Para quem não acredita


Eles não sabem ou não querem saber. Pedras vividas por tantas gerações, por vezes estimadas, noutras tantas abandonadas. O saber fazer em grande e com beleza, o sentido prático das coisas que marcam presença e que hoje serviriam de inesquecível lição a quem jamais quis aprender. Um Portugal bem maior que aqueles 10 milhões de consumidores de produtos estrangeiros a que nos reduziram. Um Portugal de várias cores, de vários dizeres de português. Há que redescobri-lo e agora – ainda estamos a tempo – sem os complexos, peias ou aguilhões de tutelas, voltarmos a ser quem fomos. Tantos os “de lá” como os “de cá”, são hoje iguais e essa poderá ser a grande força que nos falta.

Comments

  1. MAGRIÇO says:

    É um bálsamo para o espírito, sobretudo nos tempos conturbados e de crise de valores que atravessamos, recordar o legado que este país deixou ao Mundo. Obrigado, Nuno. Esperemos que, como nova Fénix, consigamos emergir brevemente das cinzas.

  2. Na canção de fundo: “Ai que ninguém volta ao que já deixou”…

  3. .

  4. Já cá faltava os saudosismos bacocos! E que tal uns desenhos dos navios negreiros? Dessa parte da “historia” já se esquecem vocês rapidamente.

    Aprendam alguma coisa com este documentário da BBC 4 de 2007. http://www.youtube.com/watch?v=gQDgDqmvTeg

  5. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A1fico_negreiro

    Para aqueles que pensão que os prédios do vídeo foram todos construidos por trolhas ali da Beira baixa…E nós, Portugueses, não temos sequer a coragem de admitir os nossos erros, tendo sido dos últimos países a dar independência as “suas” colónias, não temos sequer a coragem de produzir uns documentários (de preferência feitos pela RTP) que revelem a verdade, como fizeram os Ingleses. Um povo que teve tantas culpas como nós nos 11 milhões (estimativas conservadoras) de escravos que foram transportados de África para o continente Americano, conseguindo assim arrecadar capital suficiente para a construcao de cidades como Liverpool e Bristol…Em Portugal, os proveitos da escravatura foram para onde? Ninguem sabe, não se fala disso. É melhor pavonear-nos pelo youtube a dizer que temos uma presença enoooooooooooooooooooorme no mundo.

    “Para aqueles que não acreditam”, o próximo passo é pedir a volta do D. Sebastião….Ou do Salazar.

    • MAGRIÇO says:

      Confesso que não percebo a razão dos seus truculentos comentários! Espero que não seja mais um dos muitos que acham sempre que os estrangeiros – sobretudo ingleses e americanos – são melhores que todos os outros. Se assim é, parece-me que os seus conhecimentos da História não são tão profundos como imagina. Deixe-me até dizer-lhe que corre sérios riscos de o considerarem pouco patriota. Todos sabemos que foram cometidos grandes excessos durante o período expansionista, mas, bem contabilizados, possivelmente chegaríamos à conclusão que os portugueses foram os menos maus. Navios negreiros, meu caro, todos tiveram, e não foram os portugueses que iniciaram a prática. Mas já que parece mostrar tanta deferência pelos britânicos, quero lembrar-lhe o genocídio do povo indiano, levado a cabo pela cupidez e orgulho imperialista de sua Majestade a rainha Vitória, auto-proclamada Imperatriz da Índia; o assassinato do Sultão Khalid bin Barghash, de Zanzibar e de 500 seguidores, na que ficou conhecida como a guerra mais curta da História; o Apartheid na África do Sul, legado racista britânico de consequências sanguinárias que durou até 1994 – como vê, muito posterior à descolonização Portuguesa. Aliás, não é só por este exemplo que a sua afirmação de que Portugal foi o último país colonizador não corresponde à verdade, uma vez que esquece muito convenientemente Gibraltar e Malvinas. Não podemos esquecer também o genocídio dos aztecas levado a cabo por Cortez, e o dos Incas, por Pizarro, em nome da coroa Espanhola. Ainda quanto à sua referência a negreiros, talvez não saiba que o tão celebrado Cristóvão Colombo também não escapou aos costumes da época, conforme rezam as suas crónicas: “De retorno, a mercadoria mais interessante que trouxe foram habitantes das terras ocidentais, os índios Caraíbas (vendeu 509 deles em Sevilha em 1495 e seu irmão vendeu 300 no ano seguinte em Cádiz) que pela sua nudez e modos logo denunciaram não pertencerem aos reinos das índias, havendo até quem dissesse que nem mesmo descendentes de Adão eram.” Embora referidos como naturais das “terras ocidentais”(Cristóvão Colombo estava convencido que tinha chegado ao Japão e à Índia), na verdade eram das ilhas de Cuba, Jamaica e Haiti. A história não pode ser ignorada: tenhamos vergonha do que fizemos de mal, mas orgulhemo-nos do que fizemos de positivo. A isto não se chama saudosismo mas patriotismo!

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