Proxenetia digital com #pl118


«Já o presidente da AFP, Eduardo Simões, disse à agência Lusa que irá reiterar aos deputados o apoio ao projecto legislativo do PS.

“É uma questão de princípio do ordenamento europeu e português. Não se trata directamente de necessidades económicas”, disse Eduardo Simões, referindo que a actual lei em vigor só se aplica a suportes e equipamentos analógicos e deve abranger os digitais.

Para o responsável, o Estado tem que legislar para que haja uma remuneração por causa do direito à cópia privada e essa remuneração “é simbólica”, apesar de “todo o ruído que se tem feito na Internet, nas redes sociais e nos blogues, com poucos argumentos”.

Eduardo Simões admite que a legislação deve abranger excepções, por exemplo, para os profissionais das indústrias criativas, que usam discos de computador – internos ou externos – com capacidade acima de um terabyte. “O que está em causa é o uso privado”.» no Público

Sem argumentos? Pagar direitos de autor para guardar trabalhos próprios não é argumento, ó inteligência? E que harmonização europeia é essa onde aberrações semelhantes estão a ser revogadas?

E defender excepção em causa própria mas querendo explorar o trabalho dos outros em proveito próprio, é o quê a não ser proxenetismo?

A degradação dos argumentos e a constante mentira (p. ex. 100 € a mais num disco rígido é simbólico?) parte dos defensores desta miserável proposta socialista é a prova acabada da injustiça que querem ver aprovada. Tenham vergonha na cara. Vão mas é trabalhar em vez de querem viver do trabalho dos outros.

Comments

  1. clap clap clap.

    Sucinto e claro.

  2. O presidente da AFP, Eduardo Simões, é só um entre muito outros patriarcas que mandam na indústria musical (e a do cinema também) que persistem em fingir que tudo continua como no tempo em que punham e dispunham.
    O PL 118 nada tem a ver com direitos de autor, nem com remuneração de artistas. Tem a ver com usura e extorsão dos consumidores e com a mais pura soberba de algumas associações quererem continuar a auferir rendimentos sem nada fazer, vivendo às custas dos artistas que dizem representar.
    Não se pode censurar tão pouca criatividade da pessoa. Está habituado a viver de forma fácil e os velhos hábitos, como se sabe, custam a morrer.

  3. jorge fliscorno says:

    Já agora, aqui é patente a unanimidade parlamentar quanto à proposta:
    http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=36617

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