Vende-se a História

© automotora – o comboio a vapor da linha do Corgo (Régua-Vila Real) quando ainda tinha carris para percorrer os 25 km que uniam as duas cidades durienses. A linha foi encerrada “por razões de segurança” em 2009, aos 103 anos de vida. As obras de renovação da linha foram entretanto suspensas e todos os materiais foram já retirados.

Por MARIA DO CÉU MOTA

Acaba-se com feriados históricos e se se puder, também se vende o património histórico.
A CP tentou vender o comboio histórico estacionado na Régua. Foi a Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos que boicotou essa tentativa. O comboio, ainda operacional (!), é composto por uma locomotiva a vapor de 1923, uma composição de 1908 e outra construída no Porto em 1913, só para mencionar algumas das suas componentes. É, segundo o vice-presidente daquela Federação, ” um acervo único em Portugal e raro na Europa que deve ser preservado”.
Não se percebe que se queira fazer determinadas candidaturas à Unesco quando não se tem carinho por tudo o que diz respeito à nossa História.
É lamentável que seja uma entidade estrangeira a boicotar a tentativa de venda de património português!
Este caso fez-me lembrar o caso do nosso comboio real do final séc. XIX que transportou a rainha D. Maria II, D. Carlos e o rei D. Luis e que esteve em exposição na Holanda em Abril de 2010. Um êxito! Não pensem em vendê-lo!!
Deixo este alerta…

Comments

  1. eyelash says:

    O governo chinês fez saber que procura políticos para integrar os quadros de pessoal (de limpeza). É tempo de Portugal começar a desfazer-se das velharias.

  2. eurocético says:

    Esta tentativa de venda de material de alto valor museológico resultará certamente de uma estratégia montada.Uns acabaram com centenas de quilómetros de linhas, outros agora vão acabar com mais centenas de quilómetros de linhas e estes querem vender o património para além de estarem a deixar degradar outro património de interesse museológico por esse país fora depositado em linhas de resguardo, ao sol, `*a chuva e à mão da gatunagem. É ou não é estratégia para acabar com isto tudo?
    Vão fechar linhas como a do Vouga, do Leste, do Oeste, etc. A do Vouga era rentável e tinha uma frequência assinalável. Mas como por lá há muitas auto-estradas às moscas, fecha-se o caminho de Ferro para dar mais uso às auto-estradas. Na Linha do Oeste, se bem que devido à sua degradação ao longo dos anos tenha poucos passageiros, mas como também há a A8 e a A17 toca a acabar. A do Leste nem se sabe bem porquê. Mas vai acabar e com ela a 3ª ligação a Espanha depois de Vilar Formoso e Minho.
    Mas atenção. A Linha do Oeste devia servir de alternativa à linha do Norte quando esta está inoperacional. E isso vai acontecer quando num inverno destes cairem as barreiras de Santarém porque a variante de Santarém nunca passou do papel.
    Até a linha da Beira Baixa está fechada da Covilhã à Guarda quando deveria servir de alternativa à Linha da Beira Alta a unica que liga Portugal a essa Europa fora.
    Alguém pensa nestas coisas?

    • maria celeste d'oliveira ramos says:

      Esqueceu-se de que aquli a que chama Barreiras de Santarém que foi conquista de Afonso Henriques, caíram mesmo com uma chuvada pois estando a escorregar desde 1981 os INTELIGENTES do LNEC seguraram-nas com injecções de cimento e não gostaram e lá se foram colina abaixo levando a Alcáçova e tudo- O LNEC estava disposta a fazer OTAS – são todos muito bons técnicos – têm cerebelo cor de cimento

  3. MAGRIÇO says:

    Recordo-me de ter viajado, ainda muito novo, naquela linha. O comboio levava cerca de 1 hora a percorrer os 25 km entre Régua e Vila Real, mas o percurso fazia parecer rápida a viagem.
    Estes merceeiros agora promovidos a governantes estão empenhados em vender o país a retalho. Isto sem desprimor para os merceeiros, alguns bem competentes na sua profissão!

  4. Céu Mota says:

    Peço desculpa a todos pelo erro, ao escrever D. Maria II em vez de Maria Pia.

  5. maria celeste d'oliveira ramos says:

    os descendentes cavaquistas são um mimo que se vê – e Santana foi osto na RUA por menos – e foi bem posto na rua

  6. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Se o país no seu património e solo (será património ??? já que foi vendifo o solo de olival alentejano) for todo vendido não me digam que vão achar que sou invasora de espaço aheio – então terei que emigrar ou terei de pagar para viver em terra estrangeira ??

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.