconheço as gralhas do meu comentário, mas não tenho corrector nos comentários
    Raúl Iturra


    • É verdade, enviaste-me o texto e avisei-te dos seus erros grosseiros. Falta de respeito é a tua arrogância em nunca aceitar uma crítica, como foi o caso. E avisei-te que desta vez tinhas passado todos os limites, e seria obrigado a responder-te.
      Quanto ao essencial, não vejo um argumento, excepto o não ter lido os mesmos livros do que tu. É parco, para não dizer outra coisa, porque eu contraponho factos, tu inventas manifestos escritos em 1887. Nem acrescentei o pormenor de Karl Marx ter falecido em 1883, para não te humilhar como por esta resposta até merecias.


      • Sim, sou arrogante, nada sei de nada, o manuscrito de 1887 é de Eleanor Aveling-Marx, o discurs do pai para a AIT. É pena a sua raiva, agradeço a sua defessa da minha ignorância. Aconselho escrever um texto para a proclar por todos os sítios. Isso é sabedoria, demoloer, desfazer a pessoa com que se tem raiva.
        Agradece as suas palavras de consolo pelos meus repugnantes erros,
        Raul Iturra


      • lamento ve-lo lastimado e só. Enviei o texto Sobre a Ciência da Hist´ria.
        Quem ia aguebtar as suas palavras grosseiras, sem fundamenton nehum?
        Que falta de confiança na humanidade!


  2. E afirmou que o pai da Jenny não gostou do namoro da filha com o filósofo socialista mas na verdade Marx nessa época ainda não era socialista. Além disso, as histórias escabrosas do Marx com a criada não passam de rumores sem nenhum fundamento, ver
    http://marxmyths.org/terrell-carver/article.htm


    • oculta a sua opinião baixo alcunha. Os amores de Marx com a empregada de casa, é um facto. Vejo que nem tem lido a MacLellan—

  3. Rodrigo Costa says:

    João,

    Parei, uma vez, num post do Raúl Iturra. Depois de o ler, completamente —incluindo o seu curriculum—, achei que havia qualquer coisa que não batia certo. Fiz a minha observação, até para que se protegesse, porque acho que não é necessário gritar-se aos 4 ventos que se é professor catedrático; porque, em função dos racicínios e das intervenções, a gente fica a perceber de onde a água poderá vir; e a cátedra, por vezes, só prejudica. De quando em vez, dou mais uma vista de olhos, porque gosto de confirmar ou desmentir o que me parece.

    A pergunta que te coloco é: não seria melhor teres-lhe impedido a publicação do texto, explicando-lhe a razão por que o fazias, tendo a censura da inteligência ou, neste caso, da verdade, todo o cabimento, na medida em que não se trata de interpretação, mas da manipulação —benévola, admito— de factos?…

    Sem querer avançar sobre o que penso passar-se com o Raúl, há uma coisa que acho evidente: a falta de auto-estima expõe-no, mas não justificará a humilhação; até por me parecer uma pessoa frágil —em termos afectivos, pelo menos.

  4. Ricardo Santos Pinto says:

    Este post é lamentável e esta caixa de comentários também.

    • Sílvia says:

      Concordo consigo. De uma deselegância, no mínimo, enorme.

    • Rodrigo Costa says:

      Pela parte que me toca, Ricardo, estou à vontade. E também acho que ninguém me deve nada.
      Acho preferível inibir a publicação de textos do que resultar no que vimos.

      Independentemente de ser ou não ser catedrático, quem faz uso dos espaços para se expressar terá que ter algum sentido de responsabilidade. E, quando são feitas afirmações, ou se está seguro ou se expressa a dúvida —o que costumo usar para afirmar é o que, de facto, sei, porque presenciei; o que está escrito pode ter acontecido ou não, daí o meu interesse muito limitado sobre História.

      Se, ainda hoje, depois de tanta evolução, a censura funciona, só tem a palavra quem pertence ao “rei”, como é que vou fazer fé em textos de e sobre gerações que já desapareceram?… Não se diz que o D Afonso Henriques não era o verdadeiro filho de Dª Teresa; que o verdadeiro era raquítico?… Para além de, a mim, pouco me importar, estarei em condições de poder afirmar uma ou outra coisa?… Poderei, quando muito, dizer que, “segundo escritos de fulano de tal, D Afonso Henriques, que terá chegado a bater na mãe, não era, de facto, filho desta, porque o verdadeiro era raquítico…

      Depois —deculpe lá— quando alguém se apresenta com credenciais acima da média, muito acima da média, tem que perceber que cria expectativas; que tem obrições, nestes casos, intelectuais, acima da média.

      Nada tenho contra om Raul Iturra. Nem é o facto de ser prof. catedrático que me incomoda; já tenho estado com alguns e ninguém perdeu nada por isso.


      • que foi o que viu? Este é um sítio de debate calmo e sereno:diga.

        • Rodrigo Costa says:

          Caro Raúl, o que se viu foi o Senhor ser humilhado, que é o que eu não aprecio ver —tirará as conclusões que entenda.

    • Raul Iturra says:

      Agradeço ao Ricardo a sua simpatia, como a ílvia e os que defendem a minha posição. Não há maneira de parar Não há maneira de parar esta estéril cpnversa? Especialmente ao do alcunhja Xico. Vão conseguir, finalmente, que me retire do Aventar. Este inútil debate faz-,e mal- Que sabe o Xico do meu CV o sabe o que é um CV? Já fez o seu e envia?

    • Raul Iturra says:

      Este 1 de Novembro, tenho andado a escrever para um novo livro e para acabar de pôr imagens num sítio impossivel. Fui oasabdo pelos comentários, valores e notes. Devem admitir que a deselegância não começou comigo como consta nos arquivos. Foi uma surpressa para mim ler o primeiro insulto e perguntei o qye fazer. Foi-me dito:nada. Nada? E a minha autoestima fica como as pavras grossas que usam os que consideram o meu trabalho como “estoria”

  5. Más Linguas says:

    Cordilheiras por Simone

    Fantástico! nobres intenções:
    Eu quero apenas ser cruel naturalmente,
    e (para) descobrir onde o mal nasce e destruir sua semente.

    Ser só cruel… é apenas crueldade.

    Abraços,
    Aventares do mundo, uni-vos!


  6. Agradeço as sua palavras sãs, sernas e sintéticas. É verdade, os Aventares têm-se unido a mim
    Agradeço


  7. agradeço as suas palavras sábias, calmas e serena. Os Aventares têm me apoiado de forma decente


  8. Raul Iturra é apenas um grande mercenário e charlatão. Subscrevo o que disse José João Cardoso.