Passos Coelho vaiado

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‘Quem semeia ventos colhe tempestades’, diz a sabedoria popular. Esta manhã em Gouveia, Passos Coelho foi alvo de estridentes vaias por parte de cidadãos que, assim, reagiram aos nefastos efeitos sociais das políticas de desemprego, de agravamento da carga fiscal e de injustiças sociais na saúde e outros domínios, de que muitas centenas de milhares de portugueses são vítimas. Uns no caminho da pobreza, outros com a miséria a bater à porta ou já dentro de casa. Tratou-se de uma manifestação muito participada, cuja realização, que se saiba, não foi reivindicada por qualquer organização.

Aos políticos, recomenda-se a ida a festas e romarias apenas em tempos de eleições. No poder, a executar uma política sem nexo de dogmática austeridade, é mais indicado que se refugiem em ‘Fortes’, ‘Palácios ou ‘Areópagos de Política Internacional’ – o ‘Paulinho das Feiras’ é que sabe desta poda.

PPC teve o mérito de não imitar Cavaco na fuga à contestação. Afirmou: “Sei que o salário mínimo é baixo”. Eu, pelo meu lado, sei que o descontentamento é enorme e está em crescendo. O povo beirão deu disso um exemplo.

Coelho terá, pois, de cuidar-se, perante a multiplicação de famintos “lobos” que, em número, transcenderam e muito a numerosa comitiva de guarda-costas e agentes da PSP de que se fazia acompanhar. Se provou queijo na feira, é bom que faça um esforço de memória para não esquecer o sucedido, em futuras passeatas.      

Orquídeas X: Snow Queen

Ficamos por na última viagem. Antes tínhamos viajado pela América do Sul, pela Ásia e pela Austrália. Mostramos a Zygopetalum, depois da exposição ter começado pela Cattleya.

É ao ponto de partida que vamos regressar hoje. Uma Cattleya bem especial, que parece ter sido retirada da terra do Pai Natal.

Orquídea Cattleya
Orquídea Cattleya artic star, Snow Queen (Manuel Lourenço, V. N. Gaia, Portugal)

Sempre a “sacar”

Há cento e poucos anos, berrava-se até mais não com a questão dos Tabacos, com o “caso Hinton” ou com os negócios do Crédito Predial. Há bem menos tempo tivemos 1000 casos do “tipo crédito predial”, condensados apenas no BPN e no BPP. Os Tabacos foram mais de dez mil vezes ultrapassados por auto-estradas, sucatas quase novas, projectos para aeroportos, Expos, gabinetes de estudos de e para amigos, fundações, comissões instaladoras, contentores à beira rio, sacaria azul para os sátrapas, Euros da bola, PPP’s, etc, etc. Como estocada final, um regime caiu devido a “Adiantamentos” decorrentes de uma lista civil que não era actualizada há… oitenta anos! Imaginam Belém sobreviver com a dotação dos tempos do início dos mandato do Marechal Carmona?

Pelos vistos, o país não tuge nem muge e nem perante evidências como esta que o Correio da Manhã explicita, há qualquer remédio recomendável. O saque é mesmo à descarada, mas o Sr. Dr. Mário Soares “acha” que …“é preciso preciso ter uma coragem muito grande para aguentar o que ele aguentou” . Claro que não estava a referir-se ao povo português.

Concurso de colocação de professores – uma primeira análise

O MEC apresentou à FENPROF uma proposta para revisão da legislação de concursos: num só diploma, coloca o que diz respeito aos docentes dos quadros, o regime de contratos e até algo quase esquecido, as permutas. Um aplauso para este esforço de racionalização do processo legislativo.

Importa também dizer que o processo de colocação de professores é muito complexo, quer pela dimensão, quer pelo simples facto de mexer com a vida de mais de 100 mil pessoas e respectivas famílias. Assim, será fundamental que seja transparente. Esta proposta não tem novidades negativas neste propósito – mantém-se e aprofunda-se uma lógica positiva de transparência.

Agora, como contributo para  o debate, alguns aspectos mais concretos, divididos entre positivos, negativos e nem por isso:

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Ressurreição de Carnaval

Vemos hoje tudo o que perdemos por ter pedido ajuda externa: níveis de desemprego, de falências, ratings da República, dos bancos: quantos anos vamos demorar a regressar aos níveis de há um ano?

No período de neo-jornalismo que atravessamos esta frase pertence a uma “fonte próxima do ex-primeiro-ministro“, ou seja a José Sócrates disfarçado de torneira. Depois da confissão de Judite, entrevistou de uma fornada 4 banqueiros 4 só para chamar a troika, veio a discussão grave do avô Soares:

discutimos brutalmente, amigavelmente, eu sempre a convencê-lo e ele a não estar convencido, e depois o ministro das finanças também interveio mais tarde e ele acabou por ter de ceder

e agora isto.

Há coisas que não se aprendem na escola. Uma delas, até por ser mórbida, é a dificuldade de alterar os factos históricos; pode lavar-se a imagem, coisa de comunicação e vendas a retalho, mas a ciência a seu tempo registará que José Sócrates tentou mais tarde desresponsabilizar-se pelo pedido de empréstimo externo ocorrido durante o seu governo e pelo qual será sempre o gajo que fez merda.

Outra, para desconsolo de viúvas, viúvos e viúv@s, é aquela de um morto de cara lavada não deixar de ser defunto.

Estação de Lousado

Estação de Lousado, últimas luzes dos anos 70.
À esquerda, a Unidade Dupla Diesel série 400, então com dois motores Rolls Royce, ligava ainda o Porto a Monção (Linha do Minho); à direita, a recém-chegada UDD de via métrica de fabrico francês ligava então Porto Trindade, Trofa a Guimarães e Fafe (Linha de Guimarães).
O cenário é hoje bastante diferente mercê a modernização da via até Braga e Guimarães (electrificada e com sinalização electrónica).

Contra o Acordo Ortográfico: uma espécie de conclusão

Muitas outras questões mereceriam, ainda, uma análise demorada, como a passagem dos nomes dos meses de próprios a comuns, sem qualquer argumentação, ou a supressão disparatada de acentos em determinados ditongos, mas não é possível nem necessário esgotar aqui todos os problemas levantados pelo AO90. Para além disso, quem quiser, verdadeiramente, informar-se sobre muitas outras questões que não abordei, facilmente encontrará nas páginas indicadas no primeiro texto desta série material suficiente.

As questões legais relacionadas com o AO90 são importantes, como ficou demonstrado. De qualquer modo, mesmo que a situação legal estivesse assegurada, o Acordo continuaria a ser negativo. [Read more…]

Educação: Nuno Crato e a mania de mexer no que está quieto

Seguindo a linha presidencial, o Ministério da Educação e Ciência está a seguir à risca o seu plano ideológico para tornar a Escola Pública um espaço destinado à formação de trabalhadores num contexto de desenvolvimento baseado nos baixos salários e na mão de obra desqualificada.

Crato está a mexer por todo o lado, fazendo lembrar o provérbio popular de mexer, mexer, para que tudo fique na mesma, no que aos problemas diz respeito, pois claro. Apareceu a revisão curricular, depois o modelo de gestão e agora os concursos de colocação de professores. Mas, no essencial, nada! [Read more…]