A tradição ainda é o que era

-Em dia de greve geral, acabei de assistir na televisão ao noticiário para verificar os últimos acontecimentos no país que me viu nascer e constato que alguns comportamentos infelizmente não mudam. Se é um facto que o direito à greve é inquestionável, não o é menos o direito ao trabalho, pelo que os inenarráveis piquetes de greve, estiveram uma vez mais, mal ao apedrejarem autocarros e vociferarem insultos aos colegas que não estiveram com eles. Mas pior, desconheço os motivos que levaram à recepção hostil por parte dos sindicatos ao movimento dos precários. Será porque estes não têm propriamente uma filiação e não pagam quotas? Seria capaz de jurar já ter ouvido os principais dirigentes sindicais da CGTP e UGT falarem em defesa dos trabalhadores sem contrato de trabalho, vulgo recibos verdes. Mas já sabemos que uma coisa é discurso, outra bem diferente a sua prática. Lamentável como sempre incidentes desnecessários que jamais produzem qualquer resultado. Enfim, um normal dia de greve geral, a tradição ainda é o que era, inclusivamente na já habitual discrepância de números…

Comments

  1. doutro lado says:

    Aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra. Os falsos moralismos evidenciados demonstram a incompreensão da matéria ou o “analfabetismo politico” Por Principio em Dia de Greve ninguém deve trabalhar e se que brar o principio sujeitar-se-à agora e no futuro a tratamentos semelhantes à atitude tomada. Desconheço em Absoluto os factos apontados, se é que foram factos. A Solidariedade é a atitude mais humana dum ser humano. O Caso Humano do fiçlho do Carlos Martins merece essa solidariedade. Os nossos camaradas de trabalho também


  2. Por Principio em Dia de Greve ninguém deve trabalhar

    Dá-me ao menos o direito de discordar da greve? (não falo desta obviamente, nem sequer poderia aderir, mas de toda e qualquer greve? falo em tese, assim como terei que aceitar o princípio do Direito à sua convocação…

    • MAGRIÇO says:

      Mas é claro que tem toda a legitimidade para discordar da greve! Tal como o “Emplastro” tem o direito de se pôr por detrás do repórter.


  3. Ouvi Carvalho da Silva a saudar os manifestantes do 12 de Março, 15O e outros movimentos sociais. Mas se calhar foi impressão minha.

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