Não à Greve Geral


Um Amigo meu contou-me uma história interessante: o seu Filho padecia de uma doença que apesar de não ser muito grave, o obrigava a fazer uma medicamentação que, comprovadamente, tinha um sabor terrivelmente mau. Sempre que a criança tinha de tomar o remédio, protestava ruidosa e energicamente. Normalmente, tentava recusar-se a fazer a medicamentação e ameaçava que, se o obrigassem, deixava de estudar, de fazer os trabalhos de casa ou de ir à escola. O Pai, tranquilamente, lá lhe explicou que o remédio era imprescindível porque se a criança não o tomasse o seu estado pioraria imenso e, no limite, poderia, mesmo, morrer. Também lhe explicou que já tinha falado com vários bons médicos e que não havia qualquer outro medicamento que o pudesse curar. E também lhe explicou que se deixasse de estudar, o primeiro prejudicado seria ele próprio. A criança que só tinha 10 anos, conseguiu compreender.

Comments

  1. pena, que o Osório ainda não tenha compreendido!

  2. Nightwish says:

    Falta a parte em que foi o pai e os amigos que lhe deram a doença, mas a analogia quebra porque não se pode evitar uma doença para se pegar a outra pessoa.
    Falta também dizer que tomando o medicamento passa a não morrer da doença mas sim do medicamento.
    Entre outras coisas…

  3. Faça lá os sacrifícios você então, que eu e muitos outros não temos feito mais nada há muitos anos senão sacrifícios.

  4. E acha que a troika é como esse pai? Santa ingenuidade… O que a troika nos quer obrigar a engolir não é remédio, é veneno.

  5. Eulalia Moreno says:

    Bobagem…é só perguntar nos gabinetes dos Secretarios de Estado desse governo quem está a tomar alguma “medicação”.. basta ler o Diário da República para ver os Despachos dos gabinetes isentando este e aquele de descontos nos subsídios, etc.. É ver Secretario de Estado das Comunidades Portuguesas deslocar-se em comitiva para estar presente em TORNEIOS DE SUECA na Argentina… e outros Secretarios de Estado a andarem de um lado para outros, em caros alugados, hotéis e restaurantes cinco estrelas.. Como é que ficamos? O purgante é só para alguns???Passos Coelho reduziu os Ministérios mas engordou demasiadamente as secretarias de Estado e a sua própria Assessoria..jobs for the boys and for the girls… afinal andavam os PPD/PSD-CDS/PP longe dos tachos durante o descalabro Sócrates…

  6. «When there’s no other pill to take, swallow the onde that made you ill».

    Zack de la Rocha (adap.)

  7. O problema foi quando o pai da criança reparou que o remédio não estava a dar resultado, embora o pai fosse consultando os mesmos especialistas que recomendavam que aumentasse a dose, e que aumentasse a dose, isto apesar da criança ir ficando cada dia mais débil.
    Até que um dia acriança era quase só ser alimentar com o remédio.
    Aí a criança já sem forças… morreu.
    😦

  8. Olha outro que usa palas! Osório, há mais mundo para além da tua cabecinha limitada…

  9. MAGRIÇO says:

    Há muitas cabecinhas consideradas adultas que têm um desenvolvimento inferior a crianças de 10 anos. Por isso, não compreendem. E não vale a pena tentar explicar: ainda acabam por regressar ao ventre materno…

    • A diferença entre a cabecinha duma criança e a dum adulto é que a criança acredita em tudo o que lhe dizem. Recomeçando a história: era uma vez um pedófilo que abusava duma criança e lhe dizia que era para bem dela. A criança sofria, mas, como era criança, acreditava. Mas a criança cresceu e começou a acreditar cada vez menos; e o pedófilo começou a usar métodos cada vez mais coercivos… até que a criança, já adulta, não aguentou mais e o matou.

  10. mamacopa says:

    Devia ter tido o pudor de não utilizar o exemplo uma criança.
    Eu tenho outra história. A história do burro e do seu dono. O dono gostava muito do burro e alimentava-o muito bem. Eram as melhores rações, eram as melhores favas, eram as melhores vagens de alfarroba, eram as melhores ferraduras (e mudadas sempre que preciso), era a palha do melhor para o burro dormir. O burro engordou e ficou preguiçoso… cada vez mais preguiçoso.
    Um dia, o dono morreu e veio o filho do dono. Que gostava do burro. Mas era para o burro trabalhar, mas o burro estava cada vez mais mandraço. O veterinário, vendo que havia esperteza por parte do burro, disse ao dono para só alimentar depois do trabalho feito, para o que burro percebesse que tinha que produzir para poder comer. E como o burro estava gordo, que lhe fosse diminuindo gradualmente a ração, até que o burro se apresentasse na forma fisica característica.
    O rapaz assim fez… e viu que o burro já trabalhava desalmadamente outra vez…. e viu que poupava muito dinheiro com o corte na ração. E esqueceu-se das recomendações do veterinário. Para além de dar cada vez mais trabalho ao burro, dava cada vez menos ração à refeição.
    Acho que não a pena contar o fim da história (para bom entendedor meia palavra basta). Quem quiser saber, sente-se e espere… está quase a acontecer numa televisão perto de si.

    • Nightwish says:

      Eu não sei, mas acho que o burro não cresceu por igual em todo o corpo… é mais um pormenor a acrescentar.
      Aliás, essas partes gordas são mesmo as tais que vão continuar a receber alimento…

      • mamacopa says:

        Nem mais… Todos os seres, a parte do cérebro pouco ou nada engorda… Cresce mas não é em gordura… caso contrário os mais obesos seriam ainda mais redondos do que são…
        Mas até o cérebro morre quando a gordura acumulada é tal, que se começa a acumular e impede que o sangue chegue ao cérebro (AVC, trombose, o que quiser).
        Um médico dir-lhe-ia para deixar de comer… talvez não… porque se o fizesse o fígado iria libertar os açucares para o sangue e teria outros problemas (a diabetes, por exemplo).
        Então o que fazer? Queimar as gorduras. Como não temos dinheiro para as lipoaspirações temos que cortar no supérfluo e fazer muito exercício.
        Ter um gabinete cheio de acessores e ter que pagar a escritórios de advogados, com interesses de outros clientes misturados, para fazer as leis… só aí cortaria nas gordurinhas o que tornaria o burro mais saudavel.

  11. José Vasconcelos says:

    Na Idade Média, as sangrias eram recomendadas pelos mais doutos doutores, às vezes curavam, muitas vezes matavam.

    Já agora, por falar em paradigmas inquestionáveis, avalizados pelos peritos de época: quantos defendiam no tempo de Copérnico que a Terra girava à volta do Sol? Quando defendiam na América de Luther King a igualdade de raças? Quantos defendiam no Estado Novo a igualdade de sexos? Que ideia de férias havia antes da Segunda Guerra? Agora parece tudo óbvio, mas apenas “degenerados”, “hereges”, “irresponsáveis”, “utópicos” o defendiam no seu tempo.

    Estas greves também são feitas por pessoas que acreditam que podemos ir mais além, de contornar o inevitável que nos querem impor. Impor.

    • MAGRIÇO says:

      Nem mais! O que mais me confunde nesta sanha anti greve por parte de quem trabalha, é a finalidade da sua militância: julgarão que ficam melhor se mostrarem fidelidade canina aos patrões? Não são capazes de compreender que se não tivesse havido trabalhadores com visão e generosidade para lutar pelos seus direitos, por vezes com risco de vida, eles hoje não falariam de barriga cheia. Aceitar tudo o que nos querem impor não é a solução.

  12. Caxineiro says:

    se bem entendi a criancinha é o povo e a doença é a malandrice..
    Boa!.., é mandar esses madraços, esses preguiçosos, trabalhar. Tem que se obrigar esses parasitas a seguir o conselho do pai que produz riqueza (o banqueiro, claro) É po-los a trabalhar 20 horas como na França!!!

    Lê-se cada coisa!….em vez de exportarmos operários porque não exportamos patrões?
    Não será porque ninguem os quer?

  13. Nao é de admirar que tenhas apagado o meu comentário, os reaccionários sempre tiveram propensão para o uso do lápis azul!

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