Aspectos da cegueira em Rui Rio

O presidente da autarquia portuense lançou segunda-feira à noite um ataque contra os indivíduos que, em sua opinião, fizeram do Porto «uma cidade borrada de grafitis», apelando à «indignação colectiva» contra a situação. aqui

Autor Desconhecido, Ensaio sobre a cegueira, Miguel Bombarda, Porto, fotografia de Sofia Romualdo

Comments

  1. almareado says:

    Se fossem todos como os da foto, os do banksy e afins… mas há coisinhas bem feias por aí (país).


    • Chama-se cherry picking


        • AH! As minhas desculpas! É exactamente o que mostras nesse link o que inunda as nossas cidades. E claro, é tudo feito com autorização dos responsáveis/donos. Mais uma vez peço desculpa. Estava cego, tb eu…


          • Esta

            http://www.bristol-street-art.co.uk/gallery/photo/fox-road-mural

            e esta

            http://www.bristol-street-art.co.uk/gallery/photo/zombi-squad-237

            por exemplo são obviamente feitas à revelia dos proprietários, gente que se está nas tintas por manter fachadas em clara degradação visual, ferindo a sensibilidade estética ao transeunte. As fachadas não são só dos donos dos prédios (quando foram construídas tiveram de ser aprovadas por uma entidade municipal) são de quem por elas passa.
            Essa é a questão. Propriedade privada? cuidem dela. Em Bristol o município percebeu que tem de defender a arte urbana não encomendada, porque valoriza a sua cidade.
            Nunca me teria passado pela cabeça meter lá os pés, mas por ser uma das capitais da street art, e onde há mais trabalhos do Banksy, ando a pensar nisso.
            A obra “O Amante”, por exemplo, que já foi vandalizada e depois restaurada pelo município, tem um valor só comparável a uma Gioconda.
            É preciso é dar por isso.


          • […]feitas à revelia dos proprietários, gente que se está nas tintas por manter fachadas em clara degradação visual, ferindo a sensibilidade estética ao transeunte. As fachadas não são só dos donos dos prédios (quando foram construídas tiveram de ser aprovadas por uma entidade municipal) são de quem por elas passa.
            Essa é a questão. Propriedade privada? cuidem dela. Em Bristol o município percebeu que tem de defender a arte urbana não encomendada, porque valoriza a sua cidade.

            Voltamos à velha questão de justificar uma transgressão com outra transgressão. Não faz sentido e não se qualifica, sequer, como argumento.

            Se em Bristol temos trabalho mais decente do que tags e afins. Isso claramente não é verdade em Portugal. E concordo contigo, arte urbana valoriza a cidade.

            É no Brasil mas é barato

  2. moutinho says:

    As estruturas amovíveis que borram metade da cidade durante meses por causa da corrida dos calhambeques poluem e desprestigiam a cidade.

    • Carlos Mendes says:

      Ó Moutinho, honra o teu apelido e… moita. 99% dessa gente o que anda é a borrar paredes.
      É por causa de pessoas como tu que andamos a condescender com asneiras de malandros, que não respeitam a propriedade alheia, nem os outros seus concidadãos.
      É para esta gente que o povo inventou a frase: “vai trabalhar malandro”.

Trackbacks


  1. […] não tive a sorte de encontrar nem um Banksyzinho para amostra. Pena aqui não ser como no Porto. Talvez os nossos artistas estejam a guardar o melhor só para […]


  2. […] Aventar tem discutido o tema de forma pluralista, como sempre. Tem, igualmente, divulgado alguns dos melhores artistas […]


  3. […] discussões tidas aqui no Aventar sobre o tema, fica claro que o vandalismo pode ser arte, mas é sempre […]

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