A Grana, o Coelho no Jardim e o Cavaco Sumiu

Em Portugal tinha a grana e a grana sumiu.

Alguém me traduz para português? O Acordo Ortográfico deixa-me cafuzo.

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    sem tradução

  2. Albano Coelho says:

    Lá voltamos ao mesmo… Não culpe o AO pelo seu desconhecimento (aparente) da gíria Brasileira.

    Com os argumentos do Nabais pode-se discutir ainda que discordando, como é o meu caso. Com parvadas*, desculpe que lhe diga, não é possível sequer começar.

    * Parvada – Gíria Galega. OMQ parvoíce nos dialetos portugueses.


  3. Mas não tem a sensação de que este Acordo nos submete à escrita brasileira?
    Afinal, o pretexto é a uniformização da língua, a sua não-dispersão. Parece-lhe possível?

    Oi, vou ali tomar uma carona para buscar uma grana e comer um sorvete… percebeu?

  4. Albano Coelho says:

    Não, absolutamente não tenho essa sensação e já lhe disse noutro comentário que mesmo que assim o fosse não era problema. Há alterações em ambos os lados. São mais em Portugal? Acha que deveria ser ao contrário? Porquê? Submeter quase 200.000.000 falantes aos ditames de menos de 11.000.000 perece-lhe mais correto? Meta nessa sua cabecinha de uma vez por todas que Portugal não é dono da língua e vamos ainda mais longe, nem sequer a inventou, apenas nacionalizou, como já lhe expliquei anteriormente. E se não é dono da Língua muito menos o é da sua ortografia oficial e internacional.

    E, já agora, como se diz em Portugal, não confunda “o cu com as calças” (Galiza: “confundir o cu co pantalón”, passe o castelhanismo): A escrita não obriga a “falar brasileiro”, não o obriga ao uso da gíria brasileira e se quisesse poderia fazê-lo de qualquer forma com ou sem acordo. Mais uma vez, ou bem tem argumentos como o Nabais ou mais vale estar calado que essas parvadas só lhe retiram credibilidade.


  5. Albano, é o seu ponto de vista. Não é o meu.
    Já houve num passado não muito longínquo, acertos e afinações à escrita da língua portuguesa em Portugal, mercê o avançar dos tempos e o linguajar do povo (que comanda a língua, sem o saber).
    Houve acordos e novas ortografias do português, acordos feito em Portugal por portugueses.
    Sem paternalismos, não vejo os espanhóis, os franceses ou os ingleses sequer preocupados em Acordos ortográficos com as ex-colónias.
    Sou a favor de um acerto na língua mas feito por nós, para nós, e preservando a língua naquilo que a enriquece e fortalece. A dispensa que querem fazer à etimologia parece-me grave. É como quem queima património imaterial.

    • Albano Coelho says:

      Começando pelo fim: A dispensa – parcial – da etimologia ocorreu em 1911, não agora. E de passo lhe comento que essa da escrita etimológica também é uma moda. Esta entrada da Wikipedia não é perfeita mas desenvolve bem o que importa da história da ortografia do Português e das tendências (e modas) que lhe assistiram ao longo dos tempos. Dizer que a ortografia vigente antes do acordo era etimológica e depois do acordo não, é no mínimo ridículo. Não se dá conta que está a discutir pintelhos? Para isso busque os chatos…

      “não vejo os espanhóis, os franceses ou os ingleses sequer preocupados em Acordos ortográficos com as ex-colónias.” -> Já lhe expliquei em comentários neste mesmo blogue que isto é uma falácia que, no limite, é mesmo xenófoba. Nesse comentário demonstrei-lhe exatamente o contrário, isto é, que qualquer um dos povos que refere tem o assunto resolvido há muito tempo e que para o resolver tiveram muito mais em conta a diversidade das respetivas línguas do que alguma vez Portugal e o seu nacional-cretinismo alguma vez fizeram. Agora noto que não leu pois só lê o que lhe interessa, VPV e cretinos afins…

      A questão, mais uma vez e para finalizar, não é nem nunca foi renovar a ortografia para um país mas sim para uma comunidade de falantes tal como fizeram todos os povos que referiu. Ainda que Espanha e os “espanhóis” – contra mim falo mas é mesmo assim – não sejam exemplo para ninguém, mesmo assim e apesar disso não há hoje diferenças ortográficas entre os vários países.

      Quando quiser discutir tome o exemplo do Nabais: Diga porque é contra o AO com base em critérios de pedagógicos e de necessidade de unificação, não com base em argumentos xenófobos e falácias grosseiras de que não conhece (ou quer esconder) a própria história.

  6. Albano Coelho says:

    A entrada da wikipedia que por lapso não incluí: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ortografia_da_l%C3%ADngua_portuguesa


  7. Sou a favor de um AO de nós para nós. Os brasileiros podem dar o rumo que entendam ao seu dialecto.

  8. Albano Coelho says:

    Deve entender-se então que o senhor tem língua e os Brasileiros dialeto? Graças (ou obrigado se preferir) por sintetizar aqui o que antes apenas estava implícito, que o senhor é apenas um primário RACISTA.


  9. Isso, racista. Já me chamaram outras coisas igualmente porreiras (pá).

    “Podemos entender por dialeto as variações de pronúncia, vocabulário e gramática pertencentes a uma determinada língua” – http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/v00003.htm

    Mas entendo que POLITICAMENTE não é nada pacífico assumir o “brasileiro” como um dialeto que, tecnicamente, é. Tem diferenças notórias de pronúncia, de vocabulário, de gramática, de semântica.

  10. Albano Coelho says:

    Mais uma vez só lê o que lhe interessa e nem mesmo isso sabe (ou não quer) interpretar. Mas eu explico-lhe sucintamente:

    Uma Língua é uma entidade abstrata; os dialetos são a concretização da Língua e consituem-na NO SEU CONJUNTO. Em Portugal, Galiza, Brasil, Angola, Moçambique e todos os outros países de Língua Portuguesa há um conjunto de dialetos próprios e regionais. Aliás como em qualquer outra língua que não esteja circunscrita a uma região pequena o suficiente para que o conjunto dos seus falantes tenha contato entre si. Não há, portanto, um “dialeto Brasileiro” e uma “língua Portuguesa”. Há, tanto no Brasil como em Portugal ou em qualquer outra parte do mundo onde se fale Galego (que se convencionou internacionalmente chamar de Português), um conjunto de dialetos regionais mais ou menos vasto, quase sempre na proporção do número de falantes. Só em Portugal há mais de vinte… O conjunto de TODOS os dialetos de TODAS as partes do mundo onde se convencionou usar-se a mesma Língua é que fazem isso mesmo, uma Língua.

    A sua perspetiva é por isso mesmo racista porque considera que o dialeto que fala representa a Língua e o que falem outros não é língua, apenas dialetos. Na verdade qualquer dos dialetos de Portugal que fale representa apenas uma ínfima parte do que é a Língua. Esta, repito e sublinho, não lhe pertence. Nem a si nem aos Portugueses. Pertence a TODOS que atualmente a usem não importa baixo que circunstâncias históricas (e algumas como sabemos são bem vergonhosas). Qualquer um dos principais dialetos próprios do Brasil representa SOZINHO mais falantes do que todos os dialetos de Portugal, Galiza, S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor e Macau todos JUNTOS. É a esta a dimensão relativa – insignificante – dos dialetos de Portugal no conjunto da Língua “Portuguesa”. Só não compreende isto quem se acha dono da Língua, quem talvez por via de uma educação fascista (Salazarista) nunca resolvida/ultrapassada se considera superior aos povos outrora colonizados ( e espoliados e torturados e massacrados) pelo império português.

  11. Albano Coelho says:

    Uma discussão realmente importante é esta: http://www.vieiros.com/columnas/opinion/540/uma-lingua-dificil-para-a-galiza , nunca os pintelhos que alguns querem discutir quanto ao AO da Língua Portuguesa.


  12. É a sua interpretação das minhas palavras.
    A língua é das pessoas; as pessoas habitam sítios diferentes, vivem sob influências diferentes.
    A língua portuguesa nasce neste pedaço terra a que chamamos Portugal e foi levada para muitas partes do mundo.
    No caso do Brasil, como em qualquer outra ex-colónia, a língua “original” sofreu influências que não sofreu neste pedaço de terra. Talvez pela razão simples de que estavam geografica e temporalmente muito afastadas e incomunicadas, as interferências externas foram diferentes e incorporaram a língua “original” de forma diferente.
    Ao contrário do que diz, eu não entendo que o “dialeto” seja um grau menor, seja menos digno que língua-mãe. É a sua interpretação e discordo dela. Pela mesma razão que não considero o mirandês uma língua menor, apesar de só agora ter uma forma escrita.

  13. Albano Coelho says:

    Esta outra discussão – interna – contou com o meu voto contra pois já se havia decidido em assembleia avançar para a eliminação da “norma AGAL” – que desde o início era uma solução temporária – quando o AO entrassem vigor segundo os critérios nele próprio estabelecidos: http://www.vieiros.com/nova/79302/a-agal-adapta-a-sua-normativa-ao-acordo-ortografico . Em vez disso persistiu-se na norma temporária contra a qual está hoje um dos seus principais proponentes e criadores, António Gil Hernández (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Gil_Hern%C3%A1ndez). AGH é defensor do AO, venha quem vier.


  14. Do texto galego citado: “Por uma vez depois de tantos séculos, seria interessante.”
    Claro.


  15. Interessante discussão a do segundo texto galego.

  16. Albano Coelho says:

    Lá está o senhor outra vez a mandar postas onde definitivamente não é competente. Eu acabei de lhe explicar como é que as cousas são, como se definem os conceitos “língua” e “dialeto” a nível da comunidade internacional de profissionais dessa área, não é a minha opinião. Quanto à sua está no seu direito de ter a que quiser mas é irrelevante.

    E lá voltamos à mesma falácia: “A língua portuguesa nasce neste pedaço terra a que chamamos Portugal”. Diga-me lá como é possível isso pois a Língua já existia e de Portugal nem sequer se falava? Ainda não existia sequer o Condado Portucalense quanto mais Portugal… Homem, deixe-se de imbecilidades… A Língua que se convencionou chamar de Português é o Galego que nasceu entre a Corunha e Compostela e que depois migrou lentamente para o sul. Já reconhecida a independência do Reino de Portugal e ainda em mais de 2/3 do seu atual território persistiam falas ÁRABES. Isto também já lhe expliquei anteriormente mas não leu ou – penso eu – simplesmente ignora porque não lhe convém. É que repor a história tal como foi deita por terra o argumento da “propriedade” da Língua que, mesmo a ser verdade, nunca justificaria o primado dos dialetos da região de origem sobre todos os outros. Sim, é verdade que se deve à ocupação de outras regiões, à construção do império ultramarino português a disseminação da Língua. Não está isto nem nunca esteve em discussão, apenas a criação da própria Língua. Exportação é diferente de Invenção, não tem mesmo nada a ver. Mas também porque isto ocorreu – a exportação da Língua por todos os continentes – que já era hora de os portugueses reconhecerem que criaram algo grandioso, algo maior do que alguma vez se poderia pensar como possível para um país tão pequeno. Por isso deveriam há muito render-se a esse evidência e remeter-se à sua verdadeira significância no conjunto dessa obra chamada de Lusofonia (eu prefiro Galeguia mas isso é outra discussão). Depois de obra feita há que saber ater-se às suas consequências da mesma: A obra ultrapassou-os em número e grau (mesmo considerando apenas o Brasil).

    Já lhe disse e repito: O senhor não é competente para falar do que fala portanto faça um favor a todos e principalmente a si próprio e de uma vez CALE-SE! Em cada posta enterra-se mais…

    Está no seu direito de ser contra o AO mas pelo menos tenha a decência de o discutir nos moldes em que o faz, entre outros, o Nabais. Nunca com base num nacional-cretinismo que inventa “história” ignorando a Galiza a quem Portugal TUDO deve, incluindo a Língua que nacionalizou.


  17. O Portugal visto de Lisboa ignora a Galiza, tanto quanto Madrid. A culpa não é minha… que até acho a Galiza mais “Portugal” que o Algarve e alguns subúrbios de Lisboa.
    De resto, já um amigo meu dizia, da língua galega, “aquilo é português”. É muito parecido, sim, faz lembrar a fala dos bisavós que não conheci.
    Permita-me a minha imbecilidade: vou continuar contra o AO, contra este AO feito nas condições de submissão em que é. Desculpe-me mas sou português (galego até).


  18. http://aventar.eu/2012/01/09/cracolandia-prive-pois-entao-2/

    “Cracolândia privê”, mais duas palavrinhas a incorporar no meu dicionário de língua portuguesa.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.