Quanto custa uma monarquia?

Nunca acreditei na muitas vezes vendida teoria de que os Bourbons castelhanos ficam mais baratos aos nossos vizinho que o Palácio de Belém. E um dia o azeite viria à tona de água. No orçamento de 2010 tivemos “como despesas orçamentadas da Presidência da República: 17.464.000,00 €”, cito um blogue de propaganda monárquica.

Hoje o Público apresenta-nos os custos no ano transacto da família real:  8.434.280 euros,

Pero los 8,43 millones son sólo una parte mínima del coste real de la Corona. Hay que sumar las partidas que el Gobierno reserva para Juan Carlos y su familia –viajes oficiales, recepciones, salarios del personal de la Zarzuela…– y para la conservación de los palacios y jardines, y que figuran en otras partidas de los Presupuestos. Escondidas, pero ahí están. Ello haría un total de 59,28 millones. Aún habría que añadir los gastos de seguridad, de coches y chóferes, o de la Guardia Real. Estos costes los asumen los ministerios del Interior, de Defensa y de Hacienda, pero el importe se mantiene en secreto.

A mentira, as monarquias e os seus gastos ocultos sempre andaram de mãos dadas. Esta semana teremos números mais exactos.

Comments

  1. kalidas says:

    O homem continua na sua “idade de ouro”. Leiam, As Reformas da Década (1985-1995). Custa apenas 3 euros. Barato comparado com os sete contos e quinhentos que tive de pagar pelo livro de Economia, XIV edição de Paul Samuelson que, não é nenhuma estrela de Belém.


  2. “A mentira, as monarquias e os seus gastos ocultos sempre andaram de mãos dadas.” Sim, porque o caso Watergate, os lóbis vários que pagam as campanhas de Obama, Sarkozy e outros são teorias da conspiração. O JJC cita duas fontes pouco credíveis: um blogue monárquico e um jornal republicano e de esquerda. Eu prefiro não citar ninguém nos tempos que correm, dado que ambos os lados têm telhados de vidro. E vidro muito fino.

  3. xico says:

    E as receitas? Contabilizou as receitas?!

  4. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Vida de príncipe não será propriamente vida de cão – nem a de Cavaco – nem a de Passos Coelho – nem a de nehum partido que devia viver à custa dos sócios e não do meu IRS
    Imagine-se que se acabava com mordomias – estes desperdícios chegaria certamente para ter o dobro do vencimento que tenho, se os orgãos do poder central e local, autárquicos e partidos, se se acabasse com os cartões de crédito a todos + não sei quê, ++ poupassem como é de desejar sempre, em vez de se desperdiçar, e fossem reduzidos ao orçamento que deveriam fazer como fazem os PEC, ou que deveriam gastar por inerência de funções, e não por promíscuas regalias que se concedem a si mesmos e ainda o subsídio de INTEGRAÇÂO maso que é isso ??? – aqui é que eu concordaria que deveria ser inscrito valor limite na CONSTITUIÇÂO e regras mais decentes de financiamento a partidos – CORTA – cortem-lhe as vasas – não é querer que sejam miseráveis por falta de dinheiro e vestirem-se de forma andrajosa já que têm direito (???) a subsídio de casaca, mas exactamente pelo oposto por falta de ética ao usar para si, e familiares, grandes jantaradas com o que eu ganho (não ganho) – será que alguém fica muito ofendido se disser que salazer devia descer à terra e ser o “relvas” do 1º ministro por um ano ?? Depois arranjar-se-ía outra cadeira para dela cair

  5. Menshevik says:

    Saúdo, com alegria, este post de João José Cardoso!

    Como é possível que alguns países (e respectivos Povos) ainda continuem a vegetar no mais completo obscurantismo, na ignorância, nas trevas, no atraso e na repressão?
    É com mágoa e amargura (e em pranto) que constato a situação em que se encontram “lugarejos” como o Reino Unido, a Espanha, o Luxemburgo, a Holanda, a Bélgica, a Dinamarca, a Suécia e a Noruega.
    Coitados….tenhamos comiseração em relação a eles, que não enxergam a grandeza da República, tal como os portugueses (por exemplo) a enxergam há pouco mais de um século.

    Bem haja pelo post.

  6. Zuruspa says:

    Pois é, menshevikizho, porque näo comparas com “lugarejos” como Alemanha, França, Finlândia, Islândia? Näo convém, näo é?

  7. Nuno Castelo-Branco says:

    Zuruspa: Islândia e França (onde o Eliseu consome mais de 100 milhões/ano)? Falidas. Alemanha que vive “à conta” dos dinheiros que empresta aos otários da república portuguesa? Belo exemplo.

    JJ Cardoso. Incluis os palácios que a família real frequenta e que em Espanha? Quais, se além da Zarzuela, o único é o casarão de Marivent, em Palma e a residência oficial. Não é um palácio. Agora, incluir o Palácio do Pardo, o da Almudaina, o do Oriente, por exemplo, trata-se de uma artimanha do jornal Público espanhol, pois se assim for, vamos também incluir a Ajuda, Queluz, o Palácio da Pena, Mafra e o Palácio da Vila em Sintra. Além do mais, há ainda a residência de férias – o Paço da Fortaleza de Cascais -, o Paço de Guimarães, etc. Isto também é despesa escondida, não é? Mais ainda, quanto à despesa com a família de D. João Carlos, esta está integralmente incluída no orçamento vertido anualmente na Zarzuela, nem mais, nem menos. Se existem despesas extra, essas ficam pagas pelo bolso privado do monarca. Assim mesmo, preto no branco: 8 milhões de Euros anuais e dão para aquele “estadão” que vemos nas cerimónias oficiais. Claro que o Rei tem uma vantagem enorme sobre qualquer Presidente, pois o uso do uniforme fica-lhe a matar.

    Ah!, ia-me esquecendo: em Espanha não existem 3 ex-reis que recebam reforma, tenham escritório luxuoso pago pelo Estado, chauffeurs e seguranças à disposição e que para mais, continuam a fazer pingar uns cheques nas suas contas. Queres nomes? O primeiro é o chorão Sampaio, “presidente” de Guimarães capital da Cultura: a esmola ronda os 5000 Euros mensais fora as deslocações, etc. Quanto a Soares, prefiro ficar por aqui.
    Mas não te preocupes, pois dentro de uns três ou quatro anos terás 4 passivos e um activo. É sempre a facturar, bom negócio!


  8. Nuno, lembro-te que Inglaterra e Holanda, por exemplo também estão falidas. Quanto às despesas quem é que incluiu o Prado? onde é que isso está escrito?
    Artimanha foi só o ano passado terem sido publicado o orçamento dos inúteis, e mesmo assim se ter feito de conta que o governo não paga por fora a segurança, por exemplo. As despesas totais ainda são desconhecidas, típico da opacidade dos que ocupam cargos públicos sem qualquer legitimidade democrática.
    Mentira foi o Duartinho andar este tempo todo a comparar números falsos, em vez de fazer um teste de ADN a ver se tem alguma relação de parentesco com o cornudo João VI.
    As tuas contas quanto aos ex-presidentes (que têm mordomias a mais, sem dúvida), esquecem que os nossos vizinhos não sustentam um chulo, mas sim uma família inteira: pai, mãe, filhos e filhas, fora as patifarias dos cunhados.


  9. O Rei de Espanha nem precisava de legitimidade democrática, porque tem a dinástica, um conceito que certamente desconhecerá. Mas se quiser, também tem legitimidade democrática, atribuída pela constituição de 1977, aprovada por mais de 90% dos votantes. O mesmo não se pode dizer do regime rubro-verde, que nunca teve a coragem de se referendar e que se impôs pelas bombas e pela violência. Quanto a “números falsos”, se a sua única fonte é um jornal de pura politiquice esquerda champagne e anti-monárquica, saudosista dos conturbados anos 30, estamos conversados quanto à fiabilidade das suas informações. A propaganda republicana sente-se à légua.


    • Legitimidade dinástica? foi referendada quando? a propaganda talassa nota-se à distância, cheira ao estrume das estrebarias onde Carlota Joaquina escolhia reis por um uma noite.


  10. Peço desculpa por meter a colherada, mas esta da legitimidade dinástica fez-me dar uma grande gargalhada!

    Mas que legitimidade têm os membros da dita realeza? Biologicamente funcionam como funcionam todos os seres humanos, inclusivamente defecam como todos nós, mesmo que tenham comido caviar e bebido Veuve Clicquot! Em questões de inteligência deixam muito a desejar já que continuam a pensar-se superiores quando não passam de descendentes de bárbaros primitivos que se arvoraram em líderes à custa da força bruta. E em questões de humanidade, seriedade e valores estão exactamente ao mesmo nível de futilidade e vacuidade das barbies e dos metrosexuais: muito espavento e ostentação exterior e uma completa ausência de conteúdo! Ah, é verdade, e depois há a realeza que compra os títulos! É como quem compras de condução, não existe qualquer diferença!

    Enfim, costuma dizer-se que presunção e água benta, cada um toma a que quer, mas não são elas que conferem distinção e superioridade…


  11. Desculpem, queria dizer: É como quem compra cartas de condução,…


  12. Legitimidade dinástica, sim, que pelos vistos não percebem mesmo o que é, e que nada tem a ver com champagne, caviar, e ausência de conteúdo. Isso está mais reservado à micro-burguesia nova-rica a quem os demagogos republicanos e restante tanto devem o seu regime da treta.


  13. Pois, pois… e têm sangue azul e protecção divina e nós, os plebeus, somos todos tansos!

    Ora francamente, pense um bocadinho: acha mesmo que alguém nasce rei? Não consegue perceber o que é a auto-nomeação? Quando e como surgiu o primeiro rei?


  14. Ó Isabel G, e pergunte-se a si própria porque é que durante séculos e séculos as monarquias funcionaram? Não, ninguém nasce rei, mas pode nascer destinado a isso. E as monarquias também se criam.

Trackbacks


  1. […] Quanto custa uma monarquia, neste caso a espanhola, foi mito entretanto mais que desmontado. Na realidade o estado espanhol suporta através de diversos ministérios os diversos gastos do inúteis que mantêm na chefia do estado, sendo a renda directa que recebem apenas uma parcela do custo total. Viagens, pessoal, palácios, segurança, automóveis e os 1500 efectivos da Guardia Real são pagos à parte, não se conseguindo ainda hoje saber exactamente quanto custam. […]


  2. […] referendada, “abdica” em favor de quem não vai a votos, mas é seu filho. Uma monarquia esbanjadora nos gastos, baseada numa montagem mediática chamada 23F, tenta a sua continuação. Há que referendá-la, […]

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.