Consulta pública: revisão da estrutura curricular

O Ministério da Educação apresentou, hoje, a proposta de revisão curricular para os Segundo e Terceiro Ciclos e para o Ensino Secundário. O documento pode ser consultado aqui. A consulta pública decorrerá até 31 de Janeiro de 2012.

Para que essa consulta tenha início com acesso a informação relevante, consultar os blogues do Paulo Guinote e do Arlindo pode ser um bom início de conversa. No fim de tudo, estarão, muito provavelmente, cortes e desemprego disfarçados de alegados ganhos pedagógicos e embrulhados na ladainha do “fazer mais com menos”.

Comments


  1. Ouvi esta tarde na TV1, discussão sobre a integração ou não, para validar aumento de horário escolar, das matérias de história e de geografia em ensino de cadeira única – Foi falada a importância dos alunos terem consciência do espaço físico que habitam, conhecimento de serras e rios, dimensão e delimitaçao do país, relativamente ao espaço europeu em que se insere o país
    Como aprendi estas duas cadeiras separadamente, e já eram a sério e de mat´érias extensas de história mundial e de Portugal, e de geografia mundial e de Portugal, nem tenho opinião. dado que nem muitos professores nem alunos universitários sabem, sequer, a tabuada, como foi constatado em entrevista a alunos do IST em 2011, à saída de aulas. Focou-se, igualmente, a falta de cultura geral de certo número de professores, de etre outros temas da qualidade pedagógica dando mais ênfase à falta de qualidade do ensino de português (e literatura) porquanto sem a base da língua e facilidade de construção e interpretação de textos, se ficará com handicap para aprendizagem de outras matérias diferentes e/ou mais complexas


  2. E salvo tenha entendido mal, desaparecerá a disciplina de Educação Cívica! Isto sim é trágico! Porque a minha opinião continua a ser a mesma: sem uma mudança de mentalidade, mudança essa que deverá ocorrer a nível individual, e sem uma educação cívica dos jovens de hoje, que, infelizmente, são bem mais selvagens do que os jovens selvagens das tribos do interior de àfrica e da Amazónia, nada, mas nada, mudará.
    Eu, pessoalmente, acredito que é muito mais importante o civismo, a educação e o respeito pelo semelhante do que a localização dos rios ou das serras, ou as façanhas de um D. Afonso Henriques, de um Viriato o Lusitano ou de uma padeira de Aljubarrota!
    Prefiro que se não saiba o nome de um rio a que se ignore um idoso no metro, ou a que se cuspa para o chão e se use linguagem vernácula na comunicação com um semelhante.
    E quando ouço os políticos falar em educação, e em reformas na educação, fico com os cabelos em pé: que mais irão inventar para que se continue a assistir, no dia a dia, e na própria Assembeia da República, a comportamentos abomináveis como os que podemos presenciar na foto do post do João José entitulado “E espelhos lá em casa, não há?”?

  3. Andreia says:

    Eu acho mal a disciplina “ET” acabar porque é uma disciplina onde podemos aprender a pintar , a fazer cadeiras , quadros e várias coisas úteis para a casa e também damos matéria . acho muito mal mesmo !!

  4. José Manuel Ferreira Rodrigues says:

    Perante a proposta desta revisão da estrutura curricular,onsidero imcompreensível a supressão da disciplina de Educação Tecnológica do quadro do 9º ano de escolaridade, porquanto não parece existir qualquer razão de ordem pedagógica/científica/formativa que enforme a decisão.
    Com efeito se existe uma pertinência formativa que justifica o seu enquadramento no quadro curricular desde o quinto ao oitavo ano, como se explica o abandono do seu currículo no ano terminal do 3º ciclo, que se vem revelando para muitos alunos uma experiência de aprendizagens e desenvolvimento pessoal importântíssima, quer a nivel da abrangência de saberes, quer a nível da preparação para experiências de vida activa.

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